20 de setembro de 2007

Escrever para" Um Mundo Melhor!"

Há dias assim! Chegam-me coisas muito interessantes à caixa de e-mail. Esta é uma óptima noticia: nascerá em breve uma nova revista 'alternativa' - IM Magazine, que aspira a falar-nos do "Melhor que se faz no Mundo para um Mundo Melhor", com um excelente projecto editorial, e com uma equipa (onde se encontram alguns amigos e conhecidos) que fazem antever, pela sua visão e missão, um grande sucesso!
Vamos estar de olho no seu lançamento! Para aqueles que queiram ir degustando, podem visitar o site!

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"Tem lançamento previsto para o fim de Outubro, mas já está online a filosofia desta revista inovadora em Portugal e no estrangeiro, assim como respectivos colaboradores que estão a tornar possível este projecto editorial independente."

No final do mail, assinava a directora - "se acredita neste conceito, divulgue. E participe". Pois eu já sou um "believer"!

Parar para pensar nas estragégias de desenvolvimento (sustentável?)

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Nos tempos actuais, precisamos de parar e reflectir, como cidadãos, para onde corremos nós, em termos de desenvolvimento, perante as opções que se nos apresentam, e questionar se serão as mais sustentáveis, não apenas para Portugal, mas também para o Planeta.

"Travar para Pensar (*)

Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.

A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.

O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cercade 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País.

Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).

Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

Cabe ao Governo reflectir.
Cabe à Oposição contrapor.
Cabe aos cidadãos manifestarem-se!!!

Cabe à tua consciência reencaminhar ou deixar ficar."

Por consciência decidi publicar.

(*) Um artigo interessante, como expressão de cidadania, que me chegou por email, através
de uma amiga, embora de autor desconhecido, que entendi plubicar aqui na integra.

19 de setembro de 2007

Last design work

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One of my last designs for project "GAIA EDUCATION".

¡Yo aqui me siento bien!

Conservare lo spirito dell’infanzia
dentro di sé per tutta la vita
vuol dire conservare
la curiosità di conoscere
il piacere di capire
la voglia di comunicare.

Bruno Munari

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Inspirado por Bruno Munari paseo por Santiago, buscando mi lugar. Buscando otros puntos de vista. Una otra forma de veer la cuidad más mística de toda España.

El sol de Septiembre

El sol de Septiembre ya se presenta en la mirada. Los días se quedan más cortos, el frío entra en el cuerpo y te sientes mejor en casa. Aunque, aquí , nuestros hermanos gallegos, sientan que eso, para esa temporada no sea normal.
Lo domingo pasado estuvo (re)viendo la magnifica película documental con Al Gore - "An Inconvinient Truth". Me recordé de las cosas se están cambiando en nuestro planeta, como el sol de Septiembre en Santiago, que por esa temporada ya no eres normal. Aquí me dou cuenta que el planeta es uno e que mientras las fronteras entre países, las árboles, los pasaros, la naturaleza, se comporta como se no hubiese otra lengua que la universal. El mundo no habla portugués, español, inglés o iraquí. E mundo habla una otra lengua, que pide por atención. El mundo necesita que los humanos sean capaces de hablar esa lengua. Para que e sol aparezca en su circulo natural, e la lluvia venga, el frío, el calor. Lo piden las árboles, e todos otros seres que con nosotros partan la misma casa - el planeta Tierra.
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13 de setembro de 2007

Gota de Orvalho: Ensinamentos de SS Dalai Lama

Gota de Orvalho: Ensinamentos de SS Dalai Lama

Ahora...¡Plantar Creatividad!

(Es)
¡Hola a todos!
Pués a partir de día de hoy, este blog pasará a editarse también en español. Estoy dando nuevos pasos en mi vida, haciendo contactos con nuestros hermanos españoles y asi ponendo en prática la aprendizaje que hice de su idioma.
Siempre que necesário escriviré en español para que me haga entender más claramente y asi hacer la puente entre nuestras culturas. Auncé mis raices serán siempre portuguesas, tengo ganas de cultivar aquí un espacio de diálogo entre nuestras culturas, cambiando ese espirito de vivir de espaldas y asi escuchar lo que hay de más interesante del otro lado de la frontera.

tecnicas

Así en primero lugar quiero compartir con vosotros una página web que me a dado a conocer un compañero de Santiago de Compostela, sobre la Creatividad y que és muy interesante para todos aquellos que se interezcan por desarrollarla. Pueden encontrarse aquí herramientas creativas, recursos, formación y tantas otras temáticas sobre la creatividad. Una página web a visitar.

Portugueses y españoles ¡os saludo a todos!

(P)
Olá a todos!
Pois a partir de hoje, este blog passará a editar-se também em espanhol. Estou dando novos passos na minha vida, e fazendo contactos com os nossos irmãos espanhois, pondo assim em prática a aprendizagem que fiz da sua lingua.
Sempre que necessário passarei a escrever em espanhol, para que me faça entender mais claramente e fazer assim a ponte entre as nossas duas culturas. Ainda que as minhas raizes sejam sempre portuguesas, tenho vontade de cultivar aqui um espaço de diálogo entre as nossas duas culturas, contribuindo para mudar o espirito de viver de costas voltadas, e assim, escutar o que se se passa de mais interessante do outro lado da fronteira.
Assim, em primeiro lugar, quero partilhar convosco, um site que foi dado a conhecer por uma companheiro aqui em Santiago de Compostela (donde vos escrevo), sobre Criatividade, e que é deveras muito interessante para todos os que querem desenvolvê-la. Podem encontrar ali várias ferramentas criativas, recursos, formação e tantos outros temas sobre a Criatividade. Um site a visitar.

Portugueses e espanhóis, saúdo-vos a todos!

Utopía

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"Yo creo que todavía no es demasiado tarde para construir una utopía que nos permita compartir la tierra."
Gabriel García Márquez, Escritor colombiano

Dalai Lama em Portugal



"'Vim porque me convidaram...e me deram um bilhete de avião!' Dalai Lama está em Lisboa e diz que a sua missão é a promoção do diálogo espiritual. Na chegada a Portugal comentou a recusa do governo português em recebê-lo e o drama do conflito no Darfur."

Poupar energia é contribuir para a sustentabilidade

BLACKLE
Podemos sempre fazer a nossa parte, e contribuir com a nossa gota de água para mudar um pouco... A conhecida empresa Google, correspondendo à sugestão dos seus utilizadores, deu mais um passo para contribuir para a poupança de energia.

"Quando o monitor está todo branco (uma página do Word, por
exemplo), o computador consome cerca de 74 watts. Quando está todo preto, utiliza, em média, 59 watts. Partindo deste princípio, há alguns meses atrás, Mark Ontkush escreveu um artigo sobre a economia que
poderia ser feita se a página do Google possuísse um fundo preto em vez de branco.
Levando em conta a altíssima popularidade do site, seriam economizados, segundo os cálculos de Mark, cerca de 750 megawatts/hora por ano.
Em resposta ao post, o Google criou uma versão toda escura do seu search engine chamada Blackle, que funciona exactamente igual à versão original mas consome menos energia."

Texto recebido por mail

S.S. o Dalai Lama em Portugal

"Os chineses também são seres humanos, por isso temos a esperança que possam também eles iluminar-se" S.S. o Dalai Lama (*)

SS Dalai Lama

Chega hoje a Portugal, na sua segunda visita, desta vez a Lisboa, para partilhar com os seus ensinamentos. Este 'homem' considerado entre os budistas, a reencarnação do Buda da Compaixão, leva a sua sabedoria e compaixão a todos os que estejam abertos a escutá-lo.
De hoje, 13 a 15 de Setembro, estará no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, para três dias de Ensinamentos budistas, (9h30 às 11h30, e das 14h às 16h). No seu último dia, desta passagem pelo nosso país, a 16, estará no Pavihão Atlântico para uma Conferência Pública "O Poder do Bom Coração".
Para além do seu papel enquanto 'lider' espiritual do Budismo, á que relembrar que Dalai Lama é simultaneamente o lider no exílio (em Dharamsala, no norte da Índia) do governo do Tibete, região ocupada pela China desde os anos 50. Este prémio Nobel da Paz, tem sido uma inspiração para o mundo, na busca de uma solução pacífica para um conflito que já dimizou milhares de templos, de tem procurado o extremínio cultural da milenar sabedoria tibetana.
"A China é uma grande nação e tem uma longa história. Mas no séc. XX atravessou dificuldades. Uma das grandes mudanças foi que algumas pessoas acharam que poderiam mudar o Mundo com regimes ditatoriais. Os modelos totalitários não têm futuro. Estou certo que a China vai mudar para melhor. Já a situação no Tibete é muito séria, mas os problemas não são devidos a catástrofes naturais nem a guerra civil, mas sim a hóspedes que abrigamos sem os termos convidado."
Sempre buscando no budismo o 'caminho meio', Dalai Lama tem procurado oferecer á China uma solução que seja viável para ambos os países, e que passe por uma solução construtiva e de diálogo entre as partes envolvidas no conflito.
"Encontraremos uma solução. Se, em negociações comuns, se decidir que o Tibete deve fazer parte da China, ficando nós com uma política externa própria e de defesa, (...) Aceito um país com dois sistemas."
Um exemplo a seguir, para um mundo melhor.

******************************************
CAUSA TIBETANA (alguns dados e números)
******************************************

*
* Anos 60/70 » 6.000 templos Budistas
** Actualmente » 10 tempos Budistas
** 1.200 milhões de tibetanos dizimados
pelo governo Chinês
** Actualmente a população chinesa
é maior que a população tibetana
graças a políticas de imigração incentivadas
pelo governo chinês
** O governo chinês proibiu as reencarnações
Budistas, enquanto anunciou que a China
tinha encontrado o 'verdadeiro' Panchen Lama,
filho de um membro do partido comunista chinês...

(*) in, revista 'NS', 8 Setembro 2007

6 de agosto de 2007

A nossa Era...



Fiquei verdadeiramente encantado com este filme de animação, que decobri na newsltetter mensal (Namasté) de Deepack Chopra, e que decida este mês ao tema da ecologia numa perspectiva holística.
Este é o primeiro, de uma série de pequenos filmes animados, que apresenta novas ideias sobre a consciência global e uma série de práticas para uma transformação social e ecológica.
Ao ver este trabalho extraordinário de animação, com uma mensagem que vai ao encontro da visão e da missão do "Semear Criatividade", não hesitei um segundo em publicá-lo e divulgá-lo aqui. Com uma linguagem contemporânea, com grande criatividade, e fácil de compreender, esta pode ser uma forma extraordinária de comunicar com os nosso circulos, partilhando e reflectindo sobre o novo paradigma Holístico, trazendo-nos ideias de como cada um pode fazer o seu trabalho, e participar nessa mudança de consciência no Mundo de hoje.

26 de julho de 2007

Solidão e Depressão*

por Rinzin Dorjee

O que é realmente importante é encontrarmos a felicidade e conseguirmos gerir as nossas vidas. Apesar de estarmos no caminho espiritual podemos perdermo-nos num estudo intelectual. Daí que, pensemos que temos que optar por um caminho espiritual ou um caminho material.

Temos duas influências:
1 – A parte mais religiosa – diz-nos que não somos ninguém, somos meros pecadores e

2 – A parte mais científica – ensina-nos que não há nada para além da mente.

E por isso, estamos bloqueados nestes dois caminhos.

Buda, quando passou por este mundo descobriu como ultrapassar este dilema, e por isso, também nós o podemos fazer.

Tanto no Budismo como no Hinduísmo, cada um tem a faculdade de saber tudo. Quando Buda descobriu o segredo do universo sorriu porque se apercebeu que a finalidade de tudo é a felicidade. Quando nos apercebemos da verdade última do universo, sorrimos sem esforço: é a felicidade suprema. Quando nos apercebemos da verdadeira natureza ficamos felizes.

Uma das causas principais da depressão é a solidão. A não-aceitação – rejeição. Cada um está a um nível e ritmo diferentes, logo cada um experimenta de forma distinta.

A nossa primeira reacção a um problema é pensarmos porque é que isto está a acontecer comigo, e ao invocarmos o nosso ego somos conduzidos ao sofrimento. No momento em que nos identificamos com o ego, ficamos separados dos outros e nessa luta contra os outros quem é que pode ganhar?! Temporariamente podemos pensar que ganhamos porque o nosso ego parece forte. Porém, o problema surge quando rejeitamos o nosso ego.

A partir do momento em que deixamos de desenvolver o nosso ego tornamo-nos mais ligados aos outros.

Desde muito cedo criamos o nosso ego na noção de independência.

Outra causa da solidão é a competição, a qual conduz à falta de confiança, que por sua vez provoca a ausência de ligação com o outro. Neste vazio surgem sentimentos como a raiva, o ciúme e a inveja.

Na realidade, estamos sempre ligados. Quando dizemos que há uma ligação entre nós, as pessoas pensam, de imediato, que houve alguma ligação noutras vidas. Isso pode ser verdade mas não é importante. As nossas consciências estão ligadas. Quando não há ligação entre cada um de nós há o sentimento de solidão. A separação física não é a causa da solidão. A causa da solidão é mental.

Uma das formas de combater a solidão é redescobrir a nossa verdadeira natureza. Todos temos a natureza de Buda.

Temos à nossa volta milhares de Budas. Quando dizemos que o Buda que está no universo se liga ao Buda que está dentro de nós, atingimos a verdadeira realização.


Na via do Bodhisatva, que ensina como os seres evoluídos se devem comportar, devemos colocarmo-nos na posição do outro (compaixão). O que se pretende ao trocar o nosso sofrimento pelo do outro não é o de multiplicarmos o sofrimento.

Quando sofremos desenvolvemos uma atitude que vai provocar um sofrimento ainda maior do que a causa que lhe deu origem.

Basta que nos coloquemos no lugar do outro para desviarmos a atenção do nosso sofrimento e experimentamos um alívio. Temos que redescobrir o nosso potencial para podermos controlar a situação em vez da situação nos controlar.

No extremo da solidão surge a depressão. Ficamos no estado da depressão porque adoramos a depressão. Do ponto de vista dos ensinamentos tântricos permanecemos na depressão porque assim o escolhemos.

A razão porque não redescobrimos o nosso potencial é porque a nossa mente está sempre distraída. Uma das ferramentas para o redescobrir é estarmos atentos.

Outra das causas da depressão advém do facto de uma pessoa focar toda a atenção numa determinada situação e todos os outros pensamentos são aglutinados e fundem-se nesse.

O estado da depressão é o melhor exemplo da inexistência da felicidade. É como se estivéssemos fechados numa casa e só olhássemos por uma janela. A causa principal da depressão não é a de termos perdido alguém mas a de querermos permanecer naquele estado, é uma decisão consciente.

Por isso, não podemos fazer tudo de uma vez mas sermos mais flexíveis. Quanto mais agarrarmos a nossa mão mais nos magoamos. No momento em que a soltamos é que descobrimos que nos sentimos bem. Ao atingirmos a verdadeira compreensão da nossa natureza, a solidão e a depressão não são possíveis.

A transformação começa por nós. No Tibete diz-se que termos um karma para sermos ricos não é o suficiente.

O que realmente interessa é como e quão felizes estamos e usarmos essa felicidade para lidarmos com as coisas menos agradáveis da nossa vida. Poderá um rio beber da sua própria água?! Poderá uma árvore alimentar-se da sua própria fruta?! Ao darmo-nos aos outros não vamos perder a nossa identidade. Gradualmente, podemos viver de uma forma menos egoísta e darmo-nos mais aos outros. Desta forma, a nossa vida transformar-se-á…

*Resumo da Palestra “Solidão e depressão” – A nova doença da actualidade (publicado no blog http://artetibetanadacura.blogspot.com)

23 de julho de 2007

Vencer o Medo

"Nego submeter-me ao medo,

Que tira a alegria da minha liberdade,
Que não me deixa arriscar nada,
Que me torna pequeno e mesquinho,

Que me amarra,
Que não me deixa ser directo e franco,
Que me persegue,

Que ocupa negativamente a minha imaginação,

Que sempre pinta visões sombrias,

No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo.

EU QUERO VIVER, não quero encerrar-me.

Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
QUERO PISAR FIRME PORQUE ESTOU SEGURO.

E não quero encobrir o meu medo.

E quando me calo, quero fazê-lo por amor,

E não por temer as consequências das minhas palavras.

Não quero acreditar em algo por medo de acreditar.

Não quero filosofar por medo que algo possa atingir-me de perto.

Não quero dobrar-me, por medo de não ser amável.

Não quero impor algo aos outros, por medo de que possam impor-me algo a mim.

Por medo de errar não quero tornar-me inactivo.
Não quero voltar para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.

Não quero fazer-me de importante por medo de ser ignorado.

POR CONVICÇÃO DE AMOR, quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.

Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.

E QUERO CRER NO REINO QUE EXISTE EM MIM ."

Rudolf Steiner

19 de junho de 2007

SOS Planeta Terra!

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Tudo o que possa ser feito em prol da sustentabilidade no planeta Terra merece a nossa atenção e o nosso apoio. O mundo estará de olhos na questão do aquecimento global e é importante que isso possa ajudar a despertar consciências.

A RTP, tem transmitido todos os dias, em horário nobre um programa, SOS TERRA, de apoio ao evento "Live Earth 2007" e que terá transmissão directa no Canal 1.

"Estes programas diários, apresentados por Sílvia Alberto, falam sobre as catástrofes ambientais, as mudanças climatéricas que daí advêm, o concerto “Live Earth” que se vai realizar em palcos de todo o Mundo e, claro, dos artistas que já confirmaram a sua presença."

O festival "Live Earth", que será realizado em prol do meio ambiente, vai acontecer no dia 7 de Julho com mais de 150 atracções tocando durante 24 horas em sete cidades do mundo.

"O Mestre e o Escorpião"...

"Um Mestre Oriental viu um escorpião que se estava a afogar, e decidiu tirá-lo da água mas quando o fez, o escorpião picou-o. Como reacção à dor, o Mestre soltou-o e o animal caiu à água e de novo estava a afogar-se.
O Mestre tentou tirá-lo outra vez, e novamente o escorpião picou-o.
Alguém que tinha observado tudo, aproximou-se do Mestre e disse:
- Perdão, você é teimoso? Não entende que de cada vez que tentar tirá-lo da água será picado pelo escorpião??!
O Mestre respondeu:
- A natureza do escorpião é picar e isso não muda a minha natureza, que é ajudar.
Então, com a ajuda de um ramo, o Mestre retirou o escorpião da água e salvou-lhe a vida."

Aprendi com esta história que é importante não mudarmos a nossa natureza se alguém nos magoar. Tomemos apenas as devidas precauções para que não sejamos magoados da próxima vez.

5 de junho de 2007

Dia Mundial do Ambiente

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Hoje no Destak, no dia Mundial do Ambiente, noticia-se um alerta da Quercus, a que não podemos ficar indiferentes. Seria interessante ver os vários candidatos, nas actuais eleições para a Câmara de Lisboa, a discutirem soluções e alternativas no presente para esse 'futuro', que aí está. As "Baixas de Lisboa e Porto podem desaparecer," segundo a Quercus "a confirmar-se a subida dos níveis do mar de quatro a seis metros nos próximos 33 anos, provocada pelas mudanças climáticas, estas duas zonas".
Entretanto, em tempo de reflexão (em torno do G8) sobre soluções e alternativas para minimizar os efeitos das alterações climáticas no planeta, público uma imagem que me chegou por mail, resultado de estudos efectuados por super-computadores, com análises das consequências do aquecimento global para o nosso país, e que merece reflexão e tomadas de decisão urgente. Seria bem mais interessante discutirmos e decidirmos sobre alternativas que contribuam para a sustentabilidade do nosso país de acordo com estas previsões (à parte as versões serem mais optimistas ou pessimistas), em vez de discutir a localização do novo aeroporto da Ota... é que pode não existir Ota para aterrar!

Hoje é preciso (re)lembrar o compromisso



No preciso momento em que os mais 'poderosos' do planeta, se reunem no G8, na Alemanha, é importante relembrar a mensagem deixada pelas crianças no RIO 92. Ass alternativas ao G8 existem e estão reunidas em busca de novas soluções criativas. Para que os nossos filhos, e os filhos dos nossos filhos, possam continuam cumprir o presente e sonhar com um futuro sustentável, para todos, neste planeta.

4 de junho de 2007

Portugal a 'Bombar' talento!

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Fui no Domingo passado ao encerramento de mais um Festival Portugal a Rufar, e assisti a um grande, grande concerto! Os Kumpania Algazarra conseguiram mostrar com o seu talento, que é possível por Portugal a bombar criatividade!

31 de maio de 2007

Um caminho pacífico para eliminar as causas...

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Passou ontem na RTP 2 um excelente programa da National Geographic "Geografia do Crime e do Castigo", um documentário que viaja por quatro países a fim de examinar como quatro diferentes culturas definem e punem os crimes... "Desde os crimes menores até aos assassinatos em massa, o crime consegue abanar a sociedade. Como devem ser punidos os criminosos? Podem os criminosos tornarem-se respeitáveis cidadãos? Países do mundo inteiro esforçam-se por encontrar estas respostas, voltando-se para a própria cultura e história. Este documentário viaja por quatro países como os Estados Unidos, a Suécia, o Ruanda e a Tailândia a fim de examinar a maneira como quatro diferentes culturas definem e punem os crimes."
Foi precisamente o exemplo da Tailândia que mais me impressionou. O programa focava a situação de corrupção na Policia Tailandesa, em particular em Bangkok , a capital do País -onde mais de 90% da população é budista. Neste documentário, abordou-se a forma encontrada pelo governo Tailandês para combater, e 'eliminar' não apenas as consequências desse tipo de criminalidade, mas sim as suas causas. Sendo a Tailândia é um dos maiores 'centros' mundias do Budismo Theravada (tradição mendicante), foi junto destes monges que o governo procurou ajuda para os seus homens das forças de segurança. Assim, durante uma semana os policias são convidados a fazer um retiro num dos vários templos budistas existentes um pouco por todo o pais, e a praticarem a meditação a reflexão, acolherendo os ensinamentos dos monges do templo. Através da convivência diária, vivendo nas mesmas condições em os monges vivem (dormindo no chão, fazendo apenas uma refeição diária), praticam a humildade, a compaixão, a atenção e observam os seus medos (medo da morte, da pobreza, ...).
Creio que podemos verdadeiramente aprender com estas experiências, que tiveram como pioneiros a India, que pratica programas semelhantes nas suas prisões, à vários anos, com a prática da meditação Vipassana. Que esta experiência possa inspirar outros governos no mundo a encontrar formas pacíficas de resolução da criminalidade, contribuindo para eliminar as causas e não apenas as consequências do sofrimento e do sofrimento.

"Em Busca da Felicidade", a partir de hoje na Culturgest

Inicia-se hoje, em Lisboa, na Culturgest, um ciclo de Conferências sobre o tema da Felicidade. Uma reflexão multidisciplinar, que nos pode ajudar a entender este 'tema' tão ancestral na história da humanidade. Partilho convosco o texto que recebi por mail sobre este evento. A entrada é livre! Possa este evento, na partilha do conhecimento, aprendendo uns com outros, contribuir para as causas da Felicidade e para a Felicidade de todos os Seres.

"As sociedades ocidentais contemporâneas têm na sua génese projectos que inscreveram entre os seus objectivos principais o desígnio de se organizarem na perspectiva da “felicidade dos povos”. Esta vontade, desde sempre associada à ideia de Progresso, foi um factor decisivo no desenvolvimento das sociedades que hoje conhecemos, mas a noção de “felicidade”, tal como a encontramos inscrita na Revolução Francesa e Americana, tem-se transfigurado a ponto de hoje nos podermos questionar sobre o sentido contemporâneo da ideia de felicidade. Esta interrogação passa por identificar – e reflectir sobre – as condutas, as aspirações e os imaginários que movem os indivíduos e as sociedades nos dias de hoje na perspectiva de discernir o que significa contemporaneamente “ser feliz”.Nessa busca haverá que auscultar as diversas dimensões desse “ser contemporâneo” – política, cultural, cientifica, espiritual, etc. – e tentar perceber também como se posiciona este imaginário ocidental face a outras culturas e tradições.Para debater estas problemáticas contamos com um conjunto de oradores nacionais e estrangeiros entre os quais se destacam o historiador Darrin McMahon, da Universidade da Florida (EUA), autor do recente The Pursuit of Happiness, livro que traça os conceitos de felicidade da Antiguidade até aos nossos dias; o psicólogo Daniel Gilbert da Universidade de Harvard (EUA) que publicou em 2006 o muito publicitado livro Stumbling on Happiness sobre a investigação contemporânea nesta área; o sociólogo Gilles Lipovetski (França), autor do recente ensaio Le Bonheur Paradoxal, que se centra no estudo das relações do consumo com a felicidade; e ainda a socióloga e antropóloga Eva Illouz (Israel) da Universidade de Jerusalém, cujo último ensaio, Le capitalisme emotionel, traça uma visão inovadora da contemporaneidade na perspectiva das relações entre a economia e os afectos."

Concepção e Comissariado:
Rui Trindade
Co-produção:
Imaterial – Produção de Ideias / Culturgest

Programa

QUI 31 DE MAIO
Sessão 1A Ideia de Felicidade
10h00/11h00 Darrin McMahon, Florida University (EUA)
11h30/13h00 Daniel Gilbert, Harvard University (EUA)

Sessão 2A Felicidade na Economia
15h00/16h00 Luis Santos-Pinto, Fac. Economia da Univ. Nova de Lisboa (Portugal)
16h30/18h00 Rita Campos e Cunha, Fac. Economia da Univ. Nova de Lisboa (Portugal)

SEX 1 DE JUNHO
Sessão 3A Felicidade das Nações
10h00/11h00 Ruut Veenhoven, Erasmus University of Rotterdam (Holanda)
11h30/13h00 Gilles Lipovetsky, Université de Grenoble (França)

Sessão 4 Ideias Felizes
15h00/16h00 Sadaffe Abid, Kashf Foundation (Paquistão)
16h30/18h00 Miguel Alves Martins / Frederico Rauter, BeyondPortugal (Portugal)

SÁB 2 DE JUNHO
Sessão 5 O Futuro da Felicidade
10h00/11h30 Portugal e a Europa
Painel com João Ferreira de Almeida (ISCTE), José Luís Pais Ribeiro (Universidade do Porto), Nuno Nabais (Fac. Letras Lisboa) e Isabelle Earle (Reino Unido)
12h00/13h00 Emotions and Late Capitalism Eva Illouz, Hebrew University of Jerusalem (Israel)

CONFERENCISTAS
Darrin McMahon • Historiador, Professor na Florida State University (EUA)Autor do livro The Pursuit of Happiness (ed. Penguin, 2006) que a critica elogiou abundantemente(...) Daniel Gilbert • Psicólogo, Professor na Harvard University em Cambridge (EUA) Autor do livro Stumbling on Happiness (ed. Harper Press, 2006) recebido elogiosamente pela crítica (...) recebeu inúmeras distinções, entre elas a American Psychological Association’s Distinguished Scientific Award. Tem colaborado em publicações como o New York Times, Scientific American, Forbes, entre outras. Ruut Veenhoven • Sociólogo e Psicólogo, Professor na Erasmus University em Roterdão (Holanda) Autor de publicações pioneiras no estudo da “felicidade”: Conditions of happiness (1984), Happiness in nations (1993), Happy life-expectancy (1997), The four qualities of life, (2000) e Healthy happiness (2007). Director da World Database of Happiness (http://worlddatabaseofhappiness.eur.nl) e editor do Journal of Happiness Studies (http://www.springer.com). Gilles Lipovetsky • Filósofo, Professor na Universidade de Grenoble (França). Autor com uma extensa obra publicada (A Era do Vazio; O Luxo Eterno, entre outros) o seu último ensaio é uma reflexão sobre a sociedade de consumo intitulada Le Bonheur Paradoxal. Eva Illouz • Socióloga/Antropóloga, Professora na Hebrew University of Jerusalem (Israel) O trabalho desta autora é um dos mais fascinantes da actualidade na medida em que a sua reflexão, fazendo-se no entrecruzamento de várias disciplinas, explora a relação das “emoções” com o “capitalismo” ao longo do século XX. Entre as suas obras mais marcantes contam-se How Culture Works: Therapy, Emotions and Popular Culture (California University Press, Berkeley 2007) e “Emotional Capital, Therapeutic Language and the Habitus of the 'New Man'”, inGotlind B. Ulshöfer, Nicole C. Karafyllis (Eds.), Emotional Intellicence and Elites: Sex, Gender and the Brain (2007). Luís Santos-Pinto • Economista, Professor na Universidade Nova de Lisboa (Portugal)Formado nos Estados Unidos, na Universidade da Califórnia em S. Diego, a área de trabalho do autor é comummente designada por “behavorial economics”, um domínio onde se procura reflectir sobre as dimensões cruzadas da informação, da cognição e da decisão económica. Com trabalhos publicados na American Economic Review e inúmeras participações internacionais (Universidade de Montreal, Universidade de East Anglia, etc). Sadaffe Abid • Directora do Programa de Microcrédito da Kashf Foundation (Paquistão) Uma das mais importantes organizações internacionais no estímulo ao desenvolvimento social e económico dos países pobres, a Kashf Foundation tem em Sadaffe Abid uma das mais eloquentes personalidades nesta área de intervenção. A sua participação no debate prende-se com a necessidade de pensar a “felicidade” também na dimensão da solidariedade. João Ferreira de Almeida • Sociólogo do Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa – ISCTE (Portugal)Com um extenso trabalho de pesquisa desenvolvido ao longo de vários anos (...) José Luís Pais Ribeiro • Professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (Portugal)O autor tem trabalhado em estreita colaboração com Ruut Veenhoven, um dos oradores internacionais convidados, na pesquisa das questões relacionadas com o bem estar subjectivo e a qualidade de vida. David Halpern • Assessor do Primeiro-Ministro Tony Blair. O autor esteve ligado à Cambridge University e ao Policy Studies Institute antes de entrar para a Unidade Estratégica montada no gabinete do Primeiro-Ministro Tony Blair cujo objectivo, entre outros, tem sido o de avaliar o impacto e o potencial dos novos dados da ciência moderna no bem estar e na qualidade de vida dos cidadãos. O autor publicou recentemente um livro intitulado Social Capital (Polity Press, 2005) e participou na conferência de Roma organizada pela OCDE sobre o tema da “felicidade”.

23 de maio de 2007

II ENCONTRO DE ALTERNATIVAS 2007

O II Encontro de Alternativas 2907, decorre mais uma vez na vila de Sintra. Este encontro, partiu da iniciativa de um grupo de pessoas que, através de diversas artes e sabedorias, vivem e praticam uma forma alternativa de vida e que por sua vez partilham
o seu sentir e saber com a comunidade, dando assim o seu contributo para o desenvolvimento humano.
Esta segunda edição conta com inúmeros espectáculos de música e teatro, animação teatral e circense permanente, palestras variadas, massagens e workshops que abrangem todas as áreas.
Existirá uma área onde estarão dispostas as Associações Culturais e de Desenvolvimento Humano, bem como artesanato e venda de produtos biológicos de todos os tipos.
A cozinha vegetariana estará permanentemente ao dispor do público com uma deliciosa e apelativa ementa.
Todos os preços praticados serão pelo mínimo possível, afim de ser viável a todos o usufruto do que pretendemos oferecer.

II Encontro de Alternativas em Sintra
de 25 a 27 Maio, 2007

Jardim da Biblioteca Municipal de Sintra,
Casa Mantero
(perto da estação da CP de Sintra)
Sexta-Feira: 15 às 24h
Sábado: 10h às 24h
Domingo: 10h às 23h

Mais informação em:
http://encontroalternativas.blogspot.com/
www.encontroalternativas.com.sapo.pt

10 de maio de 2007

Partilhando criatividade...

Em cada situação que a Vida nos proporciona, podemos ver um problema ou uma oportunidade. Partilhando com o Outros as nossas vivências e as nossas experiências, podemos enrriquecermo-nos, e aprender a encontrar as oportunidades, onde ainda não tinhamos procurado.
Partilho com os 'meus leitores' um insight que tive recentemente; num momento particularmente dificil para alguns de nós, que estão passando por algumas dificuldades quanto ao trabalho/emprego, que tal pormos o nosso conhecimento, sabedoria e energia ao serviço do bem comum, e criarmos espaços de partilha, circulos de partilha, que permitem ser verdadeiros centros de encontro, de busca de soluções, de aprendizagem, de auto-ajuda...
Apercebi-me, numa conversa com dois jovens 'desempregados', que tenho a experiência e a vivência necessária, para poder ajudar outros que estão na fase da procura. Porque já percorri esse caminho, que muitos cidadãos do meu país, estão percorrendo neste preciso momento, e indo ao encontro do espírito da visão e da missão do 'semear criatividade', dedici passar à acção.
Estou já a 'conspirar' para lançar em breve, como facilitador/animador, um primeiro circulo criativo, com o enfoque na procura de soluções e oportunidades de trabalho e emprego para aqueles que queiram entrar na roda. Será assim como 'uma espécie de clube de emprego', onde nos podemos encontrar, para numa dinâmica criativa, motivadora de mudança, para criar soluções e oportunidades, fluindo com a Vida.
Esta semente pode ser partilhado por outros; pode ser dessiminada por todo o lado. Se estás lendo e sentindo por dentro a vibração e a energia para começares o teu próprio 'circulo', vai em frente!
Para mudar é preciso mudar!

30 de abril de 2007

O CONVITE

"Não me interessa saber o que faz para ganhar a vida.
Quero saber aquilo por que anseia e se atreve a sonhar com a realização dos seus desejos.
Não me interessa saber qual é a sua idade. Só quero saber se é capaz de se arriscar a parecer tolo, por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas enquadram a sua lua. Quero saber se tocou no âmago do seu próprio desgosto, se esteve aberto às traições da vida ou se se tornou fechado e encolhido com receio de mais desgostos. Quero saber se é capaz de suportar a dor, a minha e a sua, sem esconder-se para a ocultar ou atenuar.
Quero saber se pode sentir a alegria, a minha ou a sua, se é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase o invada até às pontas dos dedos sem nos dizer para termos cautela, para sermos realistas, para recordar as limitações de sermos humanos.
Não me interessa saber se a história que me está a contar é verdadeira. O que quero é saber se é capaz de desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se é capaz de suportar as acusações de traição sem atraiçoar a sua própria alma; se pode não ser fiel aos seus compromissos e, no entanto, ser de confiança.
Quero saber se é capaz de ver a beleza mesmo quando não é bonita, em cada dia, e se pode basear a sua própria vida na sua presença.
Quero saber se é capaz de viver com fracasso, o seu e o dos outros, e mesmo assim ficar de pé na margem do lago e gritar para a Lua prateada: "Sim!"
Não me importa saber onde vive ou quanto dinheiro tem. O que preciso saber é se é capaz de se levantar, cansado e exausto, depois de uma noite de desespero, e fazer o que é necessário para cuidar dos filhos.
Não me interessa saber quem conhece, ou como veio aqui parar. O que quero é perceber se será capaz de ficar no centro do fogo, comigo, sem recuar.
Não me importa conhecer o que estudou, onde estudou ou com quem, o que quero é saber o que o mantém de pé, interiormente, quando tudo o resto falha.
Quero saber se é capaz de estar sozinho consigo mesmo e se gosta verdadeiramente da companhia que proporciona a si próprio nos momentos de vazio."

Bryan Mchugh

27 de abril de 2007

"The most precious gift we can offer others is our presence. When mindfulness embraces those we love, they will bloom like flowers."
in mail de Margarida Cardoso

26 de abril de 2007

Dharma Marketing

19 Maio de 2007
09h30 - 18h30

DHARMA MARKETING - WORKSHOP
A espiritualidade no local de trabalho

Pretende-se ajudar, através da evolução integral do ser
humano, a expandir o caminho da transformação pessoal,
incluindo-a na cultura de prosperidade ética e espiritual.

Mais informações: www.unipaz.pt

23 de abril de 2007

Essa 'Mulher' que me caiu no colo

"Nada Muda se Eu Não Mudar!"
Leila Navarro

Sou daqueles homens que ama as Mulheres. Sim, essas mesmo! Mulheres, com 'M' grande. Daquelas que o são no sentido mais pleno do Ser Mulher. Mulheres que integram o feminino, que o harmonizam com masculino. Mulheres que sabem amar e cuidar como ninguém, que sabem receber, que acolhem, que nutrem, que ensinam, que sabem soltar toda a sua energia feminina e sexual, no sagrado e no profano.
Gosto de aprender com as Mulheres, e elas tem-me ensinado muito. Por isso dou graças, desde que nasci, pelas grandes Mulheres que conheci na minha Vida. Desde a grande Mulher que é a minha mãe, que foi quem tornou possível que esteja aqui hoje a escrever este elogio às Deusas; passando pela primeira Mulher por quem me apaixonei, que até não era grande em tamanho, mas enorme na sua beleza e simplicidade; desde a Mulher resplandescente que foi minha (ex)esposa, e mãe da minha adorada filhota: que será sempre uma das Mulheres mais importantes da minha vida, e que me tem ensinado, desde que nasceu, a resgatar a minha criança interior. Estendo a minha gratidão a todas as Mulheres, que amei e que me amaram, algumas com quem caminhei junto, em companheirismo, amizade, cumplicidade, intimidade, descoberta e entrega.
Para lá dessas maravilhosas Mulheres, com quem mantive relacionamento, em vários estádios evolutivos de amorosidade, tenho tido também, o privilégio de me cruzar, com outras Mulheres fantásticas, que no meu percurso profissional, me tem ensinado muitas outras coisas tão importantes para a minha evolução e crescimento humano.
A última dessas Grandes Mulheres, Leila Navarro, caiu-me (literalmente!) no colo, numa palestra "atitudonal" que decorreu no passado Sábado em Lisboa.

LEILANAVARRO
Uma 'Diva' da motivação e do Pensamento Positivo
- Leila Navarro, em Lisboa, na Futurália, no passado dia 22 Abril

Essa 'Deusa da Motivação', no seu estilo inconfundível, já me tinha 'seduzido' com a sua escrita, num dos seus livros, que li (e recomendei!) já faz alguns anos - Talento para Ser Feliz - que foi um marco importante no meu percurso de desenvolvimento pessoal, profissional e acima e tudo evolução da Consciência.
Essa Mulher, veio também trazer-me uma 'mensagem' muito importante: recordou-me a importância de manter uma atitude positiva na vida (não só profissional).
Relembrei, nesta excelente palestra de Leila, que para mudar o que quer que seja nas nossas vidas, não chega fazer o possível; é preciso estar disposto a fazer o impossível. Mais do que tudo, no mundo de hoje, é fundamental ser capaz de Ser. Sermos nós próprios sem pré-conceitos, sem estéreotipos, perante os outros e nós mesmos. É preciso sermos capazes de estar abertos para conhecer, para aprender e para evoluir. Só assim a criatividade, poderá fluir em nós com naturalidade.
Sinto-me grato, por ter relembrado que temos tudo o que é preciso para sermos felizes. Só precisamos de 'reprogramar' os nossos 'velhos' hábitos e transformar as nossas atitutes. Isso requer que nos mantenhamos sempre ligados ao(s) nosso(s) Sonho(s), não esquecendo a(s)Meta(s), e o(s) Objectivo(s) a alcançar. Incito-vos a Sonharem, a nunca desistirem dos vossos Sonhos e a serem os protagonistas da vossa própria história.
Esta Mulher motivou-me a valorizar os meus Sonhos. Por isso quero partilhar convosco, o meu maior Sonho: contribuir com toda a minha criatividade e talento para um Portugal Criativo, para um Mundo Criativo; tendo como meta, ajudar e apoiar as pessoas, grupos e organizações, para que estes possam, entre outros, alcançar o objectivo de fluir com todo o seu potencial criativo, e contribuir assim para as causas da felicidade e para a felicidade de todos os seres sensíveis que habitam o Planeta Terra.
Queria terminar, agradecendo de coração à 'última' das Mulheres a quem me entreguei, por quem me 'apaixonei', e que guardo no coração com eterna gratidão e amor, por tudo o que me ensinou, em especial pelos ensinamentos da sua via 'espiritual', por tudo o que partilhou comigo do que a Vida tem de mais belo e mágico.

p.s. Ah!!!... e já agora... aproveitem as oportunidades que a Vida vos trás e amem incondicionalmente as Mulheres que vos "caiam no colo" (tanto quanto, e o melhor que saibam e puderem)... pode ser que 'essa' seja a vossa futura companheira (ou não, isso não importa), pode ser que seja uma bela paixão, um 'Amor de Primavera', ou até mesmo uma 'Mestra' que vos traga ensinamentos importantes para a vossa vida pessoal, profissional e espiritual. O que quer que aconteça, vivam-no plenamente, sem esquecer de manifestar gratidão por esses momentos, não deixando de honrar essa energia feminina.

18 de abril de 2007

Mariscal solidário

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O catalão Javier Mariscal, que muitos conhecem como o autor da mascote dos Jogos Olímpicos de Barcelona, e do qual relembro uma inesquécivel conferência, em Lisboa, no âmbito da Experimenta Design (a primeira!!!), põe agora o seu talento e criatividade ao serviço de mais uma solidária organização - a Amnistia Internacional.
Este é um exemplo de solidariedade, que nos inspira e encoraja a colocarmos também a nossa "arte" ao serviço de causas, que possam contribuir para felicidade de muitos seres em sofrimento.

Manter a Integridade

Conquanto cultives a criatividade,
cultiva também a receptividade.
Conserva a mente como a da criança,
que flui como a água corrente.

Quando avaliares uma coisa,
não esqueças o seu oposto.
Quando pensares no infinito,
não esqueças a infinidade.

Age com honra,
mas conserva a humildade.
Agindo de acordo com o caminho
do Tao, dá exemplos aos outros.

Mantendo a integridade
dos mundos interior e exterior,
a verdadeira personalidade é mantida,
e o mundo interior torna-se fértil.

Lao Tzu

17 de abril de 2007

Musical, musical...

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Download do Cartaz AQUI!!!

Cultivar as raízes

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A criatvidade das 'gentes' do interior brinda-nos com este interessante evento. Para nos reconectarmos com os sons e as raízes da nossa 'Terra'. Para que nesta 'aldeia global' se possam continuar a escutar em todas as frequências sonoras, preservando a identidade e a diversidade de cada povo. Como uma planta, a Terra Global, poderá assim ser nutrida com todos os elementos de que precisa para que a Vida seja preservada e continue por muitas gerações. Para ficarem a saber mais, visitem os sites www.aepga.org ou www.aldeia.org

14 de abril de 2007

Viajar

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"Agora sim! Agora podia, em perfeita paz de espírito, estender a minha ternura lusíada por toda a portuguesa Galiza percorrida [...] à boca do palco reflectiam-se as várias albufeiras do Câvado, a redonda pureza da Cabreira e a beleza sem par do Gerês. E o espectador emotivo já não tinha necessidade de brigar com o cavador instintivo que havia também dentro de mim. [...] "

Miguel Torga

Semeando Ideias Sustentáveis!!!

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Foto Fernanda Ventura

Mais do que uma ideia ou um exemplo, esta é uma excelente iniciativa de dois ex-alunos da Universidade do Minho, que lançaram um site, onde se partilham... boleias!
Reduz custos, polui menos o ambiente… enfim… se levarmos estas acções a sério só pode trazer vantagens para o ambiente com a redução do CO2!
Esta como outras iniciativas, que nascem da vontade dos cidadãos, é mais um excelente contributo para a sustentabilidade do planeta.

Os outros 90%

Design for other 90%

Design for the Other 90%
4 Maio –23 de Setembro, 2007
Cooper-Hewitt National Design Museum
Nova Iorque, EUA

Sempre que me chegam "notícias", sobre como designers de todo o Mundo estão neste momento procurando soluções para aqueles que mais precisam, para aquele imensa maioria de Seres (humanos) que não tem acesso ao mínimo de qualidade de vida; alegro-me por ver que estes, fazem cumprir uma das mais belas missões de um designer - contribuir com o seu conhecimento e criatividade, para encontrar soluções (sustentáveis e viáveis) para os problemas da humanidade. Ou como diria Burckminster Fuller, são esses "estrategas evolucionistas" que podem dar o seu contributo para que esses 90% possam melhorar substancialmente a sua qualidade de vida, sem que com isso tenham que utilizar-se soluções que comprometam ou ponham em risco a sustentabilidade do Planeta.

"On view in the Arthur Ross Terrace and Garden, this exhibition highlights the growing trend among designers to create affordable and socially responsible objects for the vast majority of the world's population (90 percent) not traditionally serviced by professional designers. Organized by exhibition curator Cynthia E. Smith, along with an eight-member advisory council, the exhibition is divided into sections focusing on water, shelter, health and sanitation, education, energy and transportation and highlights objects developed to empower global populations surviving under the poverty level or recovering from a natural disaster. "

10 de abril de 2007

Ensinamentos e Conferência de S.S. o Dalai Lama

SS Dalai Lama

Teremos a honra e o prazer de sermos visitados de novo este ano, de 13 a 16 de Setembro, por Sua Santidade o Dalai Lama, que irá partilhar conosco a sua sabedoria. Proferirá no dia 16 de Setembro uma Conferência Pública "O Poder do Bom Coração", no Pavilhão Atlântico, e três dias de ensinamentos "O Desenvolvimento da Paz Interior", no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária, em Lisboa.

Os bilhetes para a conferência já se encontram à venda através: www.pavilhaoatlantico.pt, ou nas seguintes bilheteiras: Pavilhão Atlântico, lojas FNAC (Algarve Shopping, Almada, Cascais, Chiado, Coimbra, Colombo, Gaia Shopping, Madeira, Norte Shopping, Sta Catarina); "El Corte Inglés" Lisboa e Gaia; Agência ABEP; Agência Alvalade; Casa Viola (Rua Augusta, Areeiro, Colombo); ACP (Rua Rosa Araújo, CC Colombo, Amoreiras).

Os bilhetes têm o custo único de 25 euros e os lugares são marcados.

Poderá ainda participar na Conferência na qualidade de Patrocinador, sendo que para participar nessa qualidade, deverá fazer um donativo de 250 euros ou mais, recebendo um convite para a zona reservada aos patrocinadores, nos lugares da frente.

As 3 instituições organizadoras desta 2ª visita de S.S. o Dalai Lama a Portugal são instituições sem fins lucrativos, que dependem exclusivamente de donativos particulares. A sua contribuição financeira ajudará a tornar possível a realização do evento. Recordamos que caso resulte algum excedente, o mesmo será entregue a Sua Santidade, que o doará para causas sociais e humanitárias.

Para os os três dias de ensinamentos, os bilhetes estão também já disponíveis, podendo ser adquiridos no secretáriado da Organização, por email ou através de formulário (a solicitar).

Para mais informações:
www.dalailamalisboa2007.com
E-mail :
office@dalailamalisboa2007.com
Rua Infante Santo, 366 - R/C - Esq. 1350-182 Lisboa
Tel: 213904022 / FAX: 213974023

O renascer...

Neste tempo de renascimento, (ressurreição para os cristãos), neste tempo que a vida se volta de novo a manifestar na natureza, e que o ciclo da Primavera, faz acordar de novoo perfume das flores, neste tempo em que acordamos do silêncio - quero dizer:

F E L I C I D A D E !

Este silêncio (aparente) em que o blog se tem encontrado, não espelha toda a música que tem passado por mim, e que não tenho sabido partilhar com aqueles que por aqui passam...

As sementes começam a manifestar a força da energia criativa...

Partilharei os frutos em breve... assim que estiverem prontos para colher.

Agora deixo simplesmente a emoção da felicidade ques está a passar por aqui :)

9 de fevereiro de 2007

REFERENDO: Uma resposta consciente

SIM

REFERENDO: Carta aberta de Crentes para Crentes

"A despenalização do aborto não opõe crentes a não crentes. Porque o que nos é perguntado neste referendo não é se somos ou não a favor do aborto mas sim quem é pela penalização da mulher que aborta até às 10 semanas e quem é contra essa penalização e pela consequente mudança da lei,

A despenalização do aborto não opõe adeptos da vida a adeptos da morte. É perfeitamente compatível ser-se – em pensamentos, palavras e obras – contra o aborto, por uma cultura de vida plena e em abundância, e defender-se que a lei do Estado não deve impor que as mulheres que, em concreto, recorrem ao aborto nas 10 primeiras semanas de gestação sejam julgadas e punidas por essa decisão.

A despenalização não impede ninguém de continuar a bater-se pelas suas ideias e de lutar contra a prática do aborto. Mas sempre e só pelos seus argumentos e pelo seu testemunho, não por imposição da lei mais grave de todas, a lei criminal. Mais ainda: se todo o empenho em favor da promoção de condições de vida que desincentivem o recurso ao aborto é louvável, estamos crentes de que um tal trabalho só ganhará em credibilidade se deixar de ser feito à sombra de uma lei que mantém a ameaça de julgamento e de prisão para as mulheres.

Só com a despenalização do aborto, eliminando o aborto 'escondido' e clandestino, vai ser possível montar serviços de aconselhamento e apoio às mulheres que enfrentam o dilema de pôr ou não fim a uma gravidez indesejada. Na Alemanha, por exemplo, este serviço é prestado também por organizações católicas.

Os muitos homens e as muitas mulheres crentes que respondem SIM à despenalização do aborto até às 10 semanas afirmam uma convicção essencial: a de que não é nunca pela espada da lei que a fé se afirma, mas sim pela força do testemunho de vida e pela densidade do amor ao próximo. Na dureza de cada caso concreto e não por princípios gerais e abstractos. A um drama (o da mulher que aborta) não se responde com outro drama (o julgamento e a prisão dessa mulher). Todas e todos sabemos que a essas mulheres não se responde com uma lei que manda julgar e punir mas com compreensão e respeito. É isso, e só isso, que está em causa no referendo do próximo dia 11 de Fevereiro. E a isso respondemos SIM."

MOVIMENTO CIDADANIA E RESPONSABILIDADE PELO SIM

REFERENDO: Despenalizar não é Liberalizar

"Comunicar é pôr em Comum"
Carlos Grade, especialista em Comunicação

Creio que já aqui escrevi o suficiente, noutros tópicos, sobre o sentido do meu voto (SIM) neste Referendo. Não sinto por isso necessidade de argumentar, debater, ou defender esse ponto de vista que já foi esclarecido.
No entanto sinto que é fundamental escrever ainda sobre um dos aspectos que mais me "incomodam" na comunicação das várias posições que vou lendo, aqui neste fórum, como noutros meios.
Primeiro quero diferenciar, informação de comunicação. A informação, tem como fundamento a divulgação de factos, que correspondam, tanto a questões tangíveis ou intangíveis (físicas ou metafísicas), que relatem com tanta fidelidade quanto possível a realidade (visto ser impossível excluir o olhar de quem informa), procurando a "verdade", com sentido de ética e respeito pela diversidade de opiniões.
A comunicação, segundo um dos meus queridos mestres da comunicação, é algo diferente. Pôr em comum, significa, veicular num mesmo espaço, tempo, terrítório ou grupo, uma mensagem que queremos que seja lida, entendida, interpretada, tanto quanto possível, com um mesmo sentido, com uma mesma direcção. Podemos incluir nesta forma, a publicidade, a propaganda, a comunição empresarial, política, e outras formas, que podem veicular mensagens mais ou menos positivas, ,mais ou menos justas, etc.
Nesta campanha do Referendo que hojer termina, tenho observado vezes sem conta, a tentativa de tentar "pôr em comum" algumas interpretações da pergunta que recordo - Concorda com a despenalização da IGV, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Ora esta pergunta, aprovada pela maioria dos deputados da Assembleia da República, aprovada pelo Tribunal Constitucional, e homologada pelo Presidente da República, não deixa muitas margens para interpretações, ou leituras diversas do que lá está escrito em bom português.
Despenalizar
é claramente diferente de liberalizar. Dizer que este referendo é sobre a Liberalização do Aborto, ou dizer que é sobre a despenalização da IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) é claramente diferente.
Mas há ainda a contextualização, isto é a definição de um conceito que determina os limites de tempo - até às 10 semanas - assim como as condicionantes quanto a quem e onde - por opção da mulher e em establecimento de saúde autorizado.
Sabemos que estás questões tem levantado muita discussão, e por vezes levam-nos para as margens do que é essencial neste referendo. Perante a pergunta, clara e inequivoca, se somos contra a penalização, logo pela despenalização, dentro das condições que a pergunta descreve, votamos SIM (mesmo que defendamos valores contrários, como os valores da Vida, da Consciência, da espiritualidade, como é o meu caso).
Se pelo contrário, concordamos que tudo fique como está, logo, se concordamos com a penalização (criminal, moral, ou de qualquer outro tipo), nas condições descritas na pergunta, votamos NÃO.
Recordo ainda que na lei, já é permitida a IVG, noutras condições (mal formação do feto, violação, e outras). Na essência a questão não é sobre ser contra ou a favor do Aborto. Não é sobre a liberalização do Aborto. Não é sequer sobre a despenalização do Aborto em qualquer situação. Mas sim nas condições formuladas na pergunta.

Abraço as mensagens deixadas por Cristo, Buda e tantos outros homens sábios que souberam cultivar a compaixão e o perdão. Alicerço nessa sabedoria a minha convição que a via para contribuir para diminuir as causas do sofrimento humano, estão na despenalização (não apenas legal, mas também moral , social e espiritual) daqueles seres que passam pela dura realidade do Aborto (mãe e feto).

7 de fevereiro de 2007

REFERENDO: Voto SIM. Digo NÃO...

Ponderei durante largas semanas, se faria sentido escrever sobre o Referendo, que irá decorrer no próximo dia 11 de Fevereiro. Neste, será solicitado aos portugueses, que se pronunciem sobre uma questão muito específica relacionada com a IGV - Interrupção Voluntária da Gravidez.
No preciso momento em que escrevo, sinto que estou com milhares de cidadãos, que se juntam neste movimento global de participação cívica e de cidadania. Uns por um lado, outros por outro, cada um com as suas razões, os seus argumentos, os seus valores, acreditando que são esses, os que defende, os mais justos, os mais realistas, os mais utópicos, os mais científicos, ou mais espirituais.
Ainda antes de mais considerações, quero desde já esclarecer o ponto fundamental da minha posição. Não me sinto de um lado ou de outro lado. Sinto-me nos dois ao mesmo tempo. No entanto, quanto à pergunta que está formulada, aprovada pela Assembleia da República, validada pelo Tribunal Constitucional e pelo Presidente da República, e submetida a referendo, eu respondo claramente e sem qualquer dúvida - SIM.
Recordo que a pergunta, é a seguinte:
— Concorda com a despenalização da IGV, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Porque voto SIM? E como consigo conciliar esse voto, com a minha consciência que é claramente desfavorável à IGV, ou de qualquer outra forma que contribua para eliminar a manifestação de Vida?
Num contexto complexo de opiniões, que convergem tanto num como noutro campo (o do SIM e o do NÃO), encontro posições que acolho dentro do meu quadro de valores, pessoais, sociais universais e espirituais.
Acredito que somos mais do que um corpo vivo. Somos uma consciência, antes antes de sermos o que quer que seja. Partilho da visão de algumas das principais correntes de pensamento e espiritualidade, como o Budismo, que acredita na nossa reencarnação (aliás visão partilha com os cristão, e algumas outras vias).
Nem sempre pensei assim. Durante muitos anos da minha vida, via o mundo de uma perspectiva muito separada, de um paradigma diferente daquele em que hoje me revejo.
No aqui e agora, sinto que em coerência posso e quero votar SIM, porque acredito com convicção numa via diferente da criminalização para defender a Vida. Creio nas mensagens que vários homens "santos" nos deixaram, como Cristo ou Buda, sobre a compaixão. Jesus terá sido um dos homens que mais pregou o perdão e o não-julgamento. Soube amar a todos, mesmo aqueles que todos rejeitavam, que a sociedade desdenhava, que os poderes religiosos excluiam do seu rebanho: prostitutas, bandidos, renegados, doentes, etc...
Não creio que o caminho para promover uma outra visão, um outro paradigma, passe por impor valores a ninguém. Jesus Cristo não fez, Buda não fez, Ghandi não o fez. Como a maioria dos grandes líderes espirituais que cultivaram a paz, e a compaixão, souberam partilhar os seus valores e a sua visão para o mundo, sem o recurso à espada, mas sim pelo coração.
Por isso entendo que não faz sentido continuar com o julgamento, a humilhação, e aprofundamento das causas do sofrimento humano das mulheres que decidem tomar tão drástrica decisão para as suas vidas - interromper uma outra vida, que se manifesta dentro de si (independentemente do momento, e das razões pelas quais o decide fazer).
Acredito, que o nosso trabalho, poderá concentrar-se na informação, aconselhamento, acompanhamento, desenvolvimento de uma outra consciência que respeite a Vida, em todas as suas formas de manifestação (não apenas humana) e que esse salto de desenvolvimento da consciência nos possa encaminhar para uma vivência mais saudável, mais harmoniosa, conosco mesmos, com a sociedade e com o planeta.
Votando SIM, acredito que estarei a contribuir para dar esse passo. Votando NÃO, acredito que estarei a participar de um julgamento público, aprofundando o estigma pessoal, social e de consciência sobre aquelas mulheres que continuaram a decidir para lá dos valores que possamos defender. Votando NÃO tudo ficará na mesma. Votando NÃO, estarei escolhendo o caminho do chicote, da punição e da condenação...
Votando SIM, ofereço o meu coração pleno de compreensão e compaixão, sem julgar nem condenar aquelas mulheres que tomem tal decisão.

5 de janeiro de 2007

(R)escritas

Recupero memórias perdidas, de escritos que me apetece reler e rescrever.

Relembro belas cartas de Amor que escrevi a mim mesmo.

Recordo poemas perdidos em pedaços de toalhas de mesa (de café?).

Regresso às palavras guardadas nos meus blocos de notas empoeirados.

Sorrio com a lembrança de poemas de amor atrevido... as maminhas de Botero, não são dele são minhas.

Abraço de novo as palavras de que já me tinha esquecido - amor, pássaro, sorriso, árvore, rio, ponte - e mato a saudade com um beijo.

Fico grato por me saber bem rescrever de novo a minha história com o coração renovado.

Mando a sombra dar uma volta, e recupero a memória (com Siza) do que merece ser saboreado.

Daqui brotará de novo a poesia de todos os dias claros que alimentam o meu sangue e a minha alma.

3 de janeiro de 2007

Rainbow Tribe

"
We are all the Rainbow Tribe
All colours, all races, United as one,
We dance for Peace
And the healing of our Mother Earth.
Peace for all Nations and
Peace within ourselves.
As we join as one on the dance floor
Across the World
Let us connect Heart to Heart
Our Love is the power to transform
Our World.
Let us send it out,
Now...
"

2 de janeiro de 2007

Mantra para um "novo" ano

MANTRA2007

Num novo ciclo procuramos recriar-nos e reinventar-nos. Neste "novo" ano que agora começa, quero compartilhar convosco o "meu" Mantra:

Criar, Mudar, Fluir

Criar como uma das mais importantes qualidades do ser humano. Criar para libertar a energia vital que corre em nós e para despontar novas ideias, novos caminhos em busca de novas soluções. Usando a energia criativa, que se expressa de multiplas formas, para nos ajudar a (re)descobrir soluções para os multiplos desafios com que nos vamos defrontando ao longo do do ano. Libertando a criatividade, como expressão e comunicação, para que nos permita ser a cada instante mais capazes de responder, aqui e agora, ao que a Vida nos vai pedindo.
Mudar, não como um fim em si mesmo, mas como um caminho. Mudar por mudar não faz sentido. Mas mudar para evoluir, para crescer, para nos tornarmos melhores, conosco mesmos, com aqueles que nos rodeiam, e com o planeta que partilhamos com outros seres. Mudar o estado das coisas, que sentimos que são injustas, mudar para uma maior equidade e justiça social, mudar por um mundo melhor. Ter a coragem de iniciar essa mudança em nós mesmos, por dentro. Mudar o quer que seja à nossa volta, requer uma grande disponibilidade para nos olharmos no nosso espelho interior, e identificarmos aquilo que sentimos que queremos mudar. Para que sejamos a mudança que queremos ver no mundo, teremos que ser essa mudança (Ghandi). Mudar desta forma implica transformar. Transmutando aquilo que já não nos serve mais, que deixou de fazer sentido, que não nos ajuda e que se tornou obsoleto na nossa caminhada evolutiva. Fechando (velhas) portas e abrimos outras janelas, permitindo-nos, através dessa transformação, pôr o pé no desconhecido com outra disponiblidade, com outra abertura. Para que a mudança se concretize, antes de mais é preciso querer mudar.
Fluir como um estado de alma, uma postura de vida, um sopro de energia que nos percorra, e que se deixe entrar em nós. Fluir com a nossa essência, fluir com a ritmo da vida, fluir com os ciclos da natureza, com os ciclos lunares e solares. Deixar que venha a nós todo campo imenso de possibilidades infinitas. Fluir procurando a sintonia, procurando a vibração com o pulsar da Vida do universo. Do nosso universo interior e o universo exterior. Fluir para libertar a criatividade.
Neste Mantra, que não tem principio nem fim, podemos escolher o vertice por onde nos faz sentido começar. O importante é manter essa ligação, manter a harmonia. Podemos começar por mudar, para depois criar, e então fluir. Podemos escolher fluir, para criar, e assim mudar. Ou ainda podemos escolher mudar, para fluir, para criar. Atrevo-me a dizer que as "possibilidades" são infinitas!
Procuro assim invocar, com este Mantra, uma nova energia criadora e transformadora que se manifeste em cada gesto, em cada respiração, em cada acção. Com a consciência de que nesse caminho, muitas serão as surpresas para as quais não reservo nenhuma expectactiva, para que se abra assim um imenso campo de possiblidades.

21 de dezembro de 2006

Music for one apartment and six drummers

Seis pessoas esperam pacientemente frente a un apartamento a que seus donos saiam para passear o cão...e enchem a casa de criatividade!

15 de dezembro de 2006

“Acredito que o mundo hoje está de ponta
cabeça e sofre muito porque existe tão pouco
amor no lar e na vida familiar. Não temos
tempo para nossas crianças, não temos
tempo para darmos uns aos outros, não
temos tempo para apreciarmos uns aos outros.”

“O amor começa em casa; o amor habita nos lares e é por isso que existe tanto sofrimento e tanta infelicidade no mundo... Todos, hoje em dia, parecem estar com tanta pressa, ansiosos por grandes desenvolvimentos e grandes riquezas e assim por diante, de modo que as crianças não tem tempo para os pais. Os pais tem pouco tempo para darem uns aos outros, e no próprio lar começa a destruição da paz do mundo.”

Madre Teresa de Calcutá
Free Hugs in KOREA
Abrazos Gratis

www.abrazosgratis.org
Dá um abraço?

8 de dezembro de 2006

Abraços, abraços, abraços!!!


Video: Free Hugs Campaign. Inspiring Story! (music by sick puppies)

Emocionados com este projecto tão inspirador, um grupo de pessoas, viu neste vídeo um excelente exemplo de alegria e amor, e decidiu organizar um encontro.
Esta mensagem chegou-me ao mail, já "altas horas". Quando fui ver, também eu fiquei profundamente emocionado. Não pude deixar de publicar de imeadiato este post!
Lembrei-me de como são raros os momentos em que nos lembramos da nossa condição de humanos, da simplicidade com que podemos gerar alegria, com um simples abraço.
Assim ao ver este grupo de amigos, que se inspiraram na iniciativa deste outro humano (que fez o vídeo), eu decidi juntar-me ao movimento e convidar todos os que puderem a fazerem o mesmo: juntem-se ao encontro, divulguem, organizem-se, reunam-se num lugar qualquer e distribuam abraços! Eu vou lá estar!

"Era uma vez... Um grupo de pessoas que decidiu juntar-se e oferecer uma tarde de abraços bem passada a partilhar o seu amor.
Convidamos a todos os interessados a juntarem-se a nós no dia 9 de Dezembro pelas 14h30 na fonte do *Rossio em Lisboa, para nos conhecermos e abraçarmos todos aqueles que passam e desejam receber um abraço nosso.
Pede-se a todos os participantes para trazerem um cartaz com a mensagem "Abraços de graça" - quem quiser levar uma câmara para gravar também é muito bem vinda.
A Seguir propõe-se irmos jantar juntos (quem quiser...) e acabar a noite no baile na Xuventud da Galicia em Lisboa.
Em caso de mau tempo, esta iniciativa passará para o sábado seguinte, dia 16."
A humanidade quando no seu melhor é uma espécie fantástica, não é?
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Este post foi publicado em simultâneo no blog "Consciência Social"