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27 de fevereiro de 2009
26 de fevereiro de 2009
"Anxos" e "Demónios" nas Eleições Galegas 2009

Como emigrante na Galiza, no próximo dia 1 de Março, não poderei votar. Apesar de viver aqui á já mais de um ano e cumprir com todos os deveres que um normal cidadão cumpre para com o estado espanhol, não terei o direito de voto. Ao contrário, os netos de galegos imigrados na Argentina, como em quase todo o mundo, poderão fazê-lo, apesar de não saberem sequer onde fica a capital da Galiza. É neste contexto, em que decorrem as actuais eleições autonómicas em Espanha que eu me enquadro. Devo dizer que aqui me sinto acolhido como em casa. Sinto-me em casa. Em muitos aspectos, tanto no plano dos serviços sociais, como da administração pública, tenho que dizer que o seu funcionamento é exemplar (á luz do que se passa no meu país). Posso usufrir de todos os direitos a que, um cidadão espanhol ou galego, aspira.
Nestas eleições, não podendo exercer o único direito básico da democracia representativa, posso (ainda) exercer da democracia participativa, que é precisamente o que estou fazendo - escrever o que penso neste blog. Por isso rompi o longo silêncio destas ruidosas semanas de pré e pro-campanha eleitoral para falar dos "Anxos" e dos "Demónios" que por aqui se apresentam.
Não sou, por natureza uma pessoa apologista dos nacionalismos. Os nacionalismos que temos neste momento a emergir e nalguns casos, em destacados lugares de poder de vários governos europeus, são um retrocesso muito perigoso ao terrorífico e negro passado da história europeia. Partidos neo-nazis, de extrema-direita, xenófobos, tem representação nas mais altas esferas dos vários orgãos da União Europeia. São um forte bloco, unido, activo e nalguns preocupantes casos, com grande poder de influência. Assim foi como Hitler chegou ao poder e quase que reinou a Europa inteira, com o aterrador holocasto que destruiu milhões de vidas humanas...
Quando aqui cheguei, naturalmente a minha preocupação era pelo facto de haver um partido nacionalista no poder. Por total ignorância, desconhecia por completo as suas bases históricas e fundacionais. Desconhecia por completo a realidade galega. O seu programa, as suas ideias, os seus projectos e a sua acção no governo. Não é que hoje possa falar com mais circusntância que há um ano atrás. Posso falar da vivência directa e da experiência directa. Este é um nacionalismo de raiz destinta dos demais. O nacionalismo do BNG, como o vejo de fora, é um nacionalismo internacionalista, digamos. É solidário com os povos palestina, Sarauhi, como nós portugueses fomos com o povo de Timor. Teria em Portugal como referência o Bloco de Esquerda. Um movimento de movimentos, um conjunto de várias tendências, que se alinham, desde os mais alternativos - ligados ao Forum Social Mundial, até aos mais centristas, como Anxo Quintana, que buscam o consenso com os Socialistas Galegos do PSdG, partido maioritário no governo de bipartido que governou na actual legislatura.
Como observador interessado, direi que no conjunto e sem ter uma comparação vivenciada, este parece-me ser um bom exemplo de governo: um governo de minoria, onde a negociação é fundamental, onde as políticas são consensuadas e tem que buscar estar acima das visões monopartidárias, típicas dos sistemas maioritários. Um governo em que cada partido tem que prestar contas pelo seu ministério, e simultaneamente ser solidário com as políticas do governo no seu todo. Um governo com uma política social ampla, participativa e dirigida para os interesses dos cidadãos (da Galiza, em particular); que aposta no ambiente, na habitação "socializada", no meio ambiente e no desenvolvimento sustentável. Um governo que tem na inovação uma forte aposta, e que tem feito elevados investimentos nessa área (A Galiza é uma das regiões que mais se desenvolveu nos últimos anos na inovação).
Dizendo de esta forma, poderia ser fácil de concluir quem são os "anjos" e quem são os "demónios" - os outros: os do PP e eventualmente alguns do PSdG, que está "algemado" ás políticas macro-económicas do PSOE e do governo central (e o PP da oposição central).
Esta realidade não é assim tão simples. Direi já, para que não fiquem dúvidas, que se pudesse, votaria BNG. Ainda que nem só de "Anxos" vivam os nacionalistas... também eles tem, como todos, os seus "demónios"... Mas uns tem mais "demónios" que outros. Para mim o maior de todos os "demónios" do PP é a sua política para a imigração. Na pior linha dos nacionalismos xenófobos da extrema-direita europeia. Com isso não posso pactuar.
Também o PSdG tem os seus "demónios", pela sua subjugação aos interesses macro-nacionais da grande Espanha, que o amarram, sem que possa ter uma visão mais local, e que eventalmente, alguns dos seus 'anjos' desejariam poder desenvolver.
No momento actual tudo pode acontecer. Qualquer das forças em combate pode vencer esta batalha. Termino deixando o apelo: entre "Anxos" e "Demónios" que venham os que podem usar do seu direito de voto e que, em consciência, votem - por nós imigrantes que não o podemos fazer.
24 de novembro de 2008
15 de julho de 2008
Ecos da Grande Festa da Troca Solidária!
"A Festa estava linda, pá..."
Chico Buarque

No passado Domingo, 6 Junho
Foi bom celebrar com tantas pessoas que me acompanharam na vida. Rever a familia, pessoas que me conhecem desde criança, amigos de infância, amigas de presente caminho holístico... Foi uma oportunidade para todos, de experimentar uma outra forma de troca, a troca solidária.
Doei várias coisas do recheio da minha casa, que nesta nova fase da minha vida, são desnecessárias, e que não pude trazer comigo, para a minha nova casa. A festa foi um verdadeiro sucesso. Posso dizer que ultrapassou as minhas próprias expectactivas, tanto em adesão, como em participação. Acima de tudo valeu pelo espirito com as pessoas se apresentaram e 'entraram' também na onda Festa da doação. Fico super-feliz, por saber que muitas das coisas, que deixaram de ser úteis para mim, ganharam uma nova vida, para os muitos 'visitantes' que para li passaram.
Esta foi uma iniciativa inspirada nos valores da economia solidária. Partiu da necessidade de dar um destino útil a esses objectos que deixaram de ser úteis para mim, e que não queria simplesmente deitar fora. Porque acredito que todas as coisas têem um valor, nem que seja simbólico, propûs uma troca; doei os meus objectos em troca do que cada pessoa se dispôs a fixar como o valor justo para o seu donativo, dentro das suas possibilidades. Esta já é uma prática de muitos milhões de humanos, que em vários pontos do planeta, buscam todos os dias novas formas de 'comércio' justo, solidário, baseado no trocal. Uma prática tão milenar, quanto o são as trocas de produtos e serviços entre pessoas.
Animou-me de tal forma esta iniciativa, que não pude deixar de a compartilhar com os 'meus' leitores. Estou animado a lançar outras iniciativas com companheiros do lugar onde vivo, e a lançar aqui esta semente. Sei que esta é uma forma singela de contribuir para a sustentabilidade do planeta; é a que está ao meu alcance e que me faz muito sentido!
Acredito que se cada um de nós, contribuir com a sua parte, podemos mudar as muitas consciências, a partir da acção consciente, do consumo consciente e das trocas solidárias.
Animo a todos os que não sabem o que fazer dos seus objectos, a organizarem festas ou feiras solidárias. Onde o principio é o do ganha-ganha e não o de ganham uns e pedem outros. Todos podemos ganhar com esta forma solidária de economia. Os promotores, as pessoas que encontram algo que ainda pode ser útil para si, por um valor justo e solidário. Ganha a sociedade, porque permite a algumas pessoas com menos recursos, de acederem a bens que de outra forma não seria possível. Ganha o planeta, pois aumenta-se o ciclo de vida de objectos de de outra forma, seriam simplesmente eliminados, com custos muito elevados, em termos ambientais para o planeta.
Animo-os a lançarem estas iniciativas, no vosso grupo de amigos, no vosso bairro, na vossa comunidade. A criatividade de cada um pode trazer novas formas de por em acção este ideia. Se simplesmente cada um contribuir com a sua gota de água, estará contribuindo para gerar uma onda de mudança, que é já um grande começo.
Chico Buarque
No passado Domingo, 6 Junho
Foi bom celebrar com tantas pessoas que me acompanharam na vida. Rever a familia, pessoas que me conhecem desde criança, amigos de infância, amigas de presente caminho holístico... Foi uma oportunidade para todos, de experimentar uma outra forma de troca, a troca solidária.
Doei várias coisas do recheio da minha casa, que nesta nova fase da minha vida, são desnecessárias, e que não pude trazer comigo, para a minha nova casa. A festa foi um verdadeiro sucesso. Posso dizer que ultrapassou as minhas próprias expectactivas, tanto em adesão, como em participação. Acima de tudo valeu pelo espirito com as pessoas se apresentaram e 'entraram' também na onda Festa da doação. Fico super-feliz, por saber que muitas das coisas, que deixaram de ser úteis para mim, ganharam uma nova vida, para os muitos 'visitantes' que para li passaram.
Esta foi uma iniciativa inspirada nos valores da economia solidária. Partiu da necessidade de dar um destino útil a esses objectos que deixaram de ser úteis para mim, e que não queria simplesmente deitar fora. Porque acredito que todas as coisas têem um valor, nem que seja simbólico, propûs uma troca; doei os meus objectos em troca do que cada pessoa se dispôs a fixar como o valor justo para o seu donativo, dentro das suas possibilidades. Esta já é uma prática de muitos milhões de humanos, que em vários pontos do planeta, buscam todos os dias novas formas de 'comércio' justo, solidário, baseado no trocal. Uma prática tão milenar, quanto o são as trocas de produtos e serviços entre pessoas.
Animou-me de tal forma esta iniciativa, que não pude deixar de a compartilhar com os 'meus' leitores. Estou animado a lançar outras iniciativas com companheiros do lugar onde vivo, e a lançar aqui esta semente. Sei que esta é uma forma singela de contribuir para a sustentabilidade do planeta; é a que está ao meu alcance e que me faz muito sentido!
Acredito que se cada um de nós, contribuir com a sua parte, podemos mudar as muitas consciências, a partir da acção consciente, do consumo consciente e das trocas solidárias.
Animo a todos os que não sabem o que fazer dos seus objectos, a organizarem festas ou feiras solidárias. Onde o principio é o do ganha-ganha e não o de ganham uns e pedem outros. Todos podemos ganhar com esta forma solidária de economia. Os promotores, as pessoas que encontram algo que ainda pode ser útil para si, por um valor justo e solidário. Ganha a sociedade, porque permite a algumas pessoas com menos recursos, de acederem a bens que de outra forma não seria possível. Ganha o planeta, pois aumenta-se o ciclo de vida de objectos de de outra forma, seriam simplesmente eliminados, com custos muito elevados, em termos ambientais para o planeta.
Animo-os a lançarem estas iniciativas, no vosso grupo de amigos, no vosso bairro, na vossa comunidade. A criatividade de cada um pode trazer novas formas de por em acção este ideia. Se simplesmente cada um contribuir com a sua gota de água, estará contribuindo para gerar uma onda de mudança, que é já um grande começo.
9 de março de 2008
MARCHA PACÍFICA DE PROTESTO
Divulgação:
"Marcha Pacífica de Protesto Contra a Violação dos Direitos Humanos no Tibete por Parte da China
No próximo dia 10 de Março, aniversário da revolta do povo tibetano, em 1959, contra a ocupação e repressão chinesa, serão realizadas marchas pacíficas e acções de protesto em todo o mundo, exigindo o respeito pelos direitos humanos no Tibete, o reconhecimento do direito do povo tibetano à autonomia, a libertação dos presos políticos por parte da China, país que procede a um genocídio étnico e cultural no Tibete e que viola brutalmente os mais elementares direitos de homens e animais.
Estas acções acontecem também no dia em que começará a marcha pacífica de regresso de muitos tibetanos ao Tibete, a partir de Dharamsala, na Índia, inspirada na Marcha do Sal promovida por Gandhi. Estas acções não são contra o povo chinês, mas apenas contra a política do actual governo chinês, que oprime o seu próprio povo e não está à altura da sua grande tradição cultural, onde avultam os valores da milenar sabedoria confucionista, taoista e budista.
Cabe aos portugueses, com uma tradição de humanismo universalista, que tanto se mobilizaram por Timor e que recentemente tão bem receberam Sua Santidade o Dalai Lama, não permanecerem indiferentes a esta nem a nenhuma forma de opressão existente no mundo.
LISBOA: com concentração no Rossio junto à estátua, pelas 18.30, de onde seguirá para o Largo de Camões e de seguida para o Cais do Sodré.
PORTO: com concentração nos Leões, pelas 18h30, seguindo pela Avenida dos Aliados e Sta. Catarina.
FUNCHAL: concentração no Parque de Santa Catarina, pelas 18h30.
"Marcha Pacífica de Protesto Contra a Violação dos Direitos Humanos no Tibete por Parte da China
No próximo dia 10 de Março, aniversário da revolta do povo tibetano, em 1959, contra a ocupação e repressão chinesa, serão realizadas marchas pacíficas e acções de protesto em todo o mundo, exigindo o respeito pelos direitos humanos no Tibete, o reconhecimento do direito do povo tibetano à autonomia, a libertação dos presos políticos por parte da China, país que procede a um genocídio étnico e cultural no Tibete e que viola brutalmente os mais elementares direitos de homens e animais.
Estas acções acontecem também no dia em que começará a marcha pacífica de regresso de muitos tibetanos ao Tibete, a partir de Dharamsala, na Índia, inspirada na Marcha do Sal promovida por Gandhi. Estas acções não são contra o povo chinês, mas apenas contra a política do actual governo chinês, que oprime o seu próprio povo e não está à altura da sua grande tradição cultural, onde avultam os valores da milenar sabedoria confucionista, taoista e budista.
Cabe aos portugueses, com uma tradição de humanismo universalista, que tanto se mobilizaram por Timor e que recentemente tão bem receberam Sua Santidade o Dalai Lama, não permanecerem indiferentes a esta nem a nenhuma forma de opressão existente no mundo.
LISBOA: com concentração no Rossio junto à estátua, pelas 18.30, de onde seguirá para o Largo de Camões e de seguida para o Cais do Sodré.
PORTO: com concentração nos Leões, pelas 18h30, seguindo pela Avenida dos Aliados e Sta. Catarina.
FUNCHAL: concentração no Parque de Santa Catarina, pelas 18h30.
ORGANIZAÇÃO:
União Budista Portuguesa -Sede Tel: 21 363 43 63 www.uniaobudista.pt
U.B.P - Delegação Porto Tm: 91 954 45 78/ 91 708 83 71 lco_lecioferreira@sapo.pt
Songtsen - Casa da Cultura do Tibete Tel: 21 390 40 22 www.casadaculturadotibete.org
Casa do Tibete na Madeira Tm: 96 507 66 87 www.casatibete.pt.vu
CONTACTO (Media):
Tm: +351 91 811 30 21
APOIO:
Amnistia Internacional + Associação Agostinho da Silva"
União Budista Portuguesa -Sede Tel: 21 363 43 63 www.uniaobudista.pt
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Casa do Tibete na Madeira Tm: 96 507 66 87 www.casatibete.pt.vu
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Ecoaldeias na Galiza
"Unha nova filosofía que recupera vilas abandonadas con actividade agrogandeira ecolóxica axuda a frear o despoboamento do campo. As experiencias de Tanquián, Xestas e Chozas, son tres bos exemplos de que outro estilo de vida é posible."
Galicia Hoxe, 9 Marzo 2008
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15 de janeiro de 2008
FORO SOCIAL GALEGO

Organizacións cívicas e sociais galegas, entre elas a Coordinadora Galega de ONGD, e varias ONGD integradas nela, como participantes no proceso do Foro Social Mundial dende Xaneiro de 2001, convocan a un acto cívico de movilización para expresar dende o noso país, a solidariedade coas principais reivindicacións do movemento antiglobalización.
Por esta razón, convocan a unha Asemblea de Movementos Sociais Galegos, así como a unha Feira de Asociacións (as organizacións interesadas en dispoñer dun espacio para amosar materiais, ideas ou o que consideren deben contactar antes do 15 de xaneiro con info@altermundo.org), para o día de mobilización e acción global que este ano sustitúe ó Foro Social Mundial centralizado.
O obxectivo desta Asemblea, escollida para manter o confronto co Foro Económico Mundial de Davos, encontro da elite neoliberal que acontece sempre no mes de xaneiro desa vila alpina, será o de iniciar a andaina necesaria cara un Foro Social Galego (FSG).
Data: 26/01/2008
Provincia: A Coruña
Localidade: Santiago de Compostela
Axente: Coordinadora Galega de ONGD
Lugar: Facultade de Xeografía e Historia
Horario: 11:30 h
As persoas ou organizacións que desexen integrarse neste proxecto, deberán dirixirse a: info@altermundo.org, paz@sgep.org, fgs@galizasempre.org.
MÁIS INFORMACIÓN:
Cara un Foro Social Galego
Materiais promocionais
O chamamento internacional
Sitio do FSM 2008
Sitio do Fórum Social Mundial
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Responsabilidade Social,
Visão Holística
Networking Profesional (en españa)

Ya tengo mi perfil online en españa. Neurona, es una pagina web (semellante a Linkedin). La mejor forma de alcanzar tus objetivos personales y profesionales es relacionarte socialmente y cooperar con personas que compartan tus intereses. Leer más en http://www.neurona.com y se crees que te intezca date de alta.
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10 de janeiro de 2008
Ser...humano
Uma 'nova' organização que nasce com um propósito de cumprir a promessa de Ser.
Site a visitar para mais informações:
www.serhumano.org
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18 de dezembro de 2007
Eles estão doidos!*
A propósito deste artigo está a circular na net uma petição contra as novas medidas de higiene alimentar da A.S.A.E., que aconselho a todos, ler, subscrever e divulgar.
* por António Barreto (1)
A meia dúzia de lavradores que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da "fast food", para fechar portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e "petiscos", a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.
A solução final vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.
Tudo isto, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linha da frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
(1) artigo de opinião de publicado no jornal "Público"
* por António Barreto (1)
A meia dúzia de lavradores que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da "fast food", para fechar portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e "petiscos", a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.
A solução final vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.
Em frente à faculdade onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e jogam às cartas ou ao dominó. Acabou! É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido. Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos. Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido.
Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas. Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido. Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido.
Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.
É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos. Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido. Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos. Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido.
Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas. Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido. Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido.
Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.
É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos. Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.
As regras, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas não chegam para as descrever.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto. Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas. No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta "produto não válido", mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda.
Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.
Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.
As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto. Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas. No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta "produto não válido", mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda.
Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.
Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.
As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.
Tudo isto, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linha da frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
(1) artigo de opinião de publicado no jornal "Público"
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10 de dezembro de 2007
O Direito Humano... à Felicidade
(Pt)
Hoje celebra-se o dia Internacional dos Direitos Humanos. Consagrados na Carta Universal dos Direitos do Homem, este tem sido um pilar, das nossas civilizações actuais, e que de alguma forma nos guia e protege, para o Mundo, não deixe de ser um lugar, justo, solidário, equilibrado, livre. Hoje, chegou-me este vídeo, que nos dá conta de uma interpretação de Shakespeare pelo actor brasileiro Moacir Reis e que fez reflectir sobre um direito maior que merece ser inscrito em letras grandes nesta maravilhosa carta - o Direito Humano à Felicidade, consigo mesmo, com os outros, com todos os Seres Sensíveis e com o Planeta Terra.
(Es)
Hoy celebra se lo día Internacional de los Derechos Humanos. Consagrados en la Carta Universal de los Derechos del Hombre,ese hay sido un pilar, de nuestras civilizaciones actuales, y que de alguna forma os guia y protege, para que el Mundo, no deje de ser un lugar, justo, solidario, equilibrado, libre. Hoy, llego me ese vídeo, que os cuenta de una interpretación de Shakespeare del actor brasileño Moacir Reis y que me hecho reflejar sobre un derecho mayor que merece ser inscrito en letras largas en esa maravillosa carta - el Derecho Humano a la Felicidad, con nosotros, con los otros, con todos los Seres Sensibles y con el Planeta Tierra.
(Eng)
Today, we celebrate the International Day of Human Rights. Based in the Universal Declaration of the Human Rights, that had been a pillar, of our current civilizations, and somehow guides and protects us, that the World, don't let it be a place of justice, solidarity, equilibrium, freedom. Today, I've received this video, that Tell's , from a Shakespeare's performance, by the Brazilian actor Moacir Reis, that makes me think about a biggest Right that deserves to be write in this wonderful Declaration - the Human Right to Happiness - with yourself, the others, with all the Sensitive Beings and the with the Planet Earth.
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24 de novembro de 2007
¡NO ME LLAMES EXTRANJERO!
No me llames extranjero,
porque haya nacido lejos,
porque haya nacido lejos,
o porque tenga otro nombre
la tierra de donde vengo.
No me llames extranjero,
porque fue distinto el seno,
o porque acunó mi infancia
otro idioma de los cuentos.
No me llames extranjero
si en el amor de una madre,
tuvimos la misma luz,
en el canto y en el beso,
con que nos sueñan iguales
las madres contra su pecho.
No me llames extranjero,
ni pienses de dónde vengo,
mejor saber dónde vamos,
adónde nos lleva el tiempo.
No me llames extranjero,
porque tu pan y tu fuego,
calman mi hambre y mi frío,
y me cobija tu techo.
No me llames extranjero,
tu trigo es como mi trigo,
tu mano como la mía,
tu fuego como mi fuego
y el hambre no avisa nunca,
vive cambiando de dueño.
Y me llamas extranjero…
porque me trajo un camino,
porque nací en otro pueblo,
porque conozco otros mares
y zarpé un día de otro puerto,
si siempre quedan iguales
en el adiós los pañuelos
y las pupilas borrosas
de los que dejamos lejos.
Los amigos que nos nombran
y son iguales los rezos
y el amor de la que sueña
con el día del regreso.
Traemos el mismo grito,
el mismo cansancio viejo
que viene arrastrando el hombre
desde el fondo de los tiempos,
cuando no existían fronteras,
antes que vinieran ellos…
Los que dividen y matan,
los que roban,
los que mienten,
los que venden nuestros sueños,
los que inventaron un día esta palabra…
¡¡¡ “extranjero” !!!
No me llames extranjero
que es una palabra triste,
que es una palabra helada
huele a olvido y a destierro.
No me llames extranjero
mira tu niño y el mío
cómo corren de la mano
hasta el final del sendero.
No los llames extranjeros,
ellos no saben de idiomas,
de límites ni banderas,
míralos se van al cielo
con una risa paloma,
que los reúne en el vuelo.
No me llames extranjero
piensa en tu hermano y el mío,
el cuerpo lleno de balas besando de muerte el suelo.
Ellos no eran extranjeros,
se conocían de siempre;
por la libertad eterna,
igual de libres murieron.
¡¡¡No me llames extranjero!!!
Mírame bien a los ojos,
mucho más allá del odio,
del egoísmo y el miedo
¡¡¡No puedo ser extranjero!!!
¡Y verás que soy un hombre!
Canción-poema de Rafael Amor
la tierra de donde vengo.
No me llames extranjero,
porque fue distinto el seno,
o porque acunó mi infancia
otro idioma de los cuentos.
No me llames extranjero
si en el amor de una madre,
tuvimos la misma luz,
en el canto y en el beso,
con que nos sueñan iguales
las madres contra su pecho.
No me llames extranjero,
ni pienses de dónde vengo,
mejor saber dónde vamos,
adónde nos lleva el tiempo.
No me llames extranjero,
porque tu pan y tu fuego,
calman mi hambre y mi frío,
y me cobija tu techo.
No me llames extranjero,
tu trigo es como mi trigo,
tu mano como la mía,
tu fuego como mi fuego
y el hambre no avisa nunca,
vive cambiando de dueño.
Y me llamas extranjero…
porque me trajo un camino,
porque nací en otro pueblo,
porque conozco otros mares
y zarpé un día de otro puerto,
si siempre quedan iguales
en el adiós los pañuelos
y las pupilas borrosas
de los que dejamos lejos.
Los amigos que nos nombran
y son iguales los rezos
y el amor de la que sueña
con el día del regreso.
Traemos el mismo grito,
el mismo cansancio viejo
que viene arrastrando el hombre
desde el fondo de los tiempos,
cuando no existían fronteras,
antes que vinieran ellos…
Los que dividen y matan,
los que roban,
los que mienten,
los que venden nuestros sueños,
los que inventaron un día esta palabra…
¡¡¡ “extranjero” !!!
No me llames extranjero
que es una palabra triste,
que es una palabra helada
huele a olvido y a destierro.
No me llames extranjero
mira tu niño y el mío
cómo corren de la mano
hasta el final del sendero.
No los llames extranjeros,
ellos no saben de idiomas,
de límites ni banderas,
míralos se van al cielo
con una risa paloma,
que los reúne en el vuelo.
No me llames extranjero
piensa en tu hermano y el mío,
el cuerpo lleno de balas besando de muerte el suelo.
Ellos no eran extranjeros,
se conocían de siempre;
por la libertad eterna,
igual de libres murieron.
¡¡¡No me llames extranjero!!!
Mírame bien a los ojos,
mucho más allá del odio,
del egoísmo y el miedo
¡¡¡No puedo ser extranjero!!!
¡Y verás que soy un hombre!
Canción-poema de Rafael Amor
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16 de novembro de 2007
21 de setembro de 2007
20 de setembro de 2007
Escrever para" Um Mundo Melhor!"
Há dias assim! Chegam-me coisas muito interessantes à caixa de e-mail. Esta é uma óptima noticia: nascerá em breve uma nova revista 'alternativa' - IM Magazine, que aspira a falar-nos do "Melhor que se faz no Mundo para um Mundo Melhor", com um excelente projecto editorial, e com uma equipa (onde se encontram alguns amigos e conhecidos) que fazem antever, pela sua visão e missão, um grande sucesso!
Vamos estar de olho no seu lançamento! Para aqueles que queiram ir degustando, podem visitar o site!

Vamos estar de olho no seu lançamento! Para aqueles que queiram ir degustando, podem visitar o site!

"Tem lançamento previsto para o fim de Outubro, mas já está online a filosofia desta revista inovadora em Portugal e no estrangeiro, assim como respectivos colaboradores que estão a tornar possível este projecto editorial independente."
No final do mail, assinava a directora - "se acredita neste conceito, divulgue. E participe". Pois eu já sou um "believer"!
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13 de setembro de 2007
Ahora...¡Plantar Creatividad!
(Es)
¡Hola a todos!
Pués a partir de día de hoy, este blog pasará a editarse también en español. Estoy dando nuevos pasos en mi vida, haciendo contactos con nuestros hermanos españoles y asi ponendo en prática la aprendizaje que hice de su idioma.
Siempre que necesário escriviré en español para que me haga entender más claramente y asi hacer la puente entre nuestras culturas. Auncé mis raices serán siempre portuguesas, tengo ganas de cultivar aquí un espacio de diálogo entre nuestras culturas, cambiando ese espirito de vivir de espaldas y asi escuchar lo que hay de más interesante del otro lado de la frontera.

Así en primero lugar quiero compartir con vosotros una página web que me a dado a conocer un compañero de Santiago de Compostela, sobre la Creatividad y que és muy interesante para todos aquellos que se interezcan por desarrollarla. Pueden encontrarse aquí herramientas creativas, recursos, formación y tantas otras temáticas sobre la creatividad. Una página web a visitar.
Portugueses y españoles ¡os saludo a todos!
(P)
Olá a todos!
Pois a partir de hoje, este blog passará a editar-se também em espanhol. Estou dando novos passos na minha vida, e fazendo contactos com os nossos irmãos espanhois, pondo assim em prática a aprendizagem que fiz da sua lingua.
Sempre que necessário passarei a escrever em espanhol, para que me faça entender mais claramente e fazer assim a ponte entre as nossas duas culturas. Ainda que as minhas raizes sejam sempre portuguesas, tenho vontade de cultivar aqui um espaço de diálogo entre as nossas duas culturas, contribuindo para mudar o espirito de viver de costas voltadas, e assim, escutar o que se se passa de mais interessante do outro lado da fronteira.
Assim, em primeiro lugar, quero partilhar convosco, um site que foi dado a conhecer por uma companheiro aqui em Santiago de Compostela (donde vos escrevo), sobre Criatividade, e que é deveras muito interessante para todos os que querem desenvolvê-la. Podem encontrar ali várias ferramentas criativas, recursos, formação e tantos outros temas sobre a Criatividade. Um site a visitar.
Portugueses e espanhóis, saúdo-vos a todos!
¡Hola a todos!
Pués a partir de día de hoy, este blog pasará a editarse también en español. Estoy dando nuevos pasos en mi vida, haciendo contactos con nuestros hermanos españoles y asi ponendo en prática la aprendizaje que hice de su idioma.
Siempre que necesário escriviré en español para que me haga entender más claramente y asi hacer la puente entre nuestras culturas. Auncé mis raices serán siempre portuguesas, tengo ganas de cultivar aquí un espacio de diálogo entre nuestras culturas, cambiando ese espirito de vivir de espaldas y asi escuchar lo que hay de más interesante del otro lado de la frontera.

Así en primero lugar quiero compartir con vosotros una página web que me a dado a conocer un compañero de Santiago de Compostela, sobre la Creatividad y que és muy interesante para todos aquellos que se interezcan por desarrollarla. Pueden encontrarse aquí herramientas creativas, recursos, formación y tantas otras temáticas sobre la creatividad. Una página web a visitar.
Portugueses y españoles ¡os saludo a todos!
(P)
Olá a todos!
Pois a partir de hoje, este blog passará a editar-se também em espanhol. Estou dando novos passos na minha vida, e fazendo contactos com os nossos irmãos espanhois, pondo assim em prática a aprendizagem que fiz da sua lingua.
Sempre que necessário passarei a escrever em espanhol, para que me faça entender mais claramente e fazer assim a ponte entre as nossas duas culturas. Ainda que as minhas raizes sejam sempre portuguesas, tenho vontade de cultivar aqui um espaço de diálogo entre as nossas duas culturas, contribuindo para mudar o espirito de viver de costas voltadas, e assim, escutar o que se se passa de mais interessante do outro lado da fronteira.
Assim, em primeiro lugar, quero partilhar convosco, um site que foi dado a conhecer por uma companheiro aqui em Santiago de Compostela (donde vos escrevo), sobre Criatividade, e que é deveras muito interessante para todos os que querem desenvolvê-la. Podem encontrar ali várias ferramentas criativas, recursos, formação e tantos outros temas sobre a Criatividade. Um site a visitar.
Portugueses e espanhóis, saúdo-vos a todos!
5 de junho de 2007
Hoje é preciso (re)lembrar o compromisso
No preciso momento em que os mais 'poderosos' do planeta, se reunem no G8, na Alemanha, é importante relembrar a mensagem deixada pelas crianças no RIO 92. Ass alternativas ao G8 existem e estão reunidas em busca de novas soluções criativas. Para que os nossos filhos, e os filhos dos nossos filhos, possam continuam cumprir o presente e sonhar com um futuro sustentável, para todos, neste planeta.
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23 de maio de 2007
II ENCONTRO DE ALTERNATIVAS 2007
O II Encontro de Alternativas 2907, decorre mais uma vez na vila de Sintra. Este encontro, partiu da iniciativa de um grupo de pessoas que, através de diversas artes e sabedorias, vivem e praticam uma forma alternativa de vida e que por sua vez partilham
o seu sentir e saber com a comunidade, dando assim o seu contributo para o desenvolvimento humano.
Esta segunda edição conta com inúmeros espectáculos de música e teatro, animação teatral e circense permanente, palestras variadas, massagens e workshops que abrangem todas as áreas.
Existirá uma área onde estarão dispostas as Associações Culturais e de Desenvolvimento Humano, bem como artesanato e venda de produtos biológicos de todos os tipos.
A cozinha vegetariana estará permanentemente ao dispor do público com uma deliciosa e apelativa ementa.
Todos os preços praticados serão pelo mínimo possível, afim de ser viável a todos o usufruto do que pretendemos oferecer.
II Encontro de Alternativas em Sintra
de 25 a 27 Maio, 2007
Jardim da Biblioteca Municipal de Sintra,
Casa Mantero
(perto da estação da CP de Sintra)
Sexta-Feira: 15 às 24h
Sábado: 10h às 24h
Domingo: 10h às 23h
Mais informação em:
http://encontroalternativas.blogspot.com/
www.encontroalternativas.com.sapo.pt
o seu sentir e saber com a comunidade, dando assim o seu contributo para o desenvolvimento humano.
Esta segunda edição conta com inúmeros espectáculos de música e teatro, animação teatral e circense permanente, palestras variadas, massagens e workshops que abrangem todas as áreas.
Existirá uma área onde estarão dispostas as Associações Culturais e de Desenvolvimento Humano, bem como artesanato e venda de produtos biológicos de todos os tipos.
A cozinha vegetariana estará permanentemente ao dispor do público com uma deliciosa e apelativa ementa.
Todos os preços praticados serão pelo mínimo possível, afim de ser viável a todos o usufruto do que pretendemos oferecer.
II Encontro de Alternativas em Sintra
de 25 a 27 Maio, 2007
Jardim da Biblioteca Municipal de Sintra,
Casa Mantero
(perto da estação da CP de Sintra)
Sexta-Feira: 15 às 24h
Sábado: 10h às 24h
Domingo: 10h às 23h
Mais informação em:
http://encontroalternativas.blogspot.com/
www.encontroalternativas.com.sapo.pt
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