Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

18 de fevereiro de 2009

O mais belo tema sobre a Mudança



Sendo um dos mais belos projectos musicais portugueses dos últimos anos, que reúne grandes figuras da música pop lusitana - Humanos - este é sem dúvida, para mim, um verdadeiro hino á Mudança. Diz-nos neste magnifíco poema, António Variações - um grande visionário da música pop dos anos 80 - que estamos sempre a tempo de mudar.
Quando vemos na mudança uma oportunidade de crescer, essa mudança é um maravilhoso convite para evoluirmos. Assim podemos, como no poema, ver a vida não como um castigo que temos que viver, mas sim como uma caminhada prazeirosa na senda da transformação.

23 de abril de 2008

Poema para Viver intensamente!


Morre lentamente...

...quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente...

...quem se transforma escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajecto, quem não muda de marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente...

...quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente...

Quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho; quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho; quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente...

Quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar... Estejamos vivos, então!

(Pablo Neruda)

9 de janeiro de 2008

A Bondade

"Não fazer mal a ninguém, nem, tampouco, a si mesmo.
Tornar todo mundo feliz e a si mesmo também.

Eis a bondade."

Bertolt Brecht

24 de novembro de 2007

¡NO ME LLAMES EXTRANJERO!


No me llames extranjero,
porque haya nacido lejos,
o porque tenga otro nombre
la tierra de donde vengo.
No me llames extranjero,
porque fue distinto el seno,
o porque acunó mi infancia
otro idioma de los cuentos.
No me llames extranjero
si en el amor de una madre,
tuvimos la misma luz,
en el canto y en el beso,
con que nos sueñan iguales
las madres contra su pecho.
No me llames extranjero,
ni pienses de dónde vengo,
mejor saber dónde vamos,
adónde nos lleva el tiempo.
No me llames extranjero,
porque tu pan y tu fuego,
calman mi hambre y mi frío,
y me cobija tu techo.
No me llames extranjero,
tu trigo es como mi trigo,
tu mano como la mía,
tu fuego como mi fuego
y el hambre no avisa nunca,
vive cambiando de dueño.
Y me llamas extranjero…
porque me trajo un camino,
porque nací en otro pueblo,
porque conozco otros mares
y zarpé un día de otro puerto,
si siempre quedan iguales
en el adiós los pañuelos
y las pupilas borrosas
de los que dejamos lejos.
Los amigos que nos nombran
y son iguales los rezos
y el amor de la que sueña
con el día del regreso.
Traemos el mismo grito,
el mismo cansancio viejo
que viene arrastrando el hombre
desde el fondo de los tiempos,
cuando no existían fronteras,
antes que vinieran ellos…
Los que dividen y matan,
los que roban,
los que mienten,
los que venden nuestros sueños,
los que inventaron un día esta palabra…
¡¡¡ “extranjero” !!!
No me llames extranjero
que es una palabra triste,
que es una palabra helada
huele a olvido y a destierro.
No me llames extranjero
mira tu niño y el mío
cómo corren de la mano
hasta el final del sendero.
No los llames extranjeros,
ellos no saben de idiomas,
de límites ni banderas,
míralos se van al cielo
con una risa paloma,
que los reúne en el vuelo.
No me llames extranjero
piensa en tu hermano y el mío,
el cuerpo lleno de balas besando de muerte el suelo.
Ellos no eran extranjeros,
se conocían de siempre;
por la libertad eterna,
igual de libres murieron.
¡¡¡No me llames extranjero!!!
Mírame bien a los ojos,
mucho más allá del odio,
del egoísmo y el miedo
¡¡¡No puedo ser extranjero!!!
¡Y verás que soy un hombre!

Canción-poema de Rafael Amor

5 de novembro de 2007

A felicidade... segundo Pessoa

FernandoPessoa

(PT)
Recebi hoje um mail, com um texto atribuido ao 'nosso' poeta Fernando Pessoa, relebrando o 70º aniversário da sua morte, e que me faz sentido partilhar convosco aqui no "SC". Subscrevo o texto na sua (quase) totalidade. Não me vendo como um crente em 'Deus', não deixo de encontrar um sentido de busca espiritual com a qual dialógo a partir da tradição budista.
Acima de tudo, o que me faz sentido é a actualidade do pensamento pessoano, nesta sua dimensão metafísica, do homem que busca respostas para as grandes questões do lado mais humano do Ser.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um 'não'. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa"

(ES)
Recibí hoy un correo, con un texto atribuido al poeta Fernando Pessoa, recordando el 70º cumpleaños por su muerte, y que me hace sentido compartir con vosotros aquí en "SC". Subscribo el texto en (casi) su totalidad. No me veo cómo un seguidor de 'Dios', aunque no deje de encontrar un sentido de búsqueda espiritual con la cual dialogo a partir de la tradición budista.
Aun lo que me hace sentido es la actualidad del pensamiento de Pessoa, en esa su dimensión metafisíca, del hombre que busca respuestas para las cuestiones mayores del lo que hay de más humano en el Ser.

"Puedo tener defectos, vivir ansioso y quedar me irritado algunas veces pero, no olvido que mi vida es la mayor empresa del mundo, y puedo evitar que ella va a la falencia.
Ser feliz es reconocer que hace sentido vivir aunque todos los desafíos, incomprensiones y periodos de crisis. Ser feliz es dejar de ser vitima de los problemas y tornar se autor de su propia historia.
Es atravesar desiertos fuera de si, pero ser capaz de encontrar un oasis nel recóndito de su alma.
Es agradezcer a Dios cada mañana por el milagro de la vida. Ser feliz es no tener miedo de los propios sentimientos. Es saber hablar de si mismo. Es tener coraje para escuchar un 'no'. Es tener seguridad para recibir una critica, mismo injusta.
Piedras nel camino? Las guardo todas, pues un día voy construir un castillo...
Fernando Pessoa"

13 de setembro de 2007

Utopía

FH000020
"Yo creo que todavía no es demasiado tarde para construir una utopía que nos permita compartir la tierra."
Gabriel García Márquez, Escritor colombiano

23 de julho de 2007

Vencer o Medo

"Nego submeter-me ao medo,

Que tira a alegria da minha liberdade,
Que não me deixa arriscar nada,
Que me torna pequeno e mesquinho,

Que me amarra,
Que não me deixa ser directo e franco,
Que me persegue,

Que ocupa negativamente a minha imaginação,

Que sempre pinta visões sombrias,

No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo.

EU QUERO VIVER, não quero encerrar-me.

Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
QUERO PISAR FIRME PORQUE ESTOU SEGURO.

E não quero encobrir o meu medo.

E quando me calo, quero fazê-lo por amor,

E não por temer as consequências das minhas palavras.

Não quero acreditar em algo por medo de acreditar.

Não quero filosofar por medo que algo possa atingir-me de perto.

Não quero dobrar-me, por medo de não ser amável.

Não quero impor algo aos outros, por medo de que possam impor-me algo a mim.

Por medo de errar não quero tornar-me inactivo.
Não quero voltar para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.

Não quero fazer-me de importante por medo de ser ignorado.

POR CONVICÇÃO DE AMOR, quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.

Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.

E QUERO CRER NO REINO QUE EXISTE EM MIM ."

Rudolf Steiner

30 de abril de 2007

O CONVITE

"Não me interessa saber o que faz para ganhar a vida.
Quero saber aquilo por que anseia e se atreve a sonhar com a realização dos seus desejos.
Não me interessa saber qual é a sua idade. Só quero saber se é capaz de se arriscar a parecer tolo, por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas enquadram a sua lua. Quero saber se tocou no âmago do seu próprio desgosto, se esteve aberto às traições da vida ou se se tornou fechado e encolhido com receio de mais desgostos. Quero saber se é capaz de suportar a dor, a minha e a sua, sem esconder-se para a ocultar ou atenuar.
Quero saber se pode sentir a alegria, a minha ou a sua, se é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase o invada até às pontas dos dedos sem nos dizer para termos cautela, para sermos realistas, para recordar as limitações de sermos humanos.
Não me interessa saber se a história que me está a contar é verdadeira. O que quero é saber se é capaz de desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se é capaz de suportar as acusações de traição sem atraiçoar a sua própria alma; se pode não ser fiel aos seus compromissos e, no entanto, ser de confiança.
Quero saber se é capaz de ver a beleza mesmo quando não é bonita, em cada dia, e se pode basear a sua própria vida na sua presença.
Quero saber se é capaz de viver com fracasso, o seu e o dos outros, e mesmo assim ficar de pé na margem do lago e gritar para a Lua prateada: "Sim!"
Não me importa saber onde vive ou quanto dinheiro tem. O que preciso saber é se é capaz de se levantar, cansado e exausto, depois de uma noite de desespero, e fazer o que é necessário para cuidar dos filhos.
Não me interessa saber quem conhece, ou como veio aqui parar. O que quero é perceber se será capaz de ficar no centro do fogo, comigo, sem recuar.
Não me importa conhecer o que estudou, onde estudou ou com quem, o que quero é saber o que o mantém de pé, interiormente, quando tudo o resto falha.
Quero saber se é capaz de estar sozinho consigo mesmo e se gosta verdadeiramente da companhia que proporciona a si próprio nos momentos de vazio."

Bryan Mchugh

18 de abril de 2007

Manter a Integridade

Conquanto cultives a criatividade,
cultiva também a receptividade.
Conserva a mente como a da criança,
que flui como a água corrente.

Quando avaliares uma coisa,
não esqueças o seu oposto.
Quando pensares no infinito,
não esqueças a infinidade.

Age com honra,
mas conserva a humildade.
Agindo de acordo com o caminho
do Tao, dá exemplos aos outros.

Mantendo a integridade
dos mundos interior e exterior,
a verdadeira personalidade é mantida,
e o mundo interior torna-se fértil.

Lao Tzu

5 de janeiro de 2007

(R)escritas

Recupero memórias perdidas, de escritos que me apetece reler e rescrever.

Relembro belas cartas de Amor que escrevi a mim mesmo.

Recordo poemas perdidos em pedaços de toalhas de mesa (de café?).

Regresso às palavras guardadas nos meus blocos de notas empoeirados.

Sorrio com a lembrança de poemas de amor atrevido... as maminhas de Botero, não são dele são minhas.

Abraço de novo as palavras de que já me tinha esquecido - amor, pássaro, sorriso, árvore, rio, ponte - e mato a saudade com um beijo.

Fico grato por me saber bem rescrever de novo a minha história com o coração renovado.

Mando a sombra dar uma volta, e recupero a memória (com Siza) do que merece ser saboreado.

Daqui brotará de novo a poesia de todos os dias claros que alimentam o meu sangue e a minha alma.

3 de janeiro de 2007

Rainbow Tribe

"
We are all the Rainbow Tribe
All colours, all races, United as one,
We dance for Peace
And the healing of our Mother Earth.
Peace for all Nations and
Peace within ourselves.
As we join as one on the dance floor
Across the World
Let us connect Heart to Heart
Our Love is the power to transform
Our World.
Let us send it out,
Now...
"