19 de dezembro de 2007
2 de outubro de 2007
A Mente Zen
in blog "Sabor a Zen"
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13 de setembro de 2007
S.S. o Dalai Lama em Portugal
Chega hoje a Portugal, na sua segunda visita, desta vez a Lisboa, para partilhar com os seus ensinamentos. Este 'homem' considerado entre os budistas, a reencarnação do Buda da Compaixão, leva a sua sabedoria e compaixão a todos os que estejam abertos a escutá-lo.
De hoje, 13 a 15 de Setembro, estará no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, para três dias de Ensinamentos budistas, (9h30 às 11h30, e das 14h às 16h). No seu último dia, desta passagem pelo nosso país, a 16, estará no Pavihão Atlântico para uma Conferência Pública "O Poder do Bom Coração".
Para além do seu papel enquanto 'lider' espiritual do Budismo, á que relembrar que Dalai Lama é simultaneamente o lider no exílio (em Dharamsala, no norte da Índia) do governo do Tibete, região ocupada pela China desde os anos 50. Este prémio Nobel da Paz, tem sido uma inspiração para o mundo, na busca de uma solução pacífica para um conflito que já dimizou milhares de templos, de tem procurado o extremínio cultural da milenar sabedoria tibetana.
"A China é uma grande nação e tem uma longa história. Mas no séc. XX atravessou dificuldades. Uma das grandes mudanças foi que algumas pessoas acharam que poderiam mudar o Mundo com regimes ditatoriais. Os modelos totalitários não têm futuro. Estou certo que a China vai mudar para melhor. Já a situação no Tibete é muito séria, mas os problemas não são devidos a catástrofes naturais nem a guerra civil, mas sim a hóspedes que abrigamos sem os termos convidado."
Sempre buscando no budismo o 'caminho meio', Dalai Lama tem procurado oferecer á China uma solução que seja viável para ambos os países, e que passe por uma solução construtiva e de diálogo entre as partes envolvidas no conflito.
"Encontraremos uma solução. Se, em negociações comuns, se decidir que o Tibete deve fazer parte da China, ficando nós com uma política externa própria e de defesa, (...) Aceito um país com dois sistemas."
Um exemplo a seguir, para um mundo melhor.
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CAUSA TIBETANA (alguns dados e números)
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** Anos 60/70 » 6.000 templos Budistas
** Actualmente » 10 tempos Budistas
** 1.200 milhões de tibetanos dizimados
pelo governo Chinês
** Actualmente a população chinesa
é maior que a população tibetana
graças a políticas de imigração incentivadas
pelo governo chinês
** O governo chinês proibiu as reencarnações
Budistas, enquanto anunciou que a China
tinha encontrado o 'verdadeiro' Panchen Lama,
filho de um membro do partido comunista chinês...
(*) in, revista 'NS', 8 Setembro 2007
26 de julho de 2007
Solidão e Depressão*
O que é realmente importante é encontrarmos a felicidade e conseguirmos gerir as nossas vidas. Apesar de estarmos no caminho espiritual podemos perdermo-nos num estudo intelectual. Daí que, pensemos que temos que optar por um caminho espiritual ou um caminho material.
Temos duas influências:
1 – A parte mais religiosa – diz-nos que não somos ninguém, somos meros pecadores e
2 – A parte mais científica – ensina-nos que não há nada para além da mente.
E por isso, estamos bloqueados nestes dois caminhos.
Buda, quando passou por este mundo descobriu como ultrapassar este dilema, e por isso, também nós o podemos fazer.
Tanto no Budismo como no Hinduísmo, cada um tem a faculdade de saber tudo. Quando Buda descobriu o segredo do universo sorriu porque se apercebeu que a finalidade de tudo é a felicidade. Quando nos apercebemos da verdade última do universo, sorrimos sem esforço: é a felicidade suprema. Quando nos apercebemos da verdadeira natureza ficamos felizes.
Uma das causas principais da depressão é a solidão. A não-aceitação – rejeição. Cada um está a um nível e ritmo diferentes, logo cada um experimenta de forma distinta.
A nossa primeira reacção a um problema é pensarmos porque é que isto está a acontecer comigo, e ao invocarmos o nosso ego somos conduzidos ao sofrimento. No momento em que nos identificamos com o ego, ficamos separados dos outros e nessa luta contra os outros quem é que pode ganhar?! Temporariamente podemos pensar que ganhamos porque o nosso ego parece forte. Porém, o problema surge quando rejeitamos o nosso ego.
A partir do momento em que deixamos de desenvolver o nosso ego tornamo-nos mais ligados aos outros.
Desde muito cedo criamos o nosso ego na noção de independência.
Outra causa da solidão é a competição, a qual conduz à falta de confiança, que por sua vez provoca a ausência de ligação com o outro. Neste vazio surgem sentimentos como a raiva, o ciúme e a inveja.
Na realidade, estamos sempre ligados. Quando dizemos que há uma ligação entre nós, as pessoas pensam, de imediato, que houve alguma ligação noutras vidas. Isso pode ser verdade mas não é importante. As nossas consciências estão ligadas. Quando não há ligação entre cada um de nós há o sentimento de solidão. A separação física não é a causa da solidão. A causa da solidão é mental.
Uma das formas de combater a solidão é redescobrir a nossa verdadeira natureza. Todos temos a natureza de Buda.
Temos à nossa volta milhares de Budas. Quando dizemos que o Buda que está no universo se liga ao Buda que está dentro de nós, atingimos a verdadeira realização.
Na via do Bodhisatva, que ensina como os seres evoluídos se devem comportar, devemos colocarmo-nos na posição do outro (compaixão). O que se pretende ao trocar o nosso sofrimento pelo do outro não é o de multiplicarmos o sofrimento.
Quando sofremos desenvolvemos uma atitude que vai provocar um sofrimento ainda maior do que a causa que lhe deu origem.
Basta que nos coloquemos no lugar do outro para desviarmos a atenção do nosso sofrimento e experimentamos um alívio. Temos que redescobrir o nosso potencial para podermos controlar a situação em vez da situação nos controlar.
No extremo da solidão surge a depressão. Ficamos no estado da depressão porque adoramos a depressão. Do ponto de vista dos ensinamentos tântricos permanecemos na depressão porque assim o escolhemos.
A razão porque não redescobrimos o nosso potencial é porque a nossa mente está sempre distraída. Uma das ferramentas para o redescobrir é estarmos atentos.
Outra das causas da depressão advém do facto de uma pessoa focar toda a atenção numa determinada situação e todos os outros pensamentos são aglutinados e fundem-se nesse.
O estado da depressão é o melhor exemplo da inexistência da felicidade. É como se estivéssemos fechados numa casa e só olhássemos por uma janela. A causa principal da depressão não é a de termos perdido alguém mas a de querermos permanecer naquele estado, é uma decisão consciente.
Por isso, não podemos fazer tudo de uma vez mas sermos mais flexíveis. Quanto mais agarrarmos a nossa mão mais nos magoamos. No momento em que a soltamos é que descobrimos que nos sentimos bem. Ao atingirmos a verdadeira compreensão da nossa natureza, a solidão e a depressão não são possíveis.
A transformação começa por nós. No Tibete diz-se que termos um karma para sermos ricos não é o suficiente.
O que realmente interessa é como e quão felizes estamos e usarmos essa felicidade para lidarmos com as coisas menos agradáveis da nossa vida. Poderá um rio beber da sua própria água?! Poderá uma árvore alimentar-se da sua própria fruta?! Ao darmo-nos aos outros não vamos perder a nossa identidade. Gradualmente, podemos viver de uma forma menos egoísta e darmo-nos mais aos outros. Desta forma, a nossa vida transformar-se-á…
*Resumo da Palestra “Solidão e depressão” – A nova doença da actualidade (publicado no blog http://artetibetanadacura.blogspot.com)
19 de junho de 2007
"O Mestre e o Escorpião"...
O Mestre tentou tirá-lo outra vez, e novamente o escorpião picou-o.
Alguém que tinha observado tudo, aproximou-se do Mestre e disse:
- Perdão, você é teimoso? Não entende que de cada vez que tentar tirá-lo da água será picado pelo escorpião??!
O Mestre respondeu:
- A natureza do escorpião é picar e isso não muda a minha natureza, que é ajudar.
Então, com a ajuda de um ramo, o Mestre retirou o escorpião da água e salvou-lhe a vida."
Aprendi com esta história que é importante não mudarmos a nossa natureza se alguém nos magoar. Tomemos apenas as devidas precauções para que não sejamos magoados da próxima vez.
26 de abril de 2007
Dharma Marketing
09h30 - 18h30
DHARMA MARKETING - WORKSHOP
A espiritualidade no local de trabalho
Pretende-se ajudar, através da evolução integral do ser
humano, a expandir o caminho da transformação pessoal,
incluindo-a na cultura de prosperidade ética e espiritual.
Mais informações: www.unipaz.pt
18 de abril de 2007
Manter a Integridade
cultiva também a receptividade.
Conserva a mente como a da criança,
que flui como a água corrente.
Quando avaliares uma coisa,
não esqueças o seu oposto.
Quando pensares no infinito,
não esqueças a infinidade.
Age com honra,
mas conserva a humildade.
Agindo de acordo com o caminho
do Tao, dá exemplos aos outros.
Mantendo a integridade
dos mundos interior e exterior,
a verdadeira personalidade é mantida,
e o mundo interior torna-se fértil.
Lao Tzu
