15 de julho de 2009
ENCERRAR UM CICLO PARA QUE OUTRO POSSA SURGIR
Como na vida, tudo tem um fim, e este blog, chega também ao fim do seu ciclo de vida. Não significa que eu tenha desistido de continuar "semeando" criatividade. Simplesmente, nesta forma, deixou de fazer sentido.
Agradeço aos muitos leitores, amigos e pessoas que se interessaram pelo que aqui publiquei e divulguei. A sua presença neste blog, foi também para mim um grande estimulo para continuar, até hoje.
Envio-vos a todos, queridos leitores, aquele abraço fraterno com o desejo que continuem lançando nas vossas vidas sementes de criatividade para um Mundo mais justo, livre e equitativo: porque continuo acreditanto que um Mundo melhor é possível.
26 de outubro de 2007
The prison is inside me
Photo from a public/cafe in Lisbon. Message:
"This space is surveilled (watched) immediately after is used"
I know that this could be strange for some of you who use to read me (at least I've the presumption that there's someone reading me...)
I feel like a prisoner inside myself. I look as much as I can, as deeper as I'm able to, and I see the prison I'm in. Maybe I'm focusing into this issue because I just finish to participate in a workshop, as guest speaker, that was directly in contact with the prison system in Portugal, and particularly with the human side of it. When I look into the prisoners eyes I could see myself. Looking into they're eyes mirrored my own prison bars, my own shadows, my own fears, and my own demons. I'm not better, (or worst) them that prisoners: I've the same feelings, the qualities and the same assets. I've the same difficulty to use all my talents (and they're a lot!) to bring happiness and prosperity into my life. Some times I just forgot to look into my inner like, to use my creativity to save myself; and to find the Self in me.
So I feel like a prisoner in this body, in this life, in this city, in this country, like if I've any idea who to free me.
Maybe if I just stay where, present, where and now, look deeper, and ask for help to my inner guidance, I could found some answer. Sometimes I just forgot that freedom is inside, and the prison, prisoner and guard are all the same.
The only thing I just remember is that I've the most important energy to realest me from this situation I put myself - is to L.O.V.E. - Live Only Vital Emotions, and them maybe I'm able to free my body, mind and spirit to keep moving on with my mission - seeding creativity into the world.
Maybe if I just stay where, present, where and now, look deeper, and ask for help to my inner guidence, I could found some anwser. Sometimes I just forgot that freedom is inside, and the prision, prisioner and guard are all the same.
The only thing I just remember is that I've the most important energy to releast me from this situation I put myself - is to L.O.V.E. - Live Only Vital Emotions, and them maybe I'm able to free my body, mind and spirit to keep moving on with my misson - seeding creativity into the world.
22 de outubro de 2007
PRISION DHARMA
M. Ghandi
After visiting the Tires Prison, in Portugal; an initiative organized by "european.design.labs" of "Istituto Europeo di Design", I've remember to make this link with another project that I've know from a Buddhist friend. A project launch and developed by the Indian Government. It was filmed, in a very interesting documentary, "Doing Time, Doing Vipassana", by two Israelis woman's... After seeing this 'doc' something change also inside myself. I've notice, like today in this visite to 'Tires Prison' (in the woman's wing) about another way of social awareness and global consciousness... now my heart is simultaneously full of joy and sadness... anyway I'm happy about what I've been notice there - in Portugal there's 'people' "Who Cares" about this people.
I'd look inside some of this womans eyes, and what I saw was - Humanity...
26 de julho de 2007
Solidão e Depressão*
O que é realmente importante é encontrarmos a felicidade e conseguirmos gerir as nossas vidas. Apesar de estarmos no caminho espiritual podemos perdermo-nos num estudo intelectual. Daí que, pensemos que temos que optar por um caminho espiritual ou um caminho material.
Temos duas influências:
1 – A parte mais religiosa – diz-nos que não somos ninguém, somos meros pecadores e
2 – A parte mais científica – ensina-nos que não há nada para além da mente.
E por isso, estamos bloqueados nestes dois caminhos.
Buda, quando passou por este mundo descobriu como ultrapassar este dilema, e por isso, também nós o podemos fazer.
Tanto no Budismo como no Hinduísmo, cada um tem a faculdade de saber tudo. Quando Buda descobriu o segredo do universo sorriu porque se apercebeu que a finalidade de tudo é a felicidade. Quando nos apercebemos da verdade última do universo, sorrimos sem esforço: é a felicidade suprema. Quando nos apercebemos da verdadeira natureza ficamos felizes.
Uma das causas principais da depressão é a solidão. A não-aceitação – rejeição. Cada um está a um nível e ritmo diferentes, logo cada um experimenta de forma distinta.
A nossa primeira reacção a um problema é pensarmos porque é que isto está a acontecer comigo, e ao invocarmos o nosso ego somos conduzidos ao sofrimento. No momento em que nos identificamos com o ego, ficamos separados dos outros e nessa luta contra os outros quem é que pode ganhar?! Temporariamente podemos pensar que ganhamos porque o nosso ego parece forte. Porém, o problema surge quando rejeitamos o nosso ego.
A partir do momento em que deixamos de desenvolver o nosso ego tornamo-nos mais ligados aos outros.
Desde muito cedo criamos o nosso ego na noção de independência.
Outra causa da solidão é a competição, a qual conduz à falta de confiança, que por sua vez provoca a ausência de ligação com o outro. Neste vazio surgem sentimentos como a raiva, o ciúme e a inveja.
Na realidade, estamos sempre ligados. Quando dizemos que há uma ligação entre nós, as pessoas pensam, de imediato, que houve alguma ligação noutras vidas. Isso pode ser verdade mas não é importante. As nossas consciências estão ligadas. Quando não há ligação entre cada um de nós há o sentimento de solidão. A separação física não é a causa da solidão. A causa da solidão é mental.
Uma das formas de combater a solidão é redescobrir a nossa verdadeira natureza. Todos temos a natureza de Buda.
Temos à nossa volta milhares de Budas. Quando dizemos que o Buda que está no universo se liga ao Buda que está dentro de nós, atingimos a verdadeira realização.
Na via do Bodhisatva, que ensina como os seres evoluídos se devem comportar, devemos colocarmo-nos na posição do outro (compaixão). O que se pretende ao trocar o nosso sofrimento pelo do outro não é o de multiplicarmos o sofrimento.
Quando sofremos desenvolvemos uma atitude que vai provocar um sofrimento ainda maior do que a causa que lhe deu origem.
Basta que nos coloquemos no lugar do outro para desviarmos a atenção do nosso sofrimento e experimentamos um alívio. Temos que redescobrir o nosso potencial para podermos controlar a situação em vez da situação nos controlar.
No extremo da solidão surge a depressão. Ficamos no estado da depressão porque adoramos a depressão. Do ponto de vista dos ensinamentos tântricos permanecemos na depressão porque assim o escolhemos.
A razão porque não redescobrimos o nosso potencial é porque a nossa mente está sempre distraída. Uma das ferramentas para o redescobrir é estarmos atentos.
Outra das causas da depressão advém do facto de uma pessoa focar toda a atenção numa determinada situação e todos os outros pensamentos são aglutinados e fundem-se nesse.
O estado da depressão é o melhor exemplo da inexistência da felicidade. É como se estivéssemos fechados numa casa e só olhássemos por uma janela. A causa principal da depressão não é a de termos perdido alguém mas a de querermos permanecer naquele estado, é uma decisão consciente.
Por isso, não podemos fazer tudo de uma vez mas sermos mais flexíveis. Quanto mais agarrarmos a nossa mão mais nos magoamos. No momento em que a soltamos é que descobrimos que nos sentimos bem. Ao atingirmos a verdadeira compreensão da nossa natureza, a solidão e a depressão não são possíveis.
A transformação começa por nós. No Tibete diz-se que termos um karma para sermos ricos não é o suficiente.
O que realmente interessa é como e quão felizes estamos e usarmos essa felicidade para lidarmos com as coisas menos agradáveis da nossa vida. Poderá um rio beber da sua própria água?! Poderá uma árvore alimentar-se da sua própria fruta?! Ao darmo-nos aos outros não vamos perder a nossa identidade. Gradualmente, podemos viver de uma forma menos egoísta e darmo-nos mais aos outros. Desta forma, a nossa vida transformar-se-á…
*Resumo da Palestra “Solidão e depressão” – A nova doença da actualidade (publicado no blog http://artetibetanadacura.blogspot.com)
26 de abril de 2007
Dharma Marketing
09h30 - 18h30
DHARMA MARKETING - WORKSHOP
A espiritualidade no local de trabalho
Pretende-se ajudar, através da evolução integral do ser
humano, a expandir o caminho da transformação pessoal,
incluindo-a na cultura de prosperidade ética e espiritual.
Mais informações: www.unipaz.pt
