Foi em 2005 que lançei a primeira 'semente' neste blog. Então, nesse altura, nunca imaginaria que pudesse chegar até aqui. Durante mais de quatro anos, dediquei parte do meu tempo, energia e empenho a este espaço. Umas vezes mais activo que outros, procurei sempre colocar a minha energia no estimulo e na divulgação da criatividade.
Como na vida, tudo tem um fim, e este blog, chega também ao fim do seu ciclo de vida. Não significa que eu tenha desistido de continuar "semeando" criatividade. Simplesmente, nesta forma, deixou de fazer sentido.
Agradeço aos muitos leitores, amigos e pessoas que se interessaram pelo que aqui publiquei e divulguei. A sua presença neste blog, foi também para mim um grande estimulo para continuar, até hoje.
Envio-vos a todos, queridos leitores, aquele abraço fraterno com o desejo que continuem lançando nas vossas vidas sementes de criatividade para um Mundo mais justo, livre e equitativo: porque continuo acreditanto que um Mundo melhor é possível.
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15 de julho de 2009
7 de outubro de 2008
...de 7 para 8
Quando um homem está de taça cheia, mas ao mesmo tempo com tanta ânsia por encher a taça de coisas realmente essenciais, e chega ao seu limite, a única coisa que lhe apetece, é por um ponto final naquilo que está fazendo.
Passar por um portal, como a celebração de um aniversário, tem destas coisas. Acredito que as datas são especiais, pelo que fazemos com elas. Celebrar só faz sentido, quando sentimos verdadeiramente que temos algo para celebrar. Por outro lado, estar vivo é um motivo suficientemente maravilhoso para celebrar. Mas os portais na nossa vida tem destas coisas. Confesso, que faz alguns anos que fico um pouco atarantado com as passagens por determinados portais. Uma parte de mim, está "até à ponta dos cabelos", com a taça cheia de coisas inúteis, que já não me valem, não me servem para nada. Não contibuem para crescer, para avançar, para ser mais pleno e inteiro. Às vezes apetece atirar com tudo fora. Mas "deitar fora a criança com a água do banho", também não me faz sentido. O que importa é canalizar esta energia de insatisfação e transformá-la em algo verdadeiramente belo, criador.
"A flor de lótus nasce da lama", é uma frase que me vem recorrentemente á memória. Porque me faz muito sentido na minha vida. Acredito que é um dos mais belos ensinamentos Orientais que gosto de reter.
Neste dia 7 antes do 8, ponho-me mais uma vez a caminho, arrisco, procuro o mais sensato, o mais belo em mim, para passar mais um portal, com confiança, acreditando, que posso, que mereço e sou capaz de concretizar os meus sonhos.
Se escrevo hoje aqui, de uma forma tão intimista, é simplesmente porque sim, porque quero! Não para dar conselhos ou lições de moral a ninguém. Só porque me apetece. Já disse. Porque me apetece. Se criei este espaço, o alimento com a minha energia, ponho aqui as minhas sementes, então permito-me hoje, escolher as sementes que quero lançar a esta terra.
Desafio a que cada um experimente pelo menos uma vez na vida a fazer o mesmo! É uma forma bastante libertadora, e terapêutica de lidar com as coisas que nos "tocan los huevos"! Depois de libertar essa energia, então podemos estar livres, para, se assim o entendermos, fazer o caminho do perdão. Primeiro conosco mesmos, depois com aqueles a quem possamos ter ofendido.
Um abraço criactivista!
6 de junho de 2008
Que tal se?...
Que tal se acordamos hoje e decidimos começar o dia com forte confiança e dizemos para o Universo - eu acredito, eu acredito, eu acredito?
A criatividade mais pura vem da nossa capacidade de ser co-criadores a cada dia que nos levantamos, e de pormos a nossa energia nessa acção. Muitas das tradições ancestrais do Oriente, através de variadas praticas de visualização criativa, ensinam-nos que a melhor forma de co-criamos com o Universo Consciente, é pormos as nossas intenções, os nossos desejos, sonhos e projectos, como se fossem uma realidade presente.
Aqui e agora, Semear Criatividade é uma realidade! Que o seja para cada dos que lêem este blog. Que o seja para todos aqueles que buscam mudar as duas vidas, para todos aqueles que co-criam em cada dia uma alternativa ao Mundo que temos, para um Mundo melhor: mais justo, mais solidário, mais livre, mais equitativo e equinanime. Para a felicidade de todos os seres sensíveis. Que assim seja!
A criatividade mais pura vem da nossa capacidade de ser co-criadores a cada dia que nos levantamos, e de pormos a nossa energia nessa acção. Muitas das tradições ancestrais do Oriente, através de variadas praticas de visualização criativa, ensinam-nos que a melhor forma de co-criamos com o Universo Consciente, é pormos as nossas intenções, os nossos desejos, sonhos e projectos, como se fossem uma realidade presente.
Aqui e agora, Semear Criatividade é uma realidade! Que o seja para cada dos que lêem este blog. Que o seja para todos aqueles que buscam mudar as duas vidas, para todos aqueles que co-criam em cada dia uma alternativa ao Mundo que temos, para um Mundo melhor: mais justo, mais solidário, mais livre, mais equitativo e equinanime. Para a felicidade de todos os seres sensíveis. Que assim seja!
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Pessoal,
Visão Holística
4 de junho de 2008
¿Qué tal si....?
¿Qué tal si cuando no quieres, dices que no; cuando te hace daño, lo dejas; cuando necesitas pedir, lo pides; cuando quieres dar, se lo das; y cuando quieres llorar o gritar, lo dejas salir?
¿Qué tal si cuando quieres comunicarte, te abres? ¡Y cuando estás contento, te ríes!
¿Qué tal si te quedas aquí y ahora, lo único real, en donde hay tanto que no requiere ni del pasado ni del futuro?
¿Qué tal si te das a tu esencia y te dejas Ser verdadero?
Dr. Claudio Casas. "La paleta del pintor"
¿Qué tal si cuando quieres comunicarte, te abres? ¡Y cuando estás contento, te ríes!
¿Qué tal si te quedas aquí y ahora, lo único real, en donde hay tanto que no requiere ni del pasado ni del futuro?
¿Qué tal si te das a tu esencia y te dejas Ser verdadero?
Dr. Claudio Casas. "La paleta del pintor"
30 de novembro de 2007
A 'culpa' é... do Petróleo!

Começo já por dizer que não acredito no conceito 'judaico-cristão' de culpa. Mas vem isto a propósito de um personagem que anda a infernizar a vida a muita gente (a mesmo, mesmo, mesmo muita gente!!!).
Pois ouvia hoje nas notícias, numa rúbrica sobre economia, que a tal da 'culpa' da crise, é do custo do petróleo. Pois... já não é de agora, este hábito (não apenas português) de atirar as culpas para cima dos outros, neste caso do Sr. Petróleo. Então a culpa da situação em que se encontram milhões de seres humanos, que passam fome, que não tem acesso aos mais elementares meios básicos de sobrevivência é desse Sr. Petróleo? Bom, se é, ou não, já lá irei; não antes de tentar entender quem é esse fulano que nos anda a trocar as voltas todas, a dar cabo do nosso querido planeta, a promover guerras, disputas de terra, conflitos locais, regionais e mundiais. Se esse indívuo é o responsável pela subida dos preços dos mais elementares bens de primeira necessidade (pão, leite, arroz, legumes, e por aí fora...) então o que estão à espera? Deixá-lo á solta? Se esse crápula é o responsável pelo défice dos países pobres (e agora também, pelos vistos, dos ricos), pela miséria no mundo, o que é que estão à espera para o prender e julgá-lo num tribunal internacional, como responsável pelas misérias do mundo?!
Pois, dizem-me que esse tal do Petróleo, na verdade não é um bem uma pessoa... até tem algumas características bem parecidas com alguns humanos - é preto (o que para mim é talvez o único ponto a favor), cheira mal, deve saber ainda pior, é viscoso, dificil de agarrar com as mãos, mata ou é responsável pela morte, de mais seres no mundo do que uma bomba atómica... mas não é uma pessoa!
Afinal, se o Sr. Petróleo não é uma pessoa, como é podemos 'culpá-lo' pelo desemprego, pela fome, pela miséria, pela situação de catástrofe em muitas regiões do mundo? Pelo sofrimento todo que vemos na rua, pelas guerras que se fazem com o seu nome?
Pois, eu digo que já está na altura de crescermos todos um bocadinho, e deixarmos de sacudir a "água do capote" passando sempre a culpa para 'terceiros'. De uma vez por todas, já é tempo de assumirmos, não a culpa, mas a responsabilidade que temos no mundo; a nossa responsabilidade individual, social e ambiental, para que com a nossa consciência, tomarmos, e apoiarmos as decisões certas. Porque esse é o cerne da questão! Enquanto continuarmos a infantilizar as responsabilidades que nos cabem a todos, e passarmos a culpa, para conceitos abstratos, nunca seremos capazes de semearmos alternativas palpáveis, concretas que nos possam encaminhar para soluções sustentáveis.
Para que cada um, do Sr. Bush, ao Sr. Chaves, passando pelo Sr. Sócrates, por mim, e por você que lê este texto, saibamos como contribuir com verdadeiras alternativas para um desenvolvimento sustentável do planeta, partilhando responsabilidades, dando a cara e o corpo ao manifesto, e deixando de por a culpa no Sr. Petróleo. No minimo que os seus amigos mais descarados, (agora até o Dr. Soares, é amiguinho desse Sr. Petróleo, vá-se lá saber porquê...)
Eu pela minha parte, dou a minha gota de água, tendo deixado de ter carro, á mais de 2 anos. Ainda não deixei por completo o carro, nem seria viável (logo insustentável), mas acredito nos pequenos passos, mais do que nos grandes discursos.
Seria interessante, dar mais ouvidos a outros Srs. mais interessantes, que gostariam de ser mais escutados e apoiados incondicionalmente. Talvez até nos pudessem ajudar a mandar esse Sr. Petróleo ás urtigas: como o Sr. Sol, o Sr. Vento, os Srs. Ocenanos, e tantos outros que por andam por aí preteridos.
Porque, como dizia a minha mãe - se não tivermos 'petroil' não morremos de fome - mas sem o pãozinho, a história é outra e certamente mais complicada.
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26 de outubro de 2007
The prison is inside me
Photo from a public/cafe in Lisbon. Message:
"This space is surveilled (watched) immediately after is used"
I know that this could be strange for some of you who use to read me (at least I've the presumption that there's someone reading me...)
I feel like a prisoner inside myself. I look as much as I can, as deeper as I'm able to, and I see the prison I'm in. Maybe I'm focusing into this issue because I just finish to participate in a workshop, as guest speaker, that was directly in contact with the prison system in Portugal, and particularly with the human side of it. When I look into the prisoners eyes I could see myself. Looking into they're eyes mirrored my own prison bars, my own shadows, my own fears, and my own demons. I'm not better, (or worst) them that prisoners: I've the same feelings, the qualities and the same assets. I've the same difficulty to use all my talents (and they're a lot!) to bring happiness and prosperity into my life. Some times I just forgot to look into my inner like, to use my creativity to save myself; and to find the Self in me.
So I feel like a prisoner in this body, in this life, in this city, in this country, like if I've any idea who to free me.
Maybe if I just stay where, present, where and now, look deeper, and ask for help to my inner guidance, I could found some answer. Sometimes I just forgot that freedom is inside, and the prison, prisoner and guard are all the same.
The only thing I just remember is that I've the most important energy to realest me from this situation I put myself - is to L.O.V.E. - Live Only Vital Emotions, and them maybe I'm able to free my body, mind and spirit to keep moving on with my mission - seeding creativity into the world.
Maybe if I just stay where, present, where and now, look deeper, and ask for help to my inner guidence, I could found some anwser. Sometimes I just forgot that freedom is inside, and the prision, prisioner and guard are all the same.
The only thing I just remember is that I've the most important energy to releast me from this situation I put myself - is to L.O.V.E. - Live Only Vital Emotions, and them maybe I'm able to free my body, mind and spirit to keep moving on with my misson - seeding creativity into the world.
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Pessoal
26 de setembro de 2007
Last design work
Cover; Tapa; Capa (design: Alexandre Pereira; autor: Susana Gregório de Sá Carneiro)
(ENG)
From a special invitation, to devellop the design of a book for a University's presentation, resulting from a Cientif research on the theme "Utilidad del Agar Eosina y Azul de Metileno en la Diferenciación e Identificación Morfológica de Levaduras de Interés Clínico" by Susana Gregório de Sá Carneiro, student of a PhD in Microbiology, in Facultad de Biología, Universidad de Santiago de Compostela, Galicia, Spain.
It was a great adventure, to design this cientif book, a true challenge to my creativity!!!
(ES)
Fué invitado, para desarrollar e diseño editorial de un libro para una presentación del DEA, resulto de una investigación científica sobre el tema "Utilidad del Agar Eosina y Azul de Metileno en la Diferenciación e Identificación Morfológica de Levaduras de Interés Clínico", de usana Gregório de Sá Carneiro, estudiante de Doctorado en Microbíologia en la Facultad de Biología del Universidad de Santiago de Compostela.
Para mi fué una aventura enorme, desiñar ese libro cientifíco, un verdadero desafio a mi creatividad!!!
(PT)
Fui convidado para desenvolver o design de um livro, no âmbito de uma apresentação de um DEA, resultado de uma investigação científica sobre o tema "Utilidad del Agar Eosina y Azul de Metileno en la Diferenciación e Identificación Morfológica de Levaduras de Interés Clínico", da autoria de Susana Gregório de Sá Carneiro, estudante de Doctorado em Microbiologia na Facultad de Biología da Universidad de Santiago de Compostela.
Para mim foi uma enorme aventura, fazer o design deste livro científico, um verdadeiro desafio á minha criatividade!!!!
Cover; Tapa; Capa (design: Alexandre Pereira; autor: Susana Gregório de Sá Carneiro)
Layout-Spread; Interior-Separador; Interior-Separador (design: Alexandre Pereira; autor: Susana Gregório de Sá Carneiro)
Layout-tables and photos; Interior-tablas y fotos; Paginação-tabelas e fotos (design: Alexandre Pereira; autor: Susana Gregório de Sá Carneiro)
Layout-Spread and photo page; Interior-Separador y pagina de fotos; Interior-Separador e fotos (design: Alexandre Pereira; autor: Susana Gregório de Sá Carneiro)
25 de setembro de 2007
Dois anos a Semear
O tempo é uma ilusão da mente. No entanto, vivemos rodeados de coisas que nos fazem lembrar o tempo que passou, o que tempo que falta, particularmente o tempo "que nos falta"...
Não queria desenvover muito mais esta ideia, gostaria isso sim, de celebrar o tempo de hoje. Celebrar o caminho percorrido de mais de dois anos escrevendo e dando espaço a ideias e projectos que estão em sintonia com a visão manifesta neste blog - semear criatividade.
São dois anos, procurando fazer deste espaço, um lugar de reflexão, de partilha e de informação sobre alternativas. Acima de tudo de consciência e de busca de novos caminhos evolutivos. Um blog que se assume com uma visão holistica do mundo, procurando, tanto quanto possível, dar voz a essa visão. Focando a criatividade como caminho para a transformação individual, social e global. Uma visão focada na ecologia do Ser. Um blog que conspira e que acredita que Um Mundo Melhor é não só posssível como imprescindível!
19 de setembro de 2007
¡Yo aqui me siento bien!
Conservare lo spirito dell’infanzia
dentro di sé per tutta la vita
vuol dire conservare
la curiosità di conoscere
il piacere di capire
la voglia di comunicare.
Bruno Munari
Inspirado por Bruno Munari paseo por Santiago, buscando mi lugar. Buscando otros puntos de vista. Una otra forma de veer la cuidad más mística de toda España.
El sol de Septiembre
El sol de Septiembre ya se presenta en la mirada. Los días se quedan más cortos, el frío entra en el cuerpo y te sientes mejor en casa. Aunque, aquí , nuestros hermanos gallegos, sientan que eso, para esa temporada no sea normal.
Lo domingo pasado estuvo (re)viendo la magnifica película documental con Al Gore - "An Inconvinient Truth". Me recordé de las cosas se están cambiando en nuestro planeta, como el sol de Septiembre en Santiago, que por esa temporada ya no eres normal. Aquí me dou cuenta que el planeta es uno e que mientras las fronteras entre países, las árboles, los pasaros, la naturaleza, se comporta como se no hubiese otra lengua que la universal. El mundo no habla portugués, español, inglés o iraquí. E mundo habla una otra lengua, que pide por atención. El mundo necesita que los humanos sean capaces de hablar esa lengua. Para que e sol aparezca en su circulo natural, e la lluvia venga, el frío, el calor. Lo piden las árboles, e todos otros seres que con nosotros partan la misma casa - el planeta Tierra.

Lo domingo pasado estuvo (re)viendo la magnifica película documental con Al Gore - "An Inconvinient Truth". Me recordé de las cosas se están cambiando en nuestro planeta, como el sol de Septiembre en Santiago, que por esa temporada ya no eres normal. Aquí me dou cuenta que el planeta es uno e que mientras las fronteras entre países, las árboles, los pasaros, la naturaleza, se comporta como se no hubiese otra lengua que la universal. El mundo no habla portugués, español, inglés o iraquí. E mundo habla una otra lengua, que pide por atención. El mundo necesita que los humanos sean capaces de hablar esa lengua. Para que e sol aparezca en su circulo natural, e la lluvia venga, el frío, el calor. Lo piden las árboles, e todos otros seres que con nosotros partan la misma casa - el planeta Tierra.
30 de abril de 2007
O CONVITE
"Não me interessa saber o que faz para ganhar a vida.
Quero saber aquilo por que anseia e se atreve a sonhar com a realização dos seus desejos.
Não me interessa saber qual é a sua idade. Só quero saber se é capaz de se arriscar a parecer tolo, por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas enquadram a sua lua. Quero saber se tocou no âmago do seu próprio desgosto, se esteve aberto às traições da vida ou se se tornou fechado e encolhido com receio de mais desgostos. Quero saber se é capaz de suportar a dor, a minha e a sua, sem esconder-se para a ocultar ou atenuar.
Quero saber se pode sentir a alegria, a minha ou a sua, se é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase o invada até às pontas dos dedos sem nos dizer para termos cautela, para sermos realistas, para recordar as limitações de sermos humanos.
Não me interessa saber se a história que me está a contar é verdadeira. O que quero é saber se é capaz de desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se é capaz de suportar as acusações de traição sem atraiçoar a sua própria alma; se pode não ser fiel aos seus compromissos e, no entanto, ser de confiança.
Quero saber se é capaz de ver a beleza mesmo quando não é bonita, em cada dia, e se pode basear a sua própria vida na sua presença.
Quero saber se é capaz de viver com fracasso, o seu e o dos outros, e mesmo assim ficar de pé na margem do lago e gritar para a Lua prateada: "Sim!"
Não me importa saber onde vive ou quanto dinheiro tem. O que preciso saber é se é capaz de se levantar, cansado e exausto, depois de uma noite de desespero, e fazer o que é necessário para cuidar dos filhos.
Não me interessa saber quem conhece, ou como veio aqui parar. O que quero é perceber se será capaz de ficar no centro do fogo, comigo, sem recuar.
Não me importa conhecer o que estudou, onde estudou ou com quem, o que quero é saber o que o mantém de pé, interiormente, quando tudo o resto falha.
Quero saber se é capaz de estar sozinho consigo mesmo e se gosta verdadeiramente da companhia que proporciona a si próprio nos momentos de vazio."
Bryan Mchugh
Quero saber aquilo por que anseia e se atreve a sonhar com a realização dos seus desejos.
Não me interessa saber qual é a sua idade. Só quero saber se é capaz de se arriscar a parecer tolo, por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas enquadram a sua lua. Quero saber se tocou no âmago do seu próprio desgosto, se esteve aberto às traições da vida ou se se tornou fechado e encolhido com receio de mais desgostos. Quero saber se é capaz de suportar a dor, a minha e a sua, sem esconder-se para a ocultar ou atenuar.
Quero saber se pode sentir a alegria, a minha ou a sua, se é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase o invada até às pontas dos dedos sem nos dizer para termos cautela, para sermos realistas, para recordar as limitações de sermos humanos.
Não me interessa saber se a história que me está a contar é verdadeira. O que quero é saber se é capaz de desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se é capaz de suportar as acusações de traição sem atraiçoar a sua própria alma; se pode não ser fiel aos seus compromissos e, no entanto, ser de confiança.
Quero saber se é capaz de ver a beleza mesmo quando não é bonita, em cada dia, e se pode basear a sua própria vida na sua presença.
Quero saber se é capaz de viver com fracasso, o seu e o dos outros, e mesmo assim ficar de pé na margem do lago e gritar para a Lua prateada: "Sim!"
Não me importa saber onde vive ou quanto dinheiro tem. O que preciso saber é se é capaz de se levantar, cansado e exausto, depois de uma noite de desespero, e fazer o que é necessário para cuidar dos filhos.
Não me interessa saber quem conhece, ou como veio aqui parar. O que quero é perceber se será capaz de ficar no centro do fogo, comigo, sem recuar.
Não me importa conhecer o que estudou, onde estudou ou com quem, o que quero é saber o que o mantém de pé, interiormente, quando tudo o resto falha.
Quero saber se é capaz de estar sozinho consigo mesmo e se gosta verdadeiramente da companhia que proporciona a si próprio nos momentos de vazio."
Bryan Mchugh
5 de janeiro de 2007
(R)escritas
Recupero memórias perdidas, de escritos que me apetece reler e rescrever.
Relembro belas cartas de Amor que escrevi a mim mesmo.
Recordo poemas perdidos em pedaços de toalhas de mesa (de café?).
Regresso às palavras guardadas nos meus blocos de notas empoeirados.
Sorrio com a lembrança de poemas de amor atrevido... as maminhas de Botero, não são dele são minhas.
Abraço de novo as palavras de que já me tinha esquecido - amor, pássaro, sorriso, árvore, rio, ponte - e mato a saudade com um beijo.
Fico grato por me saber bem rescrever de novo a minha história com o coração renovado.
Mando a sombra dar uma volta, e recupero a memória (com Siza) do que merece ser saboreado.
Daqui brotará de novo a poesia de todos os dias claros que alimentam o meu sangue e a minha alma.
Relembro belas cartas de Amor que escrevi a mim mesmo.
Recordo poemas perdidos em pedaços de toalhas de mesa (de café?).
Regresso às palavras guardadas nos meus blocos de notas empoeirados.
Sorrio com a lembrança de poemas de amor atrevido... as maminhas de Botero, não são dele são minhas.
Abraço de novo as palavras de que já me tinha esquecido - amor, pássaro, sorriso, árvore, rio, ponte - e mato a saudade com um beijo.
Fico grato por me saber bem rescrever de novo a minha história com o coração renovado.
Mando a sombra dar uma volta, e recupero a memória (com Siza) do que merece ser saboreado.
Daqui brotará de novo a poesia de todos os dias claros que alimentam o meu sangue e a minha alma.
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