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24 de novembro de 2007

¡NO ME LLAMES EXTRANJERO!


No me llames extranjero,
porque haya nacido lejos,
o porque tenga otro nombre
la tierra de donde vengo.
No me llames extranjero,
porque fue distinto el seno,
o porque acunó mi infancia
otro idioma de los cuentos.
No me llames extranjero
si en el amor de una madre,
tuvimos la misma luz,
en el canto y en el beso,
con que nos sueñan iguales
las madres contra su pecho.
No me llames extranjero,
ni pienses de dónde vengo,
mejor saber dónde vamos,
adónde nos lleva el tiempo.
No me llames extranjero,
porque tu pan y tu fuego,
calman mi hambre y mi frío,
y me cobija tu techo.
No me llames extranjero,
tu trigo es como mi trigo,
tu mano como la mía,
tu fuego como mi fuego
y el hambre no avisa nunca,
vive cambiando de dueño.
Y me llamas extranjero…
porque me trajo un camino,
porque nací en otro pueblo,
porque conozco otros mares
y zarpé un día de otro puerto,
si siempre quedan iguales
en el adiós los pañuelos
y las pupilas borrosas
de los que dejamos lejos.
Los amigos que nos nombran
y son iguales los rezos
y el amor de la que sueña
con el día del regreso.
Traemos el mismo grito,
el mismo cansancio viejo
que viene arrastrando el hombre
desde el fondo de los tiempos,
cuando no existían fronteras,
antes que vinieran ellos…
Los que dividen y matan,
los que roban,
los que mienten,
los que venden nuestros sueños,
los que inventaron un día esta palabra…
¡¡¡ “extranjero” !!!
No me llames extranjero
que es una palabra triste,
que es una palabra helada
huele a olvido y a destierro.
No me llames extranjero
mira tu niño y el mío
cómo corren de la mano
hasta el final del sendero.
No los llames extranjeros,
ellos no saben de idiomas,
de límites ni banderas,
míralos se van al cielo
con una risa paloma,
que los reúne en el vuelo.
No me llames extranjero
piensa en tu hermano y el mío,
el cuerpo lleno de balas besando de muerte el suelo.
Ellos no eran extranjeros,
se conocían de siempre;
por la libertad eterna,
igual de libres murieron.
¡¡¡No me llames extranjero!!!
Mírame bien a los ojos,
mucho más allá del odio,
del egoísmo y el miedo
¡¡¡No puedo ser extranjero!!!
¡Y verás que soy un hombre!

Canción-poema de Rafael Amor

30 de abril de 2007

O CONVITE

"Não me interessa saber o que faz para ganhar a vida.
Quero saber aquilo por que anseia e se atreve a sonhar com a realização dos seus desejos.
Não me interessa saber qual é a sua idade. Só quero saber se é capaz de se arriscar a parecer tolo, por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas enquadram a sua lua. Quero saber se tocou no âmago do seu próprio desgosto, se esteve aberto às traições da vida ou se se tornou fechado e encolhido com receio de mais desgostos. Quero saber se é capaz de suportar a dor, a minha e a sua, sem esconder-se para a ocultar ou atenuar.
Quero saber se pode sentir a alegria, a minha ou a sua, se é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase o invada até às pontas dos dedos sem nos dizer para termos cautela, para sermos realistas, para recordar as limitações de sermos humanos.
Não me interessa saber se a história que me está a contar é verdadeira. O que quero é saber se é capaz de desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se é capaz de suportar as acusações de traição sem atraiçoar a sua própria alma; se pode não ser fiel aos seus compromissos e, no entanto, ser de confiança.
Quero saber se é capaz de ver a beleza mesmo quando não é bonita, em cada dia, e se pode basear a sua própria vida na sua presença.
Quero saber se é capaz de viver com fracasso, o seu e o dos outros, e mesmo assim ficar de pé na margem do lago e gritar para a Lua prateada: "Sim!"
Não me importa saber onde vive ou quanto dinheiro tem. O que preciso saber é se é capaz de se levantar, cansado e exausto, depois de uma noite de desespero, e fazer o que é necessário para cuidar dos filhos.
Não me interessa saber quem conhece, ou como veio aqui parar. O que quero é perceber se será capaz de ficar no centro do fogo, comigo, sem recuar.
Não me importa conhecer o que estudou, onde estudou ou com quem, o que quero é saber o que o mantém de pé, interiormente, quando tudo o resto falha.
Quero saber se é capaz de estar sozinho consigo mesmo e se gosta verdadeiramente da companhia que proporciona a si próprio nos momentos de vazio."

Bryan Mchugh

23 de abril de 2007

Essa 'Mulher' que me caiu no colo

"Nada Muda se Eu Não Mudar!"
Leila Navarro

Sou daqueles homens que ama as Mulheres. Sim, essas mesmo! Mulheres, com 'M' grande. Daquelas que o são no sentido mais pleno do Ser Mulher. Mulheres que integram o feminino, que o harmonizam com masculino. Mulheres que sabem amar e cuidar como ninguém, que sabem receber, que acolhem, que nutrem, que ensinam, que sabem soltar toda a sua energia feminina e sexual, no sagrado e no profano.
Gosto de aprender com as Mulheres, e elas tem-me ensinado muito. Por isso dou graças, desde que nasci, pelas grandes Mulheres que conheci na minha Vida. Desde a grande Mulher que é a minha mãe, que foi quem tornou possível que esteja aqui hoje a escrever este elogio às Deusas; passando pela primeira Mulher por quem me apaixonei, que até não era grande em tamanho, mas enorme na sua beleza e simplicidade; desde a Mulher resplandescente que foi minha (ex)esposa, e mãe da minha adorada filhota: que será sempre uma das Mulheres mais importantes da minha vida, e que me tem ensinado, desde que nasceu, a resgatar a minha criança interior. Estendo a minha gratidão a todas as Mulheres, que amei e que me amaram, algumas com quem caminhei junto, em companheirismo, amizade, cumplicidade, intimidade, descoberta e entrega.
Para lá dessas maravilhosas Mulheres, com quem mantive relacionamento, em vários estádios evolutivos de amorosidade, tenho tido também, o privilégio de me cruzar, com outras Mulheres fantásticas, que no meu percurso profissional, me tem ensinado muitas outras coisas tão importantes para a minha evolução e crescimento humano.
A última dessas Grandes Mulheres, Leila Navarro, caiu-me (literalmente!) no colo, numa palestra "atitudonal" que decorreu no passado Sábado em Lisboa.

LEILANAVARRO
Uma 'Diva' da motivação e do Pensamento Positivo
- Leila Navarro, em Lisboa, na Futurália, no passado dia 22 Abril

Essa 'Deusa da Motivação', no seu estilo inconfundível, já me tinha 'seduzido' com a sua escrita, num dos seus livros, que li (e recomendei!) já faz alguns anos - Talento para Ser Feliz - que foi um marco importante no meu percurso de desenvolvimento pessoal, profissional e acima e tudo evolução da Consciência.
Essa Mulher, veio também trazer-me uma 'mensagem' muito importante: recordou-me a importância de manter uma atitude positiva na vida (não só profissional).
Relembrei, nesta excelente palestra de Leila, que para mudar o que quer que seja nas nossas vidas, não chega fazer o possível; é preciso estar disposto a fazer o impossível. Mais do que tudo, no mundo de hoje, é fundamental ser capaz de Ser. Sermos nós próprios sem pré-conceitos, sem estéreotipos, perante os outros e nós mesmos. É preciso sermos capazes de estar abertos para conhecer, para aprender e para evoluir. Só assim a criatividade, poderá fluir em nós com naturalidade.
Sinto-me grato, por ter relembrado que temos tudo o que é preciso para sermos felizes. Só precisamos de 'reprogramar' os nossos 'velhos' hábitos e transformar as nossas atitutes. Isso requer que nos mantenhamos sempre ligados ao(s) nosso(s) Sonho(s), não esquecendo a(s)Meta(s), e o(s) Objectivo(s) a alcançar. Incito-vos a Sonharem, a nunca desistirem dos vossos Sonhos e a serem os protagonistas da vossa própria história.
Esta Mulher motivou-me a valorizar os meus Sonhos. Por isso quero partilhar convosco, o meu maior Sonho: contribuir com toda a minha criatividade e talento para um Portugal Criativo, para um Mundo Criativo; tendo como meta, ajudar e apoiar as pessoas, grupos e organizações, para que estes possam, entre outros, alcançar o objectivo de fluir com todo o seu potencial criativo, e contribuir assim para as causas da felicidade e para a felicidade de todos os seres sensíveis que habitam o Planeta Terra.
Queria terminar, agradecendo de coração à 'última' das Mulheres a quem me entreguei, por quem me 'apaixonei', e que guardo no coração com eterna gratidão e amor, por tudo o que me ensinou, em especial pelos ensinamentos da sua via 'espiritual', por tudo o que partilhou comigo do que a Vida tem de mais belo e mágico.

p.s. Ah!!!... e já agora... aproveitem as oportunidades que a Vida vos trás e amem incondicionalmente as Mulheres que vos "caiam no colo" (tanto quanto, e o melhor que saibam e puderem)... pode ser que 'essa' seja a vossa futura companheira (ou não, isso não importa), pode ser que seja uma bela paixão, um 'Amor de Primavera', ou até mesmo uma 'Mestra' que vos traga ensinamentos importantes para a vossa vida pessoal, profissional e espiritual. O que quer que aconteça, vivam-no plenamente, sem esquecer de manifestar gratidão por esses momentos, não deixando de honrar essa energia feminina.

14 de abril de 2007

Viajar

P3080008

"Agora sim! Agora podia, em perfeita paz de espírito, estender a minha ternura lusíada por toda a portuguesa Galiza percorrida [...] à boca do palco reflectiam-se as várias albufeiras do Câvado, a redonda pureza da Cabreira e a beleza sem par do Gerês. E o espectador emotivo já não tinha necessidade de brigar com o cavador instintivo que havia também dentro de mim. [...] "

Miguel Torga

10 de abril de 2007

O renascer...

Neste tempo de renascimento, (ressurreição para os cristãos), neste tempo que a vida se volta de novo a manifestar na natureza, e que o ciclo da Primavera, faz acordar de novoo perfume das flores, neste tempo em que acordamos do silêncio - quero dizer:

F E L I C I D A D E !

Este silêncio (aparente) em que o blog se tem encontrado, não espelha toda a música que tem passado por mim, e que não tenho sabido partilhar com aqueles que por aqui passam...

As sementes começam a manifestar a força da energia criativa...

Partilharei os frutos em breve... assim que estiverem prontos para colher.

Agora deixo simplesmente a emoção da felicidade ques está a passar por aqui :)