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18 de fevereiro de 2009
O mais belo tema sobre a Mudança
Sendo um dos mais belos projectos musicais portugueses dos últimos anos, que reúne grandes figuras da música pop lusitana - Humanos - este é sem dúvida, para mim, um verdadeiro hino á Mudança. Diz-nos neste magnifíco poema, António Variações - um grande visionário da música pop dos anos 80 - que estamos sempre a tempo de mudar.
Quando vemos na mudança uma oportunidade de crescer, essa mudança é um maravilhoso convite para evoluirmos. Assim podemos, como no poema, ver a vida não como um castigo que temos que viver, mas sim como uma caminhada prazeirosa na senda da transformação.
15 de dezembro de 2008
Uma verdadeira lição de Vida
Discurso proferido por Steve Jobs, CEO da Pixar e da Apple, para os formandos da faculdade de Stanford, na Califórnia (EUA), no ano de 2005. Com legendas em Português do Brasil.
29 de setembro de 2008
Beuys passou por Santiago...

Este sempre foi um artista que me intrigou. Conhecia algumas das suas inquietantes obras, que marcaram a arte na segunda metade do século passado, mas não tinha tida o previlégio, até hoje, de aceder ao conjunto de uma importante parte da sua obra. A Fundación Caixa Galicia, proporcionou uma montagem excelente, de um conjunto importante dos seus "Múltiples", que me deu uma visão bem mais completa, da que tinha até então, deste artista.
Não me quero aqui debruçar (do ponto vista da crítica da arte) sobre a obra ou a vida de Joseph Beuys. O que quero partilhar são mais as minhas impressões/intuições sobre um trabalho que é ainda bastante actual, por isso contemporâneo - dizem os 'expertos'. Mais de um peça em particular (algumas mais do que outras), marcou-me o conjunto da sua obra e vida, que espelham as questões com que o homem actual se debate, e que nos fazem reflectir sobre como a visão de Beuys, transporta uma dimensão holística, transdisciplinar da arte. Impressionou-me, mais do que as técnicas, o conteúdo simbólico das suas obras. Uma arte que nos faz pensar sobre nós mesmos, é para mim uma arte humana, que toca directo nas nossas emoções, sensações, e sentimentos. Essa é a arte que busco; que continuo buscando para a minha própria vida.
Este artista no seu percurso deixa-nos um testemunho de uma enorme beleza poética, e com uma mensagem revolucionária - que vai á raiz das questões. Porque para além de ser um artista, este é também um homem comprometido, que busca incentivar o humano a desenvolver as suas competências criativas.
Como diz Beuys, no seu Manifesto* "a criatividade, a fantasia, a inteligência, não articuladas, o capazes de articular-se, mas relegadas ao consumo, convertem-se em ago defeituoso, daninho, prejudicial, frente a uma comunidade democrática, e manifestam-se como uma criatividade corrupta, em forma de crime. A criminalidade pode surgir do aburrecimento, de uma criatividade incapaz de articular-se".
Quando a criatividade, se articula com o activismo e a consciência, teremos uma criatividade transformadora, caminhando em direcção a um novo paradigma holístico, e de uma forma transdisciplinar, capaz de dar o salto quântico que necessitamos de dar neste nosso tempo.
Acredito, como Beuys, que todo o humano é um criador, que contém em si um potencial, uma imensa energia criativa, que pode usar para transformar a sua vida, a sociedade e o planeta.
Se acrescentar-mos a isso a dimensão da consciência, estaremos verdeiramente perante o caminho que nos pode levar á transformação, contribuindo para um Mundo melhor, mais justo, mais livre e mais equitativo.
*Manifesto de fundação de uma Escola Superior Livre Internacional de Criatividade e Investigação Interdisciplinária.
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1 de agosto de 2008
Um Festival de Abraços!
"O Festival dos Abrazos chega este mes de agosto de 2008 a Compostela coa intención de encher os espazos da cidade de música, de danza, de teatro, de cinema, de artes plásticas, de novo circo, de clown… e de ti! As rúas e prazas de Compostela, os seus parques e xardíns, serán o escenario perfecto para o diálogo entre a vangarda creativa da cidade e algunhas das máis singulares propostas culturais do mundo."
in, http://www.festivaldosabrazos.org

Já aqui escrevi sobre um movimento que se iniciou á cerca de quatro anos na Austrália e que percorreu mundo - o movimento dos 'Abraços Grátis'. Nessa altura, muito me emocionou e tocou particularmente esse gesto simples. Agora nasce em Santiago em Santiago de Compostela um Festival multicutural, com um programa variado, que acontecerá durante todo o mês de Agosto e que encherá as ruas desta cidade peregrina de sentimentos e emoções.
Ontem, na apresentação do programa, a secretária de Cultura do Município de Santiago, junto com o projecto "Pés de Lã", 'regalou-nos' com esse gesto, tão belo e tão ancestral como é um abraço. Voltarei ao tema, assim que possível, quem sabe para vos enviar aquele abraço especial do coração.
in, http://www.festivaldosabrazos.org

Já aqui escrevi sobre um movimento que se iniciou á cerca de quatro anos na Austrália e que percorreu mundo - o movimento dos 'Abraços Grátis'. Nessa altura, muito me emocionou e tocou particularmente esse gesto simples. Agora nasce em Santiago em Santiago de Compostela um Festival multicutural, com um programa variado, que acontecerá durante todo o mês de Agosto e que encherá as ruas desta cidade peregrina de sentimentos e emoções.
Ontem, na apresentação do programa, a secretária de Cultura do Município de Santiago, junto com o projecto "Pés de Lã", 'regalou-nos' com esse gesto, tão belo e tão ancestral como é um abraço. Voltarei ao tema, assim que possível, quem sabe para vos enviar aquele abraço especial do coração.
27 de julho de 2008
8 de junho de 2008
O design em Mudança...

O mundo do design, reflecte sobre as mudanças que se podem operar no mundo, contribuindo para o mundo sutentável. Um importante evento que irá decorrer no próximo mês de Julho em Torino, Itália. Para acompanhar o evento, em tempo real, visite o site:
http://www.changingthechange.org/blog/
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31 de maio de 2008
A nossa bússola está dentro de nós

Acabo de ler um livro que me tocou no que há de mais profundo do meu Ser - A Bússola Interior - de Álex Rovira Celma. Acredito que são os livros que nos encontram a nós e não o contrário (embora muitas vezes procuremos por eles). Este livro, encontrou-me, aqui em Santiago de Compostela, faz sensivelmente um mês. Não era um dia especialmente diferente dos outros. Não foi um encontro tipo "místico", assim do tipo, "estava eu numa velha e poeirenta livraria, quando me caiu este livro em cima...". Era um domingo chuvoso, e passei por acaso numa pequena feira do livro, que costuma acontecer, por aqui todos os anos. Na primeira banca onde passei, este livro estava lá, e conhecemo-nos.
Assim que o começei a ler, mexeu com todas as minhas células e activou a minha consciência. Faz tempo que não lia assim um livro, e que não lia um Livro assim! Mesmo em castellano, que não é a minha lingua materna, conseguiu abrir, página a página, o meu coração. As palavras faziam sentido e tocavam em coisas, que tinha já vivenciado nos últimos anos da minha vida, mas que pura e simplesmente estavam adormecidas, esquecidas... Depois de terminar o livro, quis voltar a relê-lo e a saboreá-lo, a degustar cada pensamento, cada página, cada linha, como se o estivesse lendo pela primeira vez.
Quero partilha-lo com todos aqueles que amo, amigos, conhecidos, pessoas que me lêem neste blog. Porque este é um livro que não vou esquecer. Sei que não foi escrito para "mim", e ao mesmo tempo sinto-o escrito para que o lê-se, para me encontra-se nele, para que me reencontra-se em cada uma das suas cartas.
Que possam disfrutar da descoberta da vossa bússola interior, e com isso devolver sentido para a vossa missão aqui e agora.
Aconselho ainda do mesmo autor, "A Boa Sorte", que li em Galego, e também me encantou!
Sites:
http://www.labrujulainterior.com
http://www.alexrovira.com
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21 de maio de 2008
Isaque Pinheiro em Santiago II

Já aqui divulguei informação sobre a exposição do artista plástico/visual (como assina no seu cartão pessoal) Isaque Pinheiro, um português que está marcando o mundo da arte internacional, com exposições em Espanha, Brasil, Holanda e noutros 'corrunchos' do mundo. Mais que tudo, não quero fazer aqui uma resenha de crítica artística, pois creio que outros, melhor do que eu saberão fazê-lo. Para mim o Isaque será sempre, um 'velho' colega de escola, um amigo de longa data e que nunca esqueço! O Isaque que eu conheci, e que tive a felicidade de reencontrar em vários momentos da minha caminhada, é um ser humano com uma visão peculiar do mundo, e que a espelha na sua obra. Uma visão desintelectualizada da arte, mas que tem coisas importantes para dizer ao mundo. Uma visão ainda e sempre, com a força da sua eterna juventude. Uma atitude, perante as coisas da vida, lideradas pela curiosidade e por um sentido de humor muito aguçado.
Foi bom reencontrar o Isaque aqui em Santiago. Pois veio relembrar-me uma frase que percorria os corredores da minha velha Faculdade de Belas Artes, que dizia - a arte não nos salva. Pois eu creio que o Isaque está com a sua arte, de alguma forma, sem que isso seja intencional no seu trabalho, a dar o seu contributo para a nossa salvação. A salvação da nossa eterna criança interior, que é ainda capaz de se surpreender e deixar comover pela linguagem da arte. Essa linguagem universal, que comunica directamente com os nossos corações e a nossa consciência.
Obrigado Isaque por caminhares por aqui.
Esposição de Isaque Pinheiro, na galeria Goran Govorcin, em Santiago de Compostela, até ao dia 5 de Junho.
5 de maio de 2008
Isaque Pinheiro em Santiago

Isaque Pinheiro, um (pequeno/grande) artista plástico português. Um colega de escola, um amigo de longa data e que nunca se esqueçe! A visitar na galeria Goran Govorcin, em Santiago de Compostela, até ao dia 5 de Junho.
(escreverei sobre este amigo, mais do que sobre o artista ou esta exposição)
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9 de março de 2008
María de Medeiros en Pontevedra
"Con voz propia la portuguesa realizará su particular homenaje a los creadores de la bossa nova"
La Voz de Galicia, 6.03.2008

©CLAUDIO ONORATI, La Voz de Galicia
Pois é a nossa Maria andou por terras Galegas, e segundo os nossos irmãos galegos surpreendeu! Só tenho pena de não ter podido presenciar esse concerto... que Maria tenha muito sucesso e que volte sempre.
18 de fevereiro de 2008
Faça uma Lista...
A Lista
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Oswaldo Montenegro
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MIX06 AUSA - Migrant Indegenious eXchange

Projecto de Brendan Sullivan
Encontrei á algum tempo no site do Icograda um belíssimo projecto de design que honra e reflecte sobre as culturas nativas nos EUA e na Austrália. Apesar de ser um projecto de 2006, as suas propostas são intemporais. Enche-me o coração ver como os jovens designers participantes destes dois paises souberam colocar a sua criatividade num tema tantas vezes mistificado, mal interpretado, e mais que tudo esquecido.
visitar site do projecto: http://www.mix06.com.au/
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3 de dezembro de 2007
O edíficio do POVO... na China
Gostaria de poder um dia, tornar possível um projecto assim como este. Um exemplo de como da China, não vêem só coisas "menos boas" e como a sabedoria milenar do Oriente, consegue transpor para um projecto contemporâneo, uma visão holística, ponde a criatividade, o engenho, a arte e a espiritualidade, em dialogo fraterno.
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15 de novembro de 2007
The falling of Creative Class*
"Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Relembro este 'velho' poema que percorreu a minha juventude, e admiro a sua contemporaneidade. Volto ainda a relembrar um artigo que publiquei aqui á precisamente um ano atrás - Capital Cultural - e que reflecte sobre o valor gerado pela "Classe Criativa" para a economia europeia. Faço a ponte com um estudo, "Europe in the Creative Age", publicado em 2004, de Richard Florida, autor de "The Rise of the Creative Class, e fundador do "Creative Class Group".
Este é o momento para tomar posição e acabar com o silenciamento de algumas "verdades inconvenientes". Não o faço porque temo que me 'levem' a mim (isso está a acontecer neste momento), mas porque acredito que é absolutamente uma questão moral e ética falar sobre a realidade de milhares de 'criadores' que vivem hoje na mais pura das misérias, integrando o corpo de desempregados, precários e pobres que perfazem já mais de 20% da população portuguesa. Não faço ideia da dimensão europeia do problema, mas acredito que andará por valores próximos (embora mais baixos do que os portugueses).
Inspiram-me os monges budistas da Birmânia, que decidiram não calar mais a sua consciência, que tiveram a nobreza e a coragem de saírem à rua denunciando (mundialmente) a imoralidade, a ditadura, a opressão, a miséria e a fome em vive o povo do seu país.
Acredito que esta é uma questão moral, porque creio que não pode ser admissível que aqueles que estão entre os que mais contribuem para a 'riqueza' da Europa, sejam precisamente aqueles que estão entre os mais sacrificados (ninguém deve ser sacrificado).
Há um ano atrás era capa do jornal Público - "CULTURA COM MAIS PESO NA ECONOMIA EUROPEIA DO QUE SECTOR AUTOMÓVEL". Fiquei estúpido na altura! Foi necessário que, um conceituado economista europeu, contratado pela comissão europeia (segundo o artigo publicado), conclui-se que o sector da Cultura contribuia mais para o PIB europeu, que uma das mais poluentes e destruidoras industrias do planeta (a automóvel, e todas aquelas a si associadas, como a do petróleo), para esta questão, do valor da Cultura, viesse á luz do dia. Hoje, com as questões das alterações climáticas a entrarem-nos todos os dias pelas nossas vidas adentro - já não se tratam apenas de previsões, ou estudos, mas da realidade indesmentível, de secas, cheias, tufões, subidas do nível do mar, temperaturas e fenómenos metereológicos anómalos - é mais do que indispensável actuar; é necessário mudar de paradigma! Porque esta é absolutamente uma questão de sobrevivência do Planeta!
Olho em volta e vejo como, uma "classe" que tanto contribui para o desenvolvimento humano - de artistas, criadores, escritores, investigadores, professores, actores, pensadores (e tantos outros que criam cultura) - está sendo cada vez mais arredada de um dos direitos humanos mais elementares: o direito ao trabalho em condições dignas e respeitadoras da sua inteireza enquanto Ser.
Recorro ao estudo de Richard Florida, só para citar alguns dados, referindo que Portugal foi considerado o país mais atrasado nesse campo (o do crescimento da 'Classe Criativa' na Europa). Mas mais do que isso, é também interessante mencionar que o país mais bem colocado é a Suécia, na maioria dos índices estudados - tolerância, criatividade e crescimento económico - colocando-se mesmo, este país, á frente do EUA (o que não é nada de admirar...).
Isto faz-me pensar, que, ou valorizamos pouco o capital criativo e toda a riqueza gerada por este sector, ou estamos cegos e não queremos ver, ou simplesmente estamos alheados de toda esta realidade, e não aprendemos nada, com os nossos parceiros suecos.
Não consigo calar a minha indignação perante o sofrimento que vejo (e sinto) todos os dias à minha volta. Sinto que somos muitos milhões de seres, com capacidade, talento, criatividade, inteligência, arte e engenho, que podemos contribuir para o desenvolvimento deste País, e desta Comunidade Europeia, e estamos sendo arredados da possibilidade de o fazer. Aqueles que de nós, já o fizeram durante mais de uma década, ajudando e contribuindo para a prosperidade de marcas, produtos, serviços, empresas, que demos muito à economia do nosso país, acabámos por ser 'expurgados', de uma ou de outra forma, muitas das vezes, simplesmente, por discordamos do modelo vigente (o mesmo que está agora mesmo mostrando as suas consequências, através da destruição ambiental do planeta!). Marginalizados pelo sistema, somos empurrados para a margem da sociedade. Já somos demasiado velhos (com 38 anos!!!) para continuar a servir os interesses económicos (selvagens) que dominam toda a economia e somos ainda demasiado novos para nos reformarmos. Aliás não conheço ninguém que o queira! Queremos poder trabalhar e continuar contribuindo para o desenvolvimento (sustentável) do nosso país! Queremos poder colocar o nosso talento ao serviço do bem-comum, da justiça económica, social e ambiental! Queremos e merecemos ser respeitados pelo valor que produzimos, pelo capital que ajudamos a criar. Queremos uma distribuição justa e equitativa dos dividendos do nosso trabalho criativo, e queremos que esse valor seja repartido por todos aqueles que estão sofrendo com a fome e as condições sociais desumanas! Queremos poder contribuir para um planeta mais sustentável, para uma Europa criativa e criadora de bem-estar para todos.
É imoral que este país seja governado por engenheiros, gestores, economistas (com todo o respeito por estes profissionais), especuladores financeiros, 'figuras públicas', burocratas (com menos consideração por estes últimos), que sugam a energia criadora de todo um povo, que lhes levam toda a sua energia, que lhes roubam a alma! Não é moral, por exemplo, que no nosso país, que uns que 'roubam' milhões de euros (uns 12, outros mais, alguns menos), sejam não só perdoados como até abençoados; enquanto que por outro lado aqueles que contribuem para o desenvolvimento de um mundo mais aberto, mais tolerante, mais criativo, mais próspero para todos, são tratados muitas vezes como criminosos, porque deixaram de conseguir cumprir com as suas obrigações mais elementares, para com a casa, a educação, a alimentação, (já não nem falo da exclusão cultural!), às vezes com perseguições 'caricatas' por dívidas de (uns míseros) 400 euros ao banco!
É imoral que a "classe" criativa (assim como de muitos e muitos milhões de concidadãos de outras 'classes' desfavorecidas) estejam a ser empurrados para o 'esgoto', enquanto os multimilionários, ajudados pelas classes dirigentes de políticos sem escrúpulos, exibem vergonhosamente a sua riqueza nos media que eles próprios financiam.
Perante esta realidade, pergunto: o que fazemos? Ficamos calados, deixamos de assumir com a nossa consciência uma posição clara? Ou tomamos posição e passamos á acção? Deixo a pergunta, para que possamos reflectir e agir juntos. Antes que nos levem de vez!
Porque a queda da classe criativa, é a queda de toda a cultura democrática, acessível a todos, partilhada por todos, e que contribui para, muito mais do que o crescimento económico: contribui para a liberdade, a diversidade e a riqueza espiritual de um povo.
Voltarei ao tema, porque o tema, é a minha própria vida, e convoco todos os criadores, a tomarem posição, a não calarem o que sentem, porque um dia, pode ser tarde de mais, e quando dermos conta, seremos mais do que uma "classe" em queda, seremos prisioneiros de um qualquer regime "saudosista" que regresse das brumas do nevoeiro em que vivemos todos os dias...
*A queda da 'Classe Criativa'. Titulo inspirado em "The raise of the Creative Class" (a ascensão da 'Classe Criativa')
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho o meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo."
Relembro este 'velho' poema que percorreu a minha juventude, e admiro a sua contemporaneidade. Volto ainda a relembrar um artigo que publiquei aqui á precisamente um ano atrás - Capital Cultural - e que reflecte sobre o valor gerado pela "Classe Criativa" para a economia europeia. Faço a ponte com um estudo, "Europe in the Creative Age", publicado em 2004, de Richard Florida, autor de "The Rise of the Creative Class, e fundador do "Creative Class Group".
Este é o momento para tomar posição e acabar com o silenciamento de algumas "verdades inconvenientes". Não o faço porque temo que me 'levem' a mim (isso está a acontecer neste momento), mas porque acredito que é absolutamente uma questão moral e ética falar sobre a realidade de milhares de 'criadores' que vivem hoje na mais pura das misérias, integrando o corpo de desempregados, precários e pobres que perfazem já mais de 20% da população portuguesa. Não faço ideia da dimensão europeia do problema, mas acredito que andará por valores próximos (embora mais baixos do que os portugueses).
Inspiram-me os monges budistas da Birmânia, que decidiram não calar mais a sua consciência, que tiveram a nobreza e a coragem de saírem à rua denunciando (mundialmente) a imoralidade, a ditadura, a opressão, a miséria e a fome em vive o povo do seu país.
Acredito que esta é uma questão moral, porque creio que não pode ser admissível que aqueles que estão entre os que mais contribuem para a 'riqueza' da Europa, sejam precisamente aqueles que estão entre os mais sacrificados (ninguém deve ser sacrificado).
Há um ano atrás era capa do jornal Público - "CULTURA COM MAIS PESO NA ECONOMIA EUROPEIA DO QUE SECTOR AUTOMÓVEL". Fiquei estúpido na altura! Foi necessário que, um conceituado economista europeu, contratado pela comissão europeia (segundo o artigo publicado), conclui-se que o sector da Cultura contribuia mais para o PIB europeu, que uma das mais poluentes e destruidoras industrias do planeta (a automóvel, e todas aquelas a si associadas, como a do petróleo), para esta questão, do valor da Cultura, viesse á luz do dia. Hoje, com as questões das alterações climáticas a entrarem-nos todos os dias pelas nossas vidas adentro - já não se tratam apenas de previsões, ou estudos, mas da realidade indesmentível, de secas, cheias, tufões, subidas do nível do mar, temperaturas e fenómenos metereológicos anómalos - é mais do que indispensável actuar; é necessário mudar de paradigma! Porque esta é absolutamente uma questão de sobrevivência do Planeta!
Olho em volta e vejo como, uma "classe" que tanto contribui para o desenvolvimento humano - de artistas, criadores, escritores, investigadores, professores, actores, pensadores (e tantos outros que criam cultura) - está sendo cada vez mais arredada de um dos direitos humanos mais elementares: o direito ao trabalho em condições dignas e respeitadoras da sua inteireza enquanto Ser.
Recorro ao estudo de Richard Florida, só para citar alguns dados, referindo que Portugal foi considerado o país mais atrasado nesse campo (o do crescimento da 'Classe Criativa' na Europa). Mas mais do que isso, é também interessante mencionar que o país mais bem colocado é a Suécia, na maioria dos índices estudados - tolerância, criatividade e crescimento económico - colocando-se mesmo, este país, á frente do EUA (o que não é nada de admirar...).
Isto faz-me pensar, que, ou valorizamos pouco o capital criativo e toda a riqueza gerada por este sector, ou estamos cegos e não queremos ver, ou simplesmente estamos alheados de toda esta realidade, e não aprendemos nada, com os nossos parceiros suecos.
Não consigo calar a minha indignação perante o sofrimento que vejo (e sinto) todos os dias à minha volta. Sinto que somos muitos milhões de seres, com capacidade, talento, criatividade, inteligência, arte e engenho, que podemos contribuir para o desenvolvimento deste País, e desta Comunidade Europeia, e estamos sendo arredados da possibilidade de o fazer. Aqueles que de nós, já o fizeram durante mais de uma década, ajudando e contribuindo para a prosperidade de marcas, produtos, serviços, empresas, que demos muito à economia do nosso país, acabámos por ser 'expurgados', de uma ou de outra forma, muitas das vezes, simplesmente, por discordamos do modelo vigente (o mesmo que está agora mesmo mostrando as suas consequências, através da destruição ambiental do planeta!). Marginalizados pelo sistema, somos empurrados para a margem da sociedade. Já somos demasiado velhos (com 38 anos!!!) para continuar a servir os interesses económicos (selvagens) que dominam toda a economia e somos ainda demasiado novos para nos reformarmos. Aliás não conheço ninguém que o queira! Queremos poder trabalhar e continuar contribuindo para o desenvolvimento (sustentável) do nosso país! Queremos poder colocar o nosso talento ao serviço do bem-comum, da justiça económica, social e ambiental! Queremos e merecemos ser respeitados pelo valor que produzimos, pelo capital que ajudamos a criar. Queremos uma distribuição justa e equitativa dos dividendos do nosso trabalho criativo, e queremos que esse valor seja repartido por todos aqueles que estão sofrendo com a fome e as condições sociais desumanas! Queremos poder contribuir para um planeta mais sustentável, para uma Europa criativa e criadora de bem-estar para todos.
É imoral que este país seja governado por engenheiros, gestores, economistas (com todo o respeito por estes profissionais), especuladores financeiros, 'figuras públicas', burocratas (com menos consideração por estes últimos), que sugam a energia criadora de todo um povo, que lhes levam toda a sua energia, que lhes roubam a alma! Não é moral, por exemplo, que no nosso país, que uns que 'roubam' milhões de euros (uns 12, outros mais, alguns menos), sejam não só perdoados como até abençoados; enquanto que por outro lado aqueles que contribuem para o desenvolvimento de um mundo mais aberto, mais tolerante, mais criativo, mais próspero para todos, são tratados muitas vezes como criminosos, porque deixaram de conseguir cumprir com as suas obrigações mais elementares, para com a casa, a educação, a alimentação, (já não nem falo da exclusão cultural!), às vezes com perseguições 'caricatas' por dívidas de (uns míseros) 400 euros ao banco!
É imoral que a "classe" criativa (assim como de muitos e muitos milhões de concidadãos de outras 'classes' desfavorecidas) estejam a ser empurrados para o 'esgoto', enquanto os multimilionários, ajudados pelas classes dirigentes de políticos sem escrúpulos, exibem vergonhosamente a sua riqueza nos media que eles próprios financiam.
Perante esta realidade, pergunto: o que fazemos? Ficamos calados, deixamos de assumir com a nossa consciência uma posição clara? Ou tomamos posição e passamos á acção? Deixo a pergunta, para que possamos reflectir e agir juntos. Antes que nos levem de vez!
Porque a queda da classe criativa, é a queda de toda a cultura democrática, acessível a todos, partilhada por todos, e que contribui para, muito mais do que o crescimento económico: contribui para a liberdade, a diversidade e a riqueza espiritual de um povo.
Voltarei ao tema, porque o tema, é a minha própria vida, e convoco todos os criadores, a tomarem posição, a não calarem o que sentem, porque um dia, pode ser tarde de mais, e quando dermos conta, seremos mais do que uma "classe" em queda, seremos prisioneiros de um qualquer regime "saudosista" que regresse das brumas do nevoeiro em que vivemos todos os dias...
*A queda da 'Classe Criativa'. Titulo inspirado em "The raise of the Creative Class" (a ascensão da 'Classe Criativa')
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16 de outubro de 2007
Tierra... nuestra casa común
Estrena en cine el 26 de octubre, la película documental - Tierra. Una coproducción de la "Fundación Biodiversidad", y BBC Worldwide (entre otros). Para aquellos que no quieren esperar, pueden dar una mirada en la bonísima pagina web, donde pueden tener una idea de lo que se esta pasando con nuestro planeta, e con nuestros hermanos animales que lo comparten con nosotros. Una fotografía increíble que nos deja sin palabras... para comentar después de verlo...
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11 de outubro de 2007
Waribashi
Nasceu uma nova revista portuguesa (digital) de cultura japonesa. Waribashi, procura criar um espaço inexistente no panorama 'editorial' português dedicado em particular ao Animé e Manga. Com incursões noutros campos da cultura japonesa, como o Origami, ou a cozinha tradicional japonesa, com a colaboração especial do conhecido restaurante japonês - Assuka, este projecto, iniciativa da NCreatures, conta essencialmente com colaborações voluntárias, ainda que tenha o apoio ao mais alto nível da Embaixada do Japão em Portugal. Um projecto para seguir, principalmente para os apaixonados pela cultura pop do país do sol nascente.
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28 de setembro de 2007
¿Generación en cuestión?
"Cuestión generacional es una exposición de alrededor de 30 piezas y de una docena de vídeos procedentes de esta colección, tanto de artistas nacionales como extranjeros nacidos en su mayoría en la década de los 60. Son fotografías, óleos y esculturas en las que se puede apreciar un componente temporal, tanto por los temas como por la manera en la que están tratados."
Visitei ontem no "Centro Galego de Arte Contemporánea", um magnífico projecto do arquitecto Siza Vieira, a exposição da colecção do CGAC, "Cuestión Xeracional". (1)
Para lá questões formais, ou de análise em termos de crítica de arte, queria mais do que tudo partilhar as 'sensações' e percepções com fiquei desta exposição. No seu conjunto a exposição, revela-se coerente, e com uma montagem muito bem cuidada e organizada. O que me perturbou, no meio de tudo, foi um sentimento de angústia por me ser complexo empatizar com as expressões ali expostas. Sinais de profunda perturbação, convulsão do nossos tempos, linguagens que apelam a uma montagem do que aparenta ser real, ampliadas quiçá pelos meios utilizados (vídeo, fotografia) tão próprios desta geração. Confesso que me dei pouco trabalho a ler sobre as obras e os seus autores. Deixo isso para quem procura ali esse tipo de informação.
Tendo feito o meu percurso nas artes plásticas, e recorrendo muitas das vezes, nos meus projectos às mesmas estragégias que estes artistas utilizam para reflectir sobre o mundo actual, não consigo de deixar de sentir um certo distanciamento estético de tudo o que vi. Como se sentisse um vazio incómodo provocado por estas imagens. Aqui volta de novo, sempre a 'velha' questão: para que serve a arte? Qual é o seu papel? A questão geracional é importante ao nível das linguagens? A mensagem é um objectivo da arte, ou isso é um campo reservado à comunicação? A arte serve para nos provocar 'boas' ou 'más' sensações? A arte ainda nos pode salvar?
A sensação com que sai da exposição, é de que esta geração, não soube ainda transportar para a arte, novos caminhos de consciência. Continua sendo um reportório interessante de linguagens plásticas, mas deixa um enorme vazio, angustiante, de reflexão oca sobre outros campos, que a mim me fazem falta: do Ser e do sentir.
Não deixo de aconselhar a visita. Pela arquitectura, pela qualidade do CGAC, e por algumas peças excepção que valem a pena visitar.
(1) Nome em Galego
Visitei ontem no "Centro Galego de Arte Contemporánea", um magnífico projecto do arquitecto Siza Vieira, a exposição da colecção do CGAC, "Cuestión Xeracional". (1)
Para lá questões formais, ou de análise em termos de crítica de arte, queria mais do que tudo partilhar as 'sensações' e percepções com fiquei desta exposição. No seu conjunto a exposição, revela-se coerente, e com uma montagem muito bem cuidada e organizada. O que me perturbou, no meio de tudo, foi um sentimento de angústia por me ser complexo empatizar com as expressões ali expostas. Sinais de profunda perturbação, convulsão do nossos tempos, linguagens que apelam a uma montagem do que aparenta ser real, ampliadas quiçá pelos meios utilizados (vídeo, fotografia) tão próprios desta geração. Confesso que me dei pouco trabalho a ler sobre as obras e os seus autores. Deixo isso para quem procura ali esse tipo de informação.
Tendo feito o meu percurso nas artes plásticas, e recorrendo muitas das vezes, nos meus projectos às mesmas estragégias que estes artistas utilizam para reflectir sobre o mundo actual, não consigo de deixar de sentir um certo distanciamento estético de tudo o que vi. Como se sentisse um vazio incómodo provocado por estas imagens. Aqui volta de novo, sempre a 'velha' questão: para que serve a arte? Qual é o seu papel? A questão geracional é importante ao nível das linguagens? A mensagem é um objectivo da arte, ou isso é um campo reservado à comunicação? A arte serve para nos provocar 'boas' ou 'más' sensações? A arte ainda nos pode salvar?
A sensação com que sai da exposição, é de que esta geração, não soube ainda transportar para a arte, novos caminhos de consciência. Continua sendo um reportório interessante de linguagens plásticas, mas deixa um enorme vazio, angustiante, de reflexão oca sobre outros campos, que a mim me fazem falta: do Ser e do sentir.
Não deixo de aconselhar a visita. Pela arquitectura, pela qualidade do CGAC, e por algumas peças excepção que valem a pena visitar.
(1) Nome em Galego
¡SuperaFavordeTodo!
Movimiento "SUFATO - SuperaFavordeTodo"
"MOVEMENTO SUFATO [SuperaFavordeTodo](1)
Un si radical, unha onda de entusiasmo, unha corrente eléctrica de afirmación da vida. A violencia morbosa do signo positivo. A cultura da queixa e da confrontación está obsoleta. Os seus métodos son tópicos, conservadores, aburridos, e sobre todo profundamente ineficaces. A
negación nega, non constrúe, a negación nega, non transforma. a negación é combustible para as fauces da máquina.
SUFATO vai por outra vía. O noso movemento, en liña coa folga xaponesa, acepta a natureza atroz do poder e incorpora as súas perversións máis íntimas. Tampouco é para tanto: o poder é un relato bastante feble. Basta con empurralo levemente, superafavor de si mesmo (cara o seu punto de fuga) para que perda todo sentido, desvele a súa arbitrariedade idiota e se poña en ridículo*.
* “Autodestrucción inducida”, ou táctica de segunda derivada."
(1) Texto de manifesto publicado na integra em Galego.
26 de setembro de 2007
Paula Rego llega a Madrid
El Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía presenta la mayor retrospectiva de una de las más internacionales artistas portuguesas.
Del 25 de septiembre al 30 de deciembre, Paula Rego, presenta sus pinturas, nun evento comisariado por Marco Livingstone y organizada por el MNCARS.
Para saber más visita la página web:
http://www.masdearte.com/
Notícias en portugués:
http://videos.sapo.pt/
25 de setembro de 2007
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