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18 de fevereiro de 2009

O mais belo tema sobre a Mudança



Sendo um dos mais belos projectos musicais portugueses dos últimos anos, que reúne grandes figuras da música pop lusitana - Humanos - este é sem dúvida, para mim, um verdadeiro hino á Mudança. Diz-nos neste magnifíco poema, António Variações - um grande visionário da música pop dos anos 80 - que estamos sempre a tempo de mudar.
Quando vemos na mudança uma oportunidade de crescer, essa mudança é um maravilhoso convite para evoluirmos. Assim podemos, como no poema, ver a vida não como um castigo que temos que viver, mas sim como uma caminhada prazeirosa na senda da transformação.

9 de março de 2008

María de Medeiros en Pontevedra

"Con voz propia la portuguesa realizará su particular homenaje a los creadores de la bossa nova"

La Voz de Galicia, 6.03.2008


©CLAUDIO ONORATI, La Voz de Galicia

Pois é a nossa Maria andou por terras Galegas, e segundo os nossos irmãos galegos surpreendeu! Só tenho pena de não ter podido presenciar esse concerto... que Maria tenha muito sucesso e que volte sempre.

10 de janeiro de 2008

Arco-Íris Fraternal



"Entre Lisboa e Santiago, um abraço."

18 de dezembro de 2007

Eles estão doidos!*

A propósito deste artigo está a circular na net uma petição contra as novas medidas de higiene alimentar da A.S.A.E., que aconselho a todos, ler, subscrever e divulgar.

*
por António Barreto (1)

A meia dúzia de lavradores que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da "fast food", para fechar portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e "petiscos", a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.

A solução final vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.
E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
Em frente à faculdade onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e jogam às cartas ou ao dominó. Acabou! É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido. Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos. Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido.
Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas. Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido. Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido.
Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.
É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos. Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.

As regras, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas não chegam para as descrever.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto. Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas. No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta "produto não válido", mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda.
Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.
Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.
As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.

Tudo isto, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linha da frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
(1) artigo de opinião de publicado no jornal "Público"

26 de setembro de 2007

Paula Rego llega a Madrid

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El Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía presenta la mayor retrospectiva de una de las más internacionales artistas portuguesas.
Del 25 de septiembre al 30 de deciembre, Paula Rego, presenta sus pinturas, nun evento comisariado por Marco Livingstone y organizada por el MNCARS.
Para saber más visita la página web:
http://www.masdearte.com/
Notícias en portugués:
http://videos.sapo.pt/

20 de setembro de 2007

Parar para pensar nas estragégias de desenvolvimento (sustentável?)

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Nos tempos actuais, precisamos de parar e reflectir, como cidadãos, para onde corremos nós, em termos de desenvolvimento, perante as opções que se nos apresentam, e questionar se serão as mais sustentáveis, não apenas para Portugal, mas também para o Planeta.

"Travar para Pensar (*)

Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.

A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.

O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cercade 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País.

Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).

Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

Cabe ao Governo reflectir.
Cabe à Oposição contrapor.
Cabe aos cidadãos manifestarem-se!!!

Cabe à tua consciência reencaminhar ou deixar ficar."

Por consciência decidi publicar.

(*) Um artigo interessante, como expressão de cidadania, que me chegou por email, através
de uma amiga, embora de autor desconhecido, que entendi plubicar aqui na integra.

5 de junho de 2007

Dia Mundial do Ambiente

portugal2100

Hoje no Destak, no dia Mundial do Ambiente, noticia-se um alerta da Quercus, a que não podemos ficar indiferentes. Seria interessante ver os vários candidatos, nas actuais eleições para a Câmara de Lisboa, a discutirem soluções e alternativas no presente para esse 'futuro', que aí está. As "Baixas de Lisboa e Porto podem desaparecer," segundo a Quercus "a confirmar-se a subida dos níveis do mar de quatro a seis metros nos próximos 33 anos, provocada pelas mudanças climáticas, estas duas zonas".
Entretanto, em tempo de reflexão (em torno do G8) sobre soluções e alternativas para minimizar os efeitos das alterações climáticas no planeta, público uma imagem que me chegou por mail, resultado de estudos efectuados por super-computadores, com análises das consequências do aquecimento global para o nosso país, e que merece reflexão e tomadas de decisão urgente. Seria bem mais interessante discutirmos e decidirmos sobre alternativas que contribuam para a sustentabilidade do nosso país de acordo com estas previsões (à parte as versões serem mais optimistas ou pessimistas), em vez de discutir a localização do novo aeroporto da Ota... é que pode não existir Ota para aterrar!

17 de abril de 2007

Cultivar as raízes

Sons_&_Ruralidades

A criatvidade das 'gentes' do interior brinda-nos com este interessante evento. Para nos reconectarmos com os sons e as raízes da nossa 'Terra'. Para que nesta 'aldeia global' se possam continuar a escutar em todas as frequências sonoras, preservando a identidade e a diversidade de cada povo. Como uma planta, a Terra Global, poderá assim ser nutrida com todos os elementos de que precisa para que a Vida seja preservada e continue por muitas gerações. Para ficarem a saber mais, visitem os sites www.aepga.org ou www.aldeia.org