3 de outubro de 2006
Sentido de Comunidade
Partilho a imensa alegria e gratidão pela sabedoria que me foi revelada, nas palavras simples que me trazem um sentido renovado do que é semear comunidade.
"O verdadeiro sentido de comunidade vem do compromisso. Se queremos estar num circulo, é importante que assumamos a nossa responsabilidade por isso. Assumamos a nossa parte, participando com algo de nosso, de cada um de nós, algo com que possamos contribuir para o circulo e para a comunidade."
26 de setembro de 2006
25 de setembro de 2006
Semeando inspiração...
A coragem contém genealidade, poder e magia. Começa-o já."
Goethe
14 de setembro de 2006
Amor&Talento / Love&Talent

Brands: "The Family" and they're Publishing house
The Brunhn Family uma combinação de "amor e talento". São projectos assim que me inspiram e me fazem acreditar que um outro modo de vida é possível. Vá lá, façam uma visita a esta família!!!
The Brunhn Family "a fine combination of love and talent". This is the kind of inspiration who makes me believe that another way of life is possible. Visit this family!!!

Nuclear, Não Obrigado!

Campanha online, "combatendo" o regresso do poder nuclear, que tem como objectivo recolher um milhão de assinaturas contra o poder nuclear na Europa. Para saber mais, visite o site e subscreva a petição.
"In order to fight the comeback of nuclear power, we aim to collect one million signatures against nuclear power in Europe. Help us to reach this one million: by signing the petition(...), by spreading the word and by collecting signatures from friends and colleagues!"
Sabedoria ancestral

Escutando a sabedoria milenar do Oriente poderemos aprender a comunicar melhor, nas nossas relações, no nosso trabalho, na nossa comunidade.
11 de setembro de 2006
O essencial...
Sérgio Godinho

Esta é a minha forma de agradecer a um Amigo muito especial
que acaba de deixar estar dimensão da matéria.
Que encontres a paz e a Luz, nesta nova etapa da tua vida.
Obrigado por tudo o que me ensinaste, por me teres dado
a ver as minhas asas de criatividade.
27 de julho de 2006
Paz para o Médio-Oriente
We call out to all our friends in the world, may they be Israelis, Palestinians, US-Americans, Europeans: Let us understand the matrix of war and end it. We turn to our own society first and recognize how it is a part of this war: Whether by direct violence, whether by suppression of the truth and one-sidedness, whether by weapon supply or by indifference. Let us recognize the military regime and the matrix of war, inform others about it and stop it wherever we can.
Let us recognize the matrix of life on the other side. It is always there.
There is another possibility than violence in every situation."
Excerto do texto de:
Leila Dregger "Overcoming the Matrix of War in the Middle East"
****
para ler mais clique aqui, ou visite os sites:
http://www.igf-online.org
http://www.prvme.org
http://www.tamera.org
7 de julho de 2006
Viver não dói(*)
(Carlos Drummond de Andrade)
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido
ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente connosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
(*) Agradeço à minha querida amiga Cristina Baptista que me "abeençou" hoje com este poema.
Obrigado pela partilha, que agora estendo a todos os que lêem este blog :)
4 de julho de 2006
M&M - Momentos Memoráveis

As nossas vidas estão recheadas de acontecimentos a que não costumamos dar importância. Costumamos chamar-lhes de acasos ou coincidências. Esquecemos que a cada instante, se soubermos estar sintonizados, aquilo que se "manifesta" nas nossas vidas, no presente, pode ser e é algo de maravilhoso (sincronicidade). Mesmo nos momentos em que somos colocados à prova, que nos trazem e causam sofrimento, podemos sempre aproveitar essas oportunidades para, para aprender e continuarmos a Evoluir.
A cada instante somos convidados a valorizar e a celebrar a magia da vida, a consagrar o sentido de 'maravilhamento' com aquilo que nos vai acontecendo.
Apetece-me 'baptizar' esses momentos como os "M&M da Criatividade" das nossas vidas.
O meu desejo é que tenham muitos "M&M+C", que estes vos maravilhem... e que os partilhem!
30 de junho de 2006
Universidade de Verão em Tamera

"Teoria da Cura Global"
A Universidade de Verão 2006, será uma excelente oportunidade para saber mais sobre o primeiro semestre do Projecto "Monte Cerro"*, com palestras e eventos de vários pesquisadores e participantes do projecto, decorrerá de 31 de Julho a 10 de Agosto.
Este evento, será palco de partilha de alguns métodos desenvolvidos em dinâmicas sociais, configuração de comunidades e metodologias resultantes de 25 anos de pesquisa.
Irá reunir aspectos de trabalho pela paz em todo o Mundo, incluindo Israel/Palestina, Colômbia e Índia.
Mais informações e inscrições: http://www.tamera.org/portugues/index.html
*Brand/Communication design by Alexandre Pereira
29 de junho de 2006
Despedida "sem-espinhas"!

Hoje foi um almoço especial. Uma das pessoas mais interessantes que conheci este ano, vai mudar de empresa. É(ra) o project manager, da empresa onde sou consultor e director criativo - Patrick Van Der Valk. A vida ofereceu-me o enorme privilégio de ter convivido e trabalhado de perto, com este holandês "quarentão", que fez parte do seu percurso estudando e trabalhando nos países mais ricos do mundo do norte da América, o Canadá e os USA. Durante estes últimos quase nove meses, (o tempo de gestação de uma vida humana), curiosamente consegui aprender e partilhar coisas interessantissimas vindas deste homem, com um pensamento 'ocidentalizado' mas muito capaz de escutar um criativo 'caótico' e 'meio-louco' como eu.
Muitas foram as ocasiões em que, juntos, partilhamos ideias, sonhos, projectos, e muitas outras ficaram apenas na vontade de um dia prosseguir em frente... Hoje tivemos o nosso último momento de partilha criativa, durante um almoço de suhi, que nos foi generosamente oferecido pela nossa "boss", num dos melhores restaurantes do género em Lisboa - o Assuka.
Este foi o resultado de mais um e o último dos "brain farts" que tivemos juntos.
Não quero saber se no mainstream das empresas de comunicação e publicidade, as pessoas acham "lamechas" este tipo de elogios, se acham bem ou acham mal! Do fundo do coração, porque é o meu lado mais humano, o melhor de mim que quer expressar aqui e agora essa gratidão:
OBRIGADO por existes Patrick, e por teres contribuido para tornar possível este momento da minha vida, em mais um Momento Memorável. Quem sabe se um destes dias nos encontraremos para almoçar ou jantar no "sem-espinhas"!
28 de junho de 2006
Poema...

Pormenor - "Monstro dos Mil Olhos", Papagaio,
desenho de Rita Silva e Alexandre Pereira
Termino o dia sentindo o vazio do Oceano
preenchendo a Terra gretada pelo vento da ausência
Navego nas luzes desfocadas da estação,
profundo túnel de comboio da incerteza
Espero-te aqui, neste palco da espera
para que te encontre mais logo abrindo-me a porta
com um sorriso perfumado de luar
A minha ânsia é como Geronte:
encrespada de olhos que desejam ver,
fechados pelas núvens carregadas de sal
Mil e um globos vítrios,
que ainda não te conseguem vislumbrar
A porta do meu tesouro
está trancada pela aguda melancolia
Peço aos Céus que tragam a luz da sabedoria
para que veja com estes mil que a Terra
há-de transformar em mil campos plenos
de perfumes dourados, e mantos fartos
para que os amantes se encontrem no lago
dos olhos que os querem ver
Mais de mil para outros tantos corações
Alexandre Pereira, Lisboa
26 de junho de 2006
Um Festival de Sonhos...

6º Festival Internacional de Papagaios,
este último fim-de-semana, em Alcochete
21 de junho de 2006
Celebrar o Verão!

Primeiro dia do verão (Solstício do Verão).
O Solstício do Verão (ou Meio do Verão, Alban Hefin ou Litha), também conhecido como de "Dia de São João", marca o dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zénite.
Para os Místicos e os Pagãos, esse dia sagrado simboliza o poder do sol, que marca um importante ponto decisivo da Grande Roda Solar do Ano, pois, após o Solstício do Verão, os dias tornam-se visivelmente mais curtos.
in, Circulo Sagrado
20 de junho de 2006
Amit Goswami em Portugal!

O mundialmente (re)conhecido físico Indiano, ligado à física quântica, estará em Portugal a convite da Unipaz.
Na sua vinda, prevista para Setembro nos dias 23 e 24, dará um seminário - "O universo é auto-consciente através de nós", aberto a todos aqueles que queiram participar mediante inscrição prévia, até 5 de Setembro. Para fazer pedidos de informação, e/ou inscrição, queiram contactar a Unipaz Portugal através de mail: unipaz@sapo.pt, ou pelos telefones 93 384 28 15 e fixo 21 015 73 00 (excepto durante o mês de Agosto).
Amit Goswami é físico, doutorado em física quântica, nascido na Índia, filho de um guru hinduísta. Pesquisador e professor titular da Universidade de Física de Oregon, nos Estados Unidos da América, e também conhecido por ter publicado o polémico livro A Física da Alma. Alia o seu trabalho ao conhecimento de tradições místicas com exploração científica, procurando unificar a espiritualidade e a física quântica. Tal livro rendeu o filme chamado Quem somos nós? (What The Bleep Do We Know? em inglês) e que se tornou um sucesso de bilheteira nos Estados Unidos.
É também autor de outros livros conhecidos como A Janela Visionária e O Universo Autoconsciente.
19 de junho de 2006
Jogar com a Camisola da... Terra

Não consegui conter esta vontade inexplicável escrever o que sinto cá dentro. O insight é demasiado forte, precisa de ser expresso, registado, e partilhado. Não posso adiar o que está passar por aqui “não posso adiar o Amor, não posso adiar o coração…” como escreveu o poeta Ramos Rosa.
Por estes dias a febre da competição Mundial de vários países embandeirados, rola em campos relvados, num jogo a que se deu o nome de futebol. Em nome das Nações, homens de várias origens, de vários cantos do planeta, de muitas línguas diferentes, de multiplos talentos, estão disputando num terreno rectangular vários jogos, alguns em simultâneo. Consigo, milhões de humanos vibram no encalço dos seus sonhos. Centenas de Marcas mundialmente conhecidas apoiam e suportam todo esse movimento, empenhando recursos, pessoas, meios quase infinitos para aparecerem com o seu melhor, em prol da competição, também elas a competir por mais lucro. Nações inteiras degladiam-se, dentro e fora do campo, nuns casos mais serenos que outros. Os Nacionalismos renascem, fervilham e entoam nos seus cânticos aos seus representantes Odes de louvor. Alguns são bem preocupantes, recuando na história do ódio, da destruição e da violência do que há de pior e também de melhor no ser-humano… outros mais saudáveis, procuram estimular a auto-estima e a alegria do seu povo.
No país em que nasci, estes “heróis” são liderados por um outro “heroi” medalhado por outro país – o Brasil. O país onde ainda vivo, foi quem deu a lingua ao Brasil. Este homem, Luis Filipe Scolari, pede no meu país para que levantemos o nosso “orgulho” nacional, de sermos portugueses, e que afirmemos esse orgulho, demonstrando em todos os lugares os símbolos que representam essa Nacionalidade, principalmente nas cores, nas bandeiras, nos brasões. Tudo simbolos da unidade nacional do Estado.
Na minha consciência já me é dificil fazer caber tamanho geo-sentimento. Na bandeira do meu coração, cabe todo o planeta Terra. Esse planeta azul que amo mais que tudo, e que mais do que nunca pede a unidade dos humanos para defender a sua existência. Para que possamos juntos como espécie abençoada, cuidar de amar todos os outros seres sensíveis que habitam a Gaia, para que saibamos nutrir o coração da mãe natureza, levantando bem alto a bandeira da sustentabilidade.
Então qual é a ideia?
Organizar um jogo, (de preferência ainda durante este Mundial de futebol), convidando pessoas de todas as idades, género, cor, religião, ideias, filosofias, etc, para celebrarem (em vez de disputarem) num jogo, que tem o futebol por argumento, mas que vai mais longe; em vez de competição, joguemos pela cooperação, em vez de representantes/selecções de paises, joguemos todos para um Bem Comum – defender a sustentabilidade do planeta Terra.
Este não é um jogo de futebol convencional! Neste jogo não há vencedores e vencidos. Este é um jogo de ganha-ganha. Neste jogo não há árbitos, porque prevaleçe a confiança, a lealdade. Neste jogo a verdade de cada um é respeitada e a verdade do grupo sai enriquecida. Neste jogo, joga-se para ajudar a outra equipa. Celebra-se os golos da outra equipa e abraçam-se aqueles que se magoam.
Neste jogo não há faltas, penaltis, cartões amarelos ou vermelhos. Paramos o jogo quando alguém se magoa num lance mais animado, e cuidamos de saber se está bem. Sempre que um jogador quiser demonstrar afecto por outro jogador, pode mostrar-lhe um cartão verde, da energia do coração e dar-lhe um abraço.
Neste jogo, os conflitos são resolvidos de forma pacífica.
Neste jogo não existe a posição de defesa, médio, avançado, etc. Os jogadores jogam na posição do ambiente, espiritualidade, sustentabilidade, solidariedade, etc.
Neste jogo existe apenas uma equipa de apoio para todos os jogadores (médico, massagista, treinador, etc), pois acredita-se no valor da partilha.
Como pode funcionar:
O jogo tem a mesma duração de um jogo de futebol “normal”. Joga-se em duas partes de 45 minutos cada, com um intervalo de 15 minutos. No entanto, podem ser feitos outros intervalos, na primeira e na segunda parte, de 3 minutos cada.
O jogo começa com um circulo, reunindo os jogadores das duas equipas, intercalando um de cada equipa. Neste circulo fazemos um meditação todos juntos, pondo na energia do jogo, a sustentabilidade do planeta, num propósito de paz, de cura, de defesa do ambiente, de liberdade, fraternidade, solidariedade, compaixão…
Depois cada jogador abraça todos os jogadores da outra equipa. O jogo começa, com o som que marca o inicio do jogo, tendo sido escolhido previamente o jogador que o dará.
Joga-se com as regras “gerais” do futebol; não existem foras de jogo – a lealdade deve ser sempre a primeira regra. Os golos são celebrados por todos.
No final, os jogadores voltam ao centro do terreno, e em circulo agradecem pela partilha, dedicando o jogo à cura do Planeta Terra.
Por fim, realiza-se uma celebração com todos os presentes, jogadores, o banco, a bancada...
Equipamentos, bandeiras, etc:
As equipas jogam com os mesmo simbolo – o planeta Terra, mas com duas cores diferentes (para facilitar a identificação no campo de jogo). Num lado joga a equipa branca, noutra a equipa azul escuro.
As bandeiras de apoio, são brancas ou azul escuro de fundo, com o planeta Terra ao centro.
Suportes de comunicação, para o jogo poderão ser disponibilizados posteriormente (o design já está feito!).
Esta ideia pode ser recreada em vários cantos do Mundo em simultâneo! Se acredita naquilo que acabou de ler, espalhe esta ideia. O "meu" sonho é jogarmos no mesmo dia, vários jogos em simultâneo, com esta mesma energia ligada a nível mundial!!!
18 de junho de 2006
Visão holística do projecto semear*criatividade

Modelo inspirado na Roda da Vida, Formação Holística de Base, Unipaz
Uma visão do paradigma holístico, assente na não-separatividade e integrador do princípio do terceiro incluido. A consciência pessoal está em conexão recíproca com as consciências social e e universal. A paz nasce da harmonia entre o indivíduo a comunidade e a natureza. Nesse caminho de desenvolvimento da consciência nasce ao centro uma outra visão resultante das acções informadas por cada uma das partes e do Todo. O ciclo dinâmico da criatividade nutre e alimenta o fruto que nasce no centro e que é também fonte de energia transformadora para a matéria.
O centro de cada pétala é um Ser, a parte e o Todo ao mesmo tempo, em vibração cromática, cada chakra em equilíbrio. Centro para sentir o coração, balanço entre a razão e a emoção, lugar para o "humano como projecto em construção" (R. Crema).
1 de maio de 2006
Design para um mundo sustentável
Assim, desse modelo de sociedades humanas, vivendo em comunidade, com estruturas sustentáveis e ambientalmente viáveis, chegaram aos dias de hoje apenas algumas delas. Nas últimas décadas são conhecidas inúmeras Comunidades Indígenas destruidas ou que têm visto as suas culturas e modos de vida ameaçados.

©Alexandre Pereira. Encontro Vida Verde 2005
Para que a humanidade possa prosseguir na sua caminhada evolutiva e com o seu desenvolvimento, é imperativo que seja renovado o seu compromisso para com o planeta, vivendo como parte deste e entendendo o desenvolvimento e o crescimento como processos que podem (e devem) ser sustentáveis, sem o recurso à exploração dos recursos naturais, como a água, os minerais (o petróleo é só o aspecto mais visível) levados a níveis impraticáveis.


'Bolle box', Andreas Möller (esq.); Favela, Humberto
e Fernando Campanas (dir.)
Fundamental para que isso aconteça é a educação e a sensibilização, caminhando do paradigma da separatividade, para outra abordagem; não só na teoria mas também na prática - o paradigma holístico - que coloque de novo o homem na (sua) natureza; uma educação que redefina o papel da tecnologia em relação ao ambiente, que reconheça a interdependência entre o todo e a parte. Este caminho percorre-se com uma visão orientada para um desenvolvimento sustentável, a nível local e regional, com ressonância a nível global, no mundo e no universo. Hoje mais do que nunca a humanidade tem o conhecimento, a sabedoria, a começa a ter a expriência trazida, entre outros, pelo movimento das ecovilas, que lhe permite pôr em acção esta visão.
Como Ser Sustentável?
Os Princípios de Hannover (Expo Hannover 2000), são no meu entender, de entre os muitos documentos publicados sobre sustentabilidade, um dos que lançaram as sementes para uma nova filosofia de design, integrando natureza, humanidade e tecnologia. Estes, inspiram uma abordagem ao design que vai de encontro das reais necessidades e aspirações do presente sem comprometer a possibilidade de o planeta ser sustentável e igualmente capaz de suportar o futuro (por mais sete gerações).
O conceito de sustentabilidade foi introduzido para combinar a atenção com o bem-estar do planeta Terra com o continuo crescimento do desenvolvimento humano. Esta visão inicial, estaria imcompleta, sem intergrarmos outras visões. O meu contributo parte, de uma perspectiva holística.
Na verdade os sistemas na natureza já são capazes de se tornar sustentáveis (á milhões de anos que é assim). Segundo a definição da Comissão Mundial de Ambiente e Desenvolvimento
“encontrar a satisfação das necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de satisfazerem as suas próprias necessidades.” No entanto, esta é uma definição ainda limitada por um ponto de vista humano. A abordagem holística, procura incluir a ideia de uma ecologia global, o que significa que quando falamos de satisfação das necessidades presentes e das gerações futuras, estamos a considerar todos os aspectos e elementos da natureza - humano, animal, vegetal, energético - que vivem uma relação de interdependência.
De que design falamos?
Poderia encontar milhares de referências a sobre design, para falar de várias aboradagens, definições, teorias, correntes de pensamento, para me aproximar de uma 'explicação' possível de design. Mas esse não é o propósito deste tema. O que se procura aqui é encontrar uma 'definição' que seja inclusiva de várias perspectivas, procurando através de uma visão transdisciplinar, encontrar uma outra direcção, um outro caminho, que nos oriente para a evolução para um outro plano de realidade.
Assim, com este enquadramento prévio, direi que o design implica a concepção, realização e a satisfação das necessidades e desejos humanos. O design procurou desde que é conhecido como tal, satisfazer essas necessidades humanas, procurando responder da melhor forma, com as soluções mais adequadas, aos problemas colocados. Não será excessivo dizer mesmo, que de alguma forma o design é um caminho de busca de uma certa forma de felicidade.

Guelas, Elder Monteiro
Neste contexto, surgem os 'humanos' que se dedicam ao estudo e a várias especializações nesta área - designers - e que têm procurado desempenhar esse papel, nalguns casos mais pragmático, noutros visionário, procurando resolver e enquadrar esses problemas, criando toda uma nova corrente de pensamento, de cultura de projecto, com ligações aos mais diversos campos do Saber: psicologia, sociologia, filosofia, estética, arte, comunicação, ciência, religião, etc. Segundo Buckminster Fuller, "o designer é uma síntese de artista, inventor, mecânico, economista objectivo e estratega evolucionista". Esta é uma abordagem visionária, precursora de uma visão holista, que abriu caminho para as gerações futuras, no presente, seguirem os seus passos.
Assim sendo, poderei dizer com toda a tranquilidade, que, 'designers' são todos aqueles que de alguma forma, pela sua acção, modificam o ambiente através da inspiração e da criatividade humanas em relação com a natureza.
Por um design sustentável
Tendo por base estas duas abordagens, muito simples, da sustentabilidade e do design, podemos então, entender de forma mais clara o que pode ser designado por design sustentável. Este está necessariamente orientado para a atenção (awareness) a curto, médio e longo prazo. Coloca o enfoque dessa atenção, não apenas nos resultados, mas também nas consequências de qualquer transformação que se opere no meio ambiente. O design sustentável envolve aspectos como a concepção e a realização de uma expressão humana responsável e ambientalmente sensível, como parte envolvida na matriz da natureza do universo.
As sociedades humanas necessitam de aspirar a uma integração dos elementos material com o ambiental e o espiritual. As tecnologias actuais, assim como os processos e significados tendem a separar estes aspectos, em vez de os integrarem. A natureza usa a energia solar para criar sistemas interdependentes, cuja complexidade e diversidade implicam que sejam sustentáveis.
Por contraste, as sociedades altamente industrializadas extraem energia directamente dos sistemas, o que contribui para a redução dessa mesma complexidade, essencial para a biodiversidade, e para a sustentabilidade do planeta, logo da própria humanidade.


Construção em tela, corda e pedras. Workshop por Martin da Comunidade de Tamera, no Encontro Vida Verde (esq.). Construção usando diferentes técnicas, terra, palha e madeira na ecovila de Tamera (dir.)
Um dos grandes desafios para a humanidade é o desenvolvimento de processos de design que nos permitam, mantermos conectados com o contexto da natureza. Praticamente todas as fases do design, dos processos de fabrico, à construção devem ser reequacionados. O sistema de pensamento assente no paradigma da separatividade, os sistemas de pensamento linear ou os programas de curto-prazo, que justificam a ignorância, a indiferença ou a arrogância não serão, ainda assim, suficentes para destruir o futuro de uma interacção harmoniosa entre o humano e a natureza.
Teremos para isso que empregar o todo o conhecimento actual, em parceira com a sabedoria ancestral, a experiência e vivência humanas, num movimento que resulte num esforço conjunto para conceber e realizar uma transformação de consciência humana, que cuide e mantenha
o planeta Terra.
O espírito dos Princípios de Hannover, foram resultado de vários contributos,das mais variadas comunidades científica, e espiritual, das áreas do design ao ambiente passando pela filosofia. Espera-se que possam evoluir e adaptar-se às preocupações levantadas pelas diferentes culturas, países e todos os Seres sensíveis do planeta Terra, para que assim possamos todos encontrar o caminho que assegure a construção de um futuro em que não esteja comprometida a sobrevivência do planeta Terra.
Que todos façamos o nosso papel, sendo para isso, é preciso imaginar e encorajar a construção no presente de um futuro sustentável.
*Texto de apoio à Oficina/workshop sobre Design Sustentável
Encontro Vida Verde, Odemira, 28 Agosto 2005
25 de abril de 2006
Semear Criatividade, da visão à acção

Este é um projecto de vida. Este projecto de vida, nasce de uma visão holística. Essa visão corresponde a uma missão. O resultado do entendimento dessa missão resulta na acção deste projecto.
Este poderá ser o projecto que a Vida desenhou para a minha missão aqui na Terra, e daí decorrem muitas das acções que tenho realizado. Um caminho a partir do Ser, seguido do Fazer e depois do Ter.
Visão
Entendo a comunicação como um processo no qual plantamos ideias e conceitos num terreno comum.
O meu desejo mais profundo é 'estar na lua', fazendo design de coisas 'belas',
que possam ser úteis ao planeta Terra.
Quando escolho uma aborgadem transdisciplinar na forma de criar, isso ajuda-me a desenvolver o design de soluções mais sustentáveis.
Missão
Contribuir com todo o meu talento, conhecimento e sabedoria para as causas da felicidade da humanidade e de todos os outros seres sensíveis.
Assim como, contribuir com todo o meu talento, conhecimento e sabedoria, actuando para que se eliminem as causas do sofrimento da humanidade e de todos os outros seres sensíveis.
Acção
ecologia individual: atenção aos sentimentos, emoções, pensamentos, e intuições.
Escuta do outro, com o coração e a mente, com compaixão e justiça.
ecologia social: profissionalmente activo no sector criativo da comunicação, do design e da cultura. Activista nas áreas social, ambiental, da paz, nas ecovilas e organizações ou a associações ligadas à cultura de projecto.
ecologia universal: contribuir para o desenvolvimento de uma consciência universal, através de uma holopraxis que participe na preservação do equilibrio e harmonia do Universo.


