24 de agosto de 2013

Muda de Vida, 2013

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens... que ser assim

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti a latejar

António Variações

15 de julho de 2009

ENCERRAR UM CICLO PARA QUE OUTRO POSSA SURGIR

Foi em 2005 que lançei a primeira 'semente' neste blog. Então, nesse altura, nunca imaginaria que pudesse chegar até aqui. Durante mais de quatro anos, dediquei parte do meu tempo, energia e empenho a este espaço. Umas vezes mais activo que outros, procurei sempre colocar a minha energia no estimulo e na divulgação da criatividade.
Como na vida, tudo tem um fim, e este blog, chega também ao fim do seu ciclo de vida. Não significa que eu tenha desistido de continuar "semeando" criatividade. Simplesmente, nesta forma, deixou de fazer sentido.
Agradeço aos muitos leitores, amigos e pessoas que se interessaram pelo que aqui publiquei e divulguei. A sua presença neste blog, foi também para mim um grande estimulo para continuar, até hoje.
Envio-vos a todos, queridos leitores, aquele abraço fraterno com o desejo que continuem lançando nas vossas vidas sementes de criatividade para um Mundo mais justo, livre e equitativo: porque continuo acreditanto que um Mundo melhor é possível.

22 de maio de 2009

Ser apenas 1 pessoa.

“Para ser grande sê inteiro...
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todas as coisas.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha...
...Porque alta vive.”

Fernando Pessoa


Toda a vida quis Ser. Ser algo com letra MUITO GRANDE... enfim, mais 1 alma atormentada pelo complexo de pe q u e n es.
Ser filho foi o primeiro que fui. Filho da mãe e do pai que não me pariu, mas ajudou a que pudesse Ser - um pequeno recém-nascido. Já lá vão (quase) 40 anos. Nessa altura, o que seria para os meus pais? - uma esperança, um 'regalo' de Deus, uma benção ou uma maldição? Nesse momento os meus pais não podiam saber, quem viria a Ser esse recém-chegado.
Busquei na infância, por entre memórias de sofrimento, de dor, de solidão, de maus tratos, de abandono, por quem Era... a resposta não vinha... mas também, e sempre, por entre tanta incógnita, com muita esperança: um dia as coisas iriam mudar na vida. Quando fosse grande, Seria ALGUÉM!
Busquei durante mais de uma década, por Mim. Queriam que fosse médico. Queriam que fosse, BOM, GRANDE, RESPONSÁVEL, CUMPRIDOR, ESTUDANTE, TRABALHADOR, paciente, conciliador, etc, etc, etc...
Acreditava muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito,........ que um dia seria esse ALGUÉM. Então na juventude, conheci as primeiras utopias humanas - o AMOR e a POLÍTICA.
Não sei qual das duas conheci primeiro. Qual das duas me enamorei primeiro. Não importa, porque as duas não são a mesma. Não importa, porque mais tarde (mais cedo do que imaginava) vieram as primeiras desilusões. Uma grande oportunidade para crescer, para medrar como uma Pêra.
As dores crescimento, são apenas a segunda fase das dores do nascimento. A primeira de todas as descobertas é o prazer, e logo a seguir a frustação. Uma e outra são também complementares - ou em termos de gestalt - são polaridades.!.sedadiralop
Cresci, mais, e mais e mais... amei, prometi, traí, fugi, voltei, fiquei, fui, voltei...cresci. Fui pai, amei! Fui o que fiz durante mais de uma década. Fui artista, poeta, inventor, designer, criador, contador-de-histórias-mais-ou-menos-divertidas, professor, político, activista, contesdador, defensor, associativo, social, aprendiz... e sigo sendo.
Descobrir quem somos, ou o que somos, é muitas vezes uma meta que perseguimos, sem ter claras as nossas verdadeira necessidades, e os nossos verdadeiros desejos. O mundo que nos rodeia, o ambiente envolvento, o Outro, são muitas vezes utilizados como desculpas, para não crescermos, para não evoluirmos, que o mais inexorável que existe no Universo. Nascemos para evoluir. No entanto passamos todas as nossas vidas, a, INvoluir; desdo o momento do nascimento que nos vamos afastando da evolução. Esquecemos em vez de recordarmos quem verdadeiramente SOMOS. Vamos ao longo dos anos, ficando cada vez mais distantes da origem, da essência, do Ser que realmente Somos, para nos embrenharmos numa busca sem fim, de quem somos a partir do que fazemos.
Chegam as 1ªs {+] encruzilhadas [+} na nossa vida e aí nos vamos dando conta do equivocados que andávamos. Afinal não somos aquilo que pensávamos que éramos. Questionamo-nos e não entendemos porque. Temos um impasse, que queremos a todo o custo, ultrapassar.
Depois de muitas e muitas tentativas falhadas, vamos admitindo, a custo, que o mellhor é não resistir, e simplesmente assumir, sem rodeios que somos apenas e simplesmente - pessoas.
Iguais entre iguais, com as minímas diferenças, para que nos possamos distinguir apenas nos pequenos detalhes. Pessoas que querem s i m p l e s m e n t e SER.

27 de fevereiro de 2009

Imigrantes...na Galiza, em Portugal e no Mundo


Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, Cantar de Emigração, José Afonso

26 de fevereiro de 2009

"Anxos" e "Demónios" nas Eleições Galegas 2009



Como emigrante na Galiza, no próximo dia 1 de Março, não poderei votar. Apesar de viver aqui á já mais de um ano e cumprir com todos os deveres que um normal cidadão cumpre para com o estado espanhol, não terei o direito de voto. Ao contrário, os netos de galegos imigrados na Argentina, como em quase todo o mundo, poderão fazê-lo, apesar de não saberem sequer onde fica a capital da Galiza. É neste contexto, em que decorrem as actuais eleições autonómicas em Espanha que eu me enquadro. Devo dizer que aqui me sinto acolhido como em casa. Sinto-me em casa. Em muitos aspectos, tanto no plano dos serviços sociais, como da administração pública, tenho que dizer que o seu funcionamento é exemplar (á luz do que se passa no meu país). Posso usufrir de todos os direitos a que, um cidadão espanhol ou galego, aspira.
Nestas eleições, não podendo exercer o único direito básico da democracia representativa, posso (ainda) exercer da democracia participativa, que é precisamente o que estou fazendo - escrever o que penso neste blog. Por isso rompi o longo silêncio destas ruidosas semanas de pré e pro-campanha eleitoral para falar dos "Anxos" e dos "Demónios" que por aqui se apresentam.
Não sou, por natureza uma pessoa apologista dos nacionalismos. Os nacionalismos que temos neste momento a emergir e nalguns casos, em destacados lugares de poder de vários governos europeus, são um retrocesso muito perigoso ao terrorífico e negro passado da história europeia. Partidos neo-nazis, de extrema-direita, xenófobos, tem representação nas mais altas esferas dos vários orgãos da União Europeia. São um forte bloco, unido, activo e nalguns preocupantes casos, com grande poder de influência. Assim foi como Hitler chegou ao poder e quase que reinou a Europa inteira, com o aterrador holocasto que destruiu milhões de vidas humanas...
Quando aqui cheguei, naturalmente a minha preocupação era pelo facto de haver um partido nacionalista no poder. Por total ignorância, desconhecia por completo as suas bases históricas e fundacionais. Desconhecia por completo a realidade galega. O seu programa, as suas ideias, os seus projectos e a sua acção no governo. Não é que hoje possa falar com mais circusntância que há um ano atrás. Posso falar da vivência directa e da experiência directa. Este é um nacionalismo de raiz destinta dos demais. O nacionalismo do BNG, como o vejo de fora, é um nacionalismo internacionalista, digamos. É solidário com os povos palestina, Sarauhi, como nós portugueses fomos com o povo de Timor. Teria em Portugal como referência o Bloco de Esquerda. Um movimento de movimentos, um conjunto de várias tendências, que se alinham, desde os mais alternativos - ligados ao Forum Social Mundial, até aos mais centristas, como Anxo Quintana, que buscam o consenso com os Socialistas Galegos do PSdG, partido maioritário no governo de bipartido que governou na actual legislatura.
Como observador interessado, direi que no conjunto e sem ter uma comparação vivenciada, este parece-me ser um bom exemplo de governo: um governo de minoria, onde a negociação é fundamental, onde as políticas são consensuadas e tem que buscar estar acima das visões monopartidárias, típicas dos sistemas maioritários. Um governo em que cada partido tem que prestar contas pelo seu ministério, e simultaneamente ser solidário com as políticas do governo no seu todo. Um governo com uma política social ampla, participativa e dirigida para os interesses dos cidadãos (da Galiza, em particular); que aposta no ambiente, na habitação "socializada", no meio ambiente e no desenvolvimento sustentável. Um governo que tem na inovação uma forte aposta, e que tem feito elevados investimentos nessa área (A Galiza é uma das regiões que mais se desenvolveu nos últimos anos na inovação).
Dizendo de esta forma, poderia ser fácil de concluir quem são os "anjos" e quem são os "demónios" - os outros: os do PP e eventualmente alguns do PSdG, que está "algemado" ás políticas macro-económicas do PSOE e do governo central (e o PP da oposição central).
Esta realidade não é assim tão simples. Direi já, para que não fiquem dúvidas, que se pudesse, votaria BNG. Ainda que nem só de "Anxos" vivam os nacionalistas... também eles tem, como todos, os seus "demónios"... Mas uns tem mais "demónios" que outros. Para mim o maior de todos os "demónios" do PP é a sua política para a imigração. Na pior linha dos nacionalismos xenófobos da extrema-direita europeia. Com isso não posso pactuar.
Também o PSdG tem os seus "demónios", pela sua subjugação aos interesses macro-nacionais da grande Espanha, que o amarram, sem que possa ter uma visão mais local, e que eventalmente, alguns dos seus 'anjos' desejariam poder desenvolver.
No momento actual tudo pode acontecer. Qualquer das forças em combate pode vencer esta batalha. Termino deixando o apelo: entre "Anxos" e "Demónios" que venham os que podem usar do seu direito de voto e que, em consciência, votem - por nós imigrantes que não o podemos fazer.

18 de fevereiro de 2009

O mais belo tema sobre a Mudança



Sendo um dos mais belos projectos musicais portugueses dos últimos anos, que reúne grandes figuras da música pop lusitana - Humanos - este é sem dúvida, para mim, um verdadeiro hino á Mudança. Diz-nos neste magnifíco poema, António Variações - um grande visionário da música pop dos anos 80 - que estamos sempre a tempo de mudar.
Quando vemos na mudança uma oportunidade de crescer, essa mudança é um maravilhoso convite para evoluirmos. Assim podemos, como no poema, ver a vida não como um castigo que temos que viver, mas sim como uma caminhada prazeirosa na senda da transformação.

17 de fevereiro de 2009

"Crise" e Humor



John Bird y John Fortune são dois stand-up comedians ingleses 'especialistas' em humor político. Pois esta dupla de humoristas britânicos (conhecidos por “The Long Johns”) realizaram uma paródia televisiva na que um deles (jornalista) entrevista a George Parr, um fictício agente de investimentos. O vídeo está circulando á algum tempo na net, (...) é uma das mais bem humoradas explicações sobre o momento actual...

Texto baseado no post original em castelhano publicado no blog:
http://www.maikelnai.es

16 de fevereiro de 2009

Ano Europeu da Criatividade e Inovação

Já era tempo de dedicar algumas linhas a este tema. No momento presente, em que tudo 'aparenta' não ter saida para o que estamos a viver, na sociedade, nas nossas vidas, no planeta, existem iniciativas que são mais do que desejáveis: são imprescindíveis!
Neste contexto, "O Ano Europeu da Criatividade", é uma dessas iniciativas da UE que merece ser divulgada e apoiada. A Europa e o mundo precisam da criatividade para transformar o que não funciona, e lançar novas ideias, sustentáveis e que valorizem o capital criativo humano, para encontrar novos caminhos, para um mundo melhor e mais justo.

11 de fevereiro de 2009

LIBERDADE.





Contribuindo para eliminar o sofrimento e as causas do sofrimento, e contribuindo para a felicidade e as causas da felicidade de todos os seres sensíveis. Uma visão, uma missão, valores e acção espelhadas num simbolo, numa imagem de coerência e entrega ás causas que verdadeiramente importam para um Mundo melhor. Que assim seja.

Sobreviré!



"At first I was afraid I was petrified
Kept thinkin' I could never live without you by my side;
But then I spent so many nights
Thinkin' how you did me wrong
And I grew strong
And so you're back from outer space
I just walked in to find you here with that sad look upon your face
I should have changed that stupid lock
I should have made you leave your key
If I'd've known for just one second you'd back to bother me
Go on now, go walk out the door
Just turn around now
('cause) you're not welcome anymore
Weren't you the one who tried to hurt me with goodbye
Did I crumble
Did you think I'd lay down and die?
Oh no, not.I. I will survive
Oh as long as I know how to love I know I'll stay alive;
I've got all my life to live,
I've got all my love to give and I'll survive,
I will survive. Hey hey.
It took all the strength I had not to fall apart
Kept trying' hard to mend the pieces of my broken heart,
And I spent oh so many nights
Just feeling sorry for myself. I used to cry
But now I hold my head up high
And you see me somebody new
I'm not that chained up little person still in love with you,
And so you feel like droppin' in
And just expect me to be free,
Now I'm savin' all my lovin' for someone who's lovin' me
Go on now.. etc.
"

I Will Survive, Gloria Gaynor


Ao principio, como na canção, eu tive medo, fiquei paralisado, mas sobrevivi. Foi assim o meu primeiro ano aqui na Galiza. Uma terra nova, e tão antiga como a cultura e o país de onde venho. Vim buscando uma nova vida; mas uma vida nova é algo que não surge pela simples mudança de lugar. Aliás a mudança que buscava, já á muito, não tinha que ver com o lugar onde vivia, mas comigo mesmo.
Sempre que escuto esta música, com a qual vivi até hoje grande parte desta minha vida, recordo como tem sido o caminho percorrido. Foi interessante ter tomado consciência, que ela "aparece" sempre em situações em que me esqueço tudo o que é verdadeiramente importante.
Foi á mais de dois anos que, num seminário com um grande sábio, terapeuta e xamã, escutei uma vez mais esta música. Aí relembrei-me de novo que, que apesar de tudo, tinha todas as ferramentas que necessitava para (sobre)viver. Para lá de todas as contrariedades, de todas as fronteiras e barreiras com que me tinha deparado até então, eu simplesmente sobreviveria.
Agora que volto a escutar a voz de Gloria Gaynor, recordo-me das manhãs de Sábado em minha casa, em que o meu pai punha no gira-discos este vinil. Lembro-me do som que enchia a casa inteira, e da vibração pontente e confiante daquela voz negra, americana, de que então conhecia apenas o som. Mais tarde aprendi a reconhecer as palavras e o idioma em que era cantada. Reencontreia em séries de TV, em filmes, em festas e em discotecas... foi ainda ontem.

Hoje escuto por todos os lados, ecos e vozes, que nos cansam com tanto repetir: a CRISE.
Quase que cedo a entrar na onda e a aderir á CRISE. Quase que assumo a CRISE. Quase que sou a CRISE... fico observando o fluxo de entoxicação informativa sobre a CRISE.
CRISE. CRISE e mais CRISE!!!
Recordo agora o pensamento de um grande terapeuta holístico e actual reitor da Unipaz, Roberto Crema, sobre a CRISE. Ele ensimou-me a ver na CRISE uma oportunidade: a oportunidade da crisálida se transformar em borboleta. Pois quando escuto esta música, recordo para mim, e para o mundo, que aconteça o que acontecer, "sobrevivé!", pois esse é o meu processo.
Assim que recomendo, a todos aqueles que estão no caminho de mudança, que recordem para si mesmos que, aconteça o que acontecer, sobreviverão!
Não só possível como é o caminho para transformar o nosso mundo num mundo melhor. Para lá de todas as CRISES.

15 de dezembro de 2008

Uma verdadeira lição de Vida


Discurso proferido por Steve Jobs, CEO da Pixar e da Apple, para os formandos da faculdade de Stanford, na Califórnia (EUA), no ano de 2005. Com legendas em Português do Brasil.

24 de novembro de 2008

O Caminho para a Liberdade...

"Sê a mudança que queres ver no mundo"
M. Gandhi

No momento actual em que, alguns 'líderes' políticos, insistem em alimentar o medo através da criação de um sentimento global de insegurança, a que dão o nome de crise, existem exemplos de outros humanos, que nos ensinam a usar a criatividade e a romper com esse medo.
Este projecto alternativo, em plena urbe nos EUA, mostram-nos como existem soluções criativas e alternativas ao modelo neo-liberal e ao actual sistema financeiro. Muitas vezes não nos damos conta de como estas soluções podem simplesmente estar á porta de nossa casa...



Sugiro que visitem o site do projecto para mais informações:
http://www.pathtofreedom.com

30 de outubro de 2008

O 'Mestre', a Arte e o Caminho


O Sensei Morihei Ueshiba (1883-1969)

Durante muito tempo recusei a ideia de que precisamos de um 'Mestre' nas nossas vidas. Por ironia venho de uma familia de Mestres: de apelido! Enquanto neguei o 'Mestre', ele não se revelou, e assim, também a possibilidade de aceder a outros níveis de consciência, de sabedoria não me foi revelado. Depois, quando quis muito encontrar o 'Mestre', ele não se revelou, porque simplesmente eu não estava pronto para o conhecer. Ainda não tinha apurado o meu coração, e a minha Arte ainda não havia amadurecido.
Quando finalmente aceitei que o importante, na minha vida, não era o objectivo de aperfeiçoamento da minha Arte, mas sim do Caminho, aí o 'Mestre' revelou-se. O Mestre que cada um busca para a sua vida pode estar espelhado, num Mestre (exterior); alguém que tem a ética, a consciência, o conhecimento, a Arte e a sabedoria, que pode ser um exemplo de vida para nós próprios. Alguém de quem estejamos dispostos
a receber, humildemente, os seus ensinamentos.
O nosso Mestre interior revelar-se-á quando, estivermos naquela etapa do caminho, em que pensamos quase desistir, e então algo muito forte, interiormente, nos diz - segue em frente, segue o teu caminho, tu conseguirás! Entranto, disfruta!
A Arte revela-se na forma como nos damos á estrada, como pisamos no trilho, como movimentamos o corpo, como dançamos com o vento, como acolhemos o sol e a chuva na cara.
No caminho da criatividade, aplicada ás nossas vidas, o 'Mestre' manifesta-se, quando nos inclinamos majestosamente sobre as águas agitadas, conectamos com o nosso Eu no plano mais elevado e nos dispomos a acolher com simplicidade, aquilo que a Vida tem para nos brindar.
Nesse momento, o Mestre a Arte e o Caminho são um só.

10 de outubro de 2008

Aprender: SEMPRE!



Recebi a alguns dias este lindíssimo texto, que me foi enviado pela minha querida sobrinha. Realmente é bom lembrar que podemos (re)aprender coisas que por vezes andam esquecidas. Sempre!

"Aprendi... que ninguém é perfeito enquanto não se apaixona.
Aprendi... que a vida é dura mas eu sou mais que ela!!
Aprendi que...
as oportunidades nunca se perdem. Aquelas que desperdiças... alguém as aproveita.
Aprendi que... quando te importas com rancores e amarguras a felicidade vai para outra parte.
Aprendi que...
devemos sempre dar palavras boas... porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.
Aprendi que... um sorriso é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto.
Aprendi que... não posso escolher como me sinto... mas posso sempre fazer alguma coisa.
Aprendi que...
quando o teu filho recém-nascido segura o teu dedo na sua mão têm-te preso para toda a vida.
Aprendi que... todos querem viver no cimo da montanha... mas toda a felicidade está durante a subida.
Aprendi que... temos que gozar da viagem e não apenas pensar na chegada.
Aprendi que... o melhor é dar conselhos só em duas circunstâncias... quando são pedidos e quando deles depende a vida.
Aprendi que... quanto menos tempo se desperdiça... mais coisas posso fazer."
Que assim seja!

7 de outubro de 2008

...de 7 para 8


Quando um homem está de taça cheia, mas ao mesmo tempo com tanta ânsia por encher a taça de coisas realmente essenciais, e chega ao seu limite, a única coisa que lhe apetece, é por um ponto final naquilo que está fazendo.
Passar por um portal, como a celebração de um aniversário, tem destas coisas. Acredito que as datas são especiais, pelo que fazemos com elas. Celebrar só faz sentido, quando sentimos verdadeiramente que temos algo para celebrar. Por outro lado, estar vivo é um motivo suficientemente maravilhoso para celebrar. Mas os portais na nossa vida tem destas coisas. Confesso, que faz alguns anos que fico um pouco atarantado com as passagens por determinados portais. Uma parte de mim, está "até à ponta dos cabelos", com a taça cheia de coisas inúteis, que já não me valem, não me servem para nada. Não contibuem para crescer, para avançar, para ser mais pleno e inteiro. Às vezes apetece atirar com tudo fora. Mas "deitar fora a criança com a água do banho", também não me faz sentido. O que importa é canalizar esta energia de insatisfação e transformá-la em algo verdadeiramente belo, criador.
"A flor de lótus nasce da lama", é uma frase que me vem recorrentemente á memória. Porque me faz muito sentido na minha vida. Acredito que é um dos mais belos ensinamentos Orientais que gosto de reter.

Neste dia 7 antes do 8, ponho-me mais uma vez a caminho, arrisco, procuro o mais sensato, o mais belo em mim, para passar mais um portal, com confiança, acreditando, que posso, que mereço e sou capaz de concretizar os meus sonhos.
Se escrevo hoje aqui, de uma forma tão intimista, é simplesmente porque sim, porque quero! Não para dar conselhos ou lições de moral a ninguém. Só porque me apetece. Já disse. Porque me apetece. Se criei este espaço, o alimento com a minha energia, ponho aqui as minhas sementes, então permito-me hoje, escolher as sementes que quero lançar a esta terra.
Desafio a que cada um experimente pelo menos uma vez na vida a fazer o mesmo! É uma forma bastante libertadora, e terapêutica de lidar com as coisas que nos "tocan los huevos"! Depois de libertar essa energia, então podemos estar livres, para, se assim o entendermos, fazer o caminho do perdão. Primeiro conosco mesmos, depois com aqueles a quem possamos ter ofendido.
Um abraço criactivista!

29 de setembro de 2008

Beuys passou por Santiago...



Este sempre foi um artista que me intrigou. Conhecia algumas das suas inquietantes obras, que marcaram a arte na segunda metade do século passado, mas não tinha tida o previlégio, até hoje, de aceder ao conjunto de uma importante parte da sua obra. A Fundación Caixa Galicia, proporcionou uma montagem excelente, de um conjunto importante dos seus "Múltiples", que me deu uma visão bem mais completa, da que tinha até então, deste artista.
Não me quero aqui debruçar (do ponto vista da crítica da arte) sobre a obra ou a vida de Joseph Beuys. O que quero partilhar são mais as minhas impressões/intuições sobre um trabalho que é ainda bastante actual, por isso contemporâneo - dizem os 'expertos'. Mais de um peça em particular (algumas mais do que outras), marcou-me o conjunto da sua obra e vida, que espelham as questões com que o homem actual se debate, e que nos fazem reflectir sobre como a visão de Beuys, transporta uma dimensão holística, transdisciplinar da arte. Impressionou-me, mais do que as técnicas, o conteúdo simbólico das suas obras. Uma arte que nos faz pensar sobre nós mesmos, é para mim uma arte humana, que toca directo nas nossas emoções, sensações, e sentimentos. Essa é a arte que busco; que continuo buscando para a minha própria vida.
Este artista no seu percurso deixa-nos um testemunho de uma enorme beleza poética, e com uma mensagem revolucionária - que vai á raiz das questões. Porque para além de ser um artista, este é também um homem comprometido, que busca incentivar o humano a desenvolver as suas competências criativas.
Como diz Beuys, no seu Manifesto* "a criatividade, a fantasia, a inteligência, não articuladas, o capazes de articular-se, mas relegadas ao consumo, convertem-se em ago defeituoso, daninho, prejudicial, frente a uma comunidade democrática, e manifestam-se como uma criatividade corrupta, em forma de crime. A criminalidade pode surgir do aburrecimento, de uma criatividade incapaz de articular-se".
Quando a criatividade, se articula com o activismo e a consciência, teremos uma criatividade transformadora, caminhando em direcção a um novo paradigma holístico, e de uma forma transdisciplinar, capaz de dar o salto quântico que necessitamos de dar neste nosso tempo.
Acredito, como Beuys, que todo o humano é um criador, que contém em si um potencial, uma imensa energia criativa, que pode usar para transformar a sua vida, a sociedade e o planeta.
Se acrescentar-mos a isso a dimensão da consciência, estaremos verdeiramente perante o caminho que nos pode levar á transformação, contribuindo para um Mundo melhor, mais justo, mais livre e mais equitativo.

*Manifesto de fundação de uma Escola Superior Livre Internacional de Criatividade e Investigação Interdisciplinária.

25 de setembro de 2008

Creactivismo - activar a creatividade


Acto Poético - "Quanto pesa um Poema?" - realizado com a minha filha Rita, em Agosto de 2008, em Aveiro, Portugal.
Uma das formas mais poderosas e simples de activar a criatividade, é pormos em acção as nossas ideias. Mesmo com um simples giz de tijolo, escrever um poema na berma da estrada, no passeio... a imaginação sem limites, com consciência.

Para activar a criatividade no mundo é preciso começar por dentro. Por nós mesmos. Antes de activar a nossa criatividade é preciso crer. Desmontar mitos, ideias pré-concebidas. Limitações mentais sobre o nosso potencial criativo. Precisamos de resgatar a nossa inteligência criativa e emocional. Resgatar o nosso Eu criativo. Para mudar o mundo é preciso mudarmo-nos a nós mesmos. Isso só é possível com um trabalho noético em torno da consciência. Restablecendo a nossa conexão com uma consciência maior, universal, criadora e criada por todas as coisas. Uma consciência global só pode desenvolver-se partir da consciência de si mesmo. Uma consciência social só pode desenvolver-se a partir de uma consciência do Eu e do nós ao mesmo tempo.
O Criactivismo é a chama que faltava para nutrir essa mudança. É a visão que lidera a acção. Criactivar é o verbo que transforma na acção de cada um com o outro, com o ambiente e universo, a Consciência desperta.
O Criactivismo é um movimento que não pode parar no próximo momento. Não é uma questão de fé em qualquer “Diose”, mas de fé no que há de mais sagrado em cada um de nós, a energia vital da criatividade. Uma energia poderosa e capaz de activar milhões de outros seres.
A criatividade sem consciência pode levar á barbárie. Ao holocasto. A perca total da noção do valor que tem um ser humano. Do valor que tem a natureza. Do valor da vida. A consciência aporta a dimensão noética necessária a uma visão alargada, consciente que o Eu existe em relação com o Outro, e que cresce na acção com o Outro, em interacção com o ambiente que o rodeia. O ambiente é também um actor, que participa, que actua, e que também é consciência. A criatividade é energia e o activismo é o que a transforma em matéria. Num intercâmbio que leva á transformação.
Por isso é preciso dessiminar uma nova pedagogia da criatividade que resgate o melhor do ser humano. Do projecto que é o ser humano. Porque esse resgate é urgente, porque todo o planeta depende desse renascer consciente, o criactivismo é o contributo que tenho para vos oferecer.

Criactivamos juntos?

22 de setembro de 2008

Canção do Criactivismo



Publiquei faz alguns meses, um texto central da minha visão no momento - Creactivismo.
Hoje publico, um tema que escrevi na altura, não como um hino, mas um tema que gostaria de ver musicado um dia. Quem sabe se alguns dos leitores, se atreve e compõe uma bela música para este poema.

(refrão)

Crer no Céu com os pés na Terra
O Criactivismo é um movimento

que vai começar
neste preciso momento

O Creactivismo pode ser o que tu quiseres
com respeito e igualdade
entre homens e mulheres

(refrão) 3 bis

O Creactivismo é a união,
com partilha e sentimento,
da mente e do coração

(refrão) 3 bis

O Criactivismo é a criatividade
agindo pela paz, justiça
e liberdade

(refrão) 3 bis

O Criactivismo acredita na beleza
de viver em harmonia
com a Natureza

(refrão) 3 bis

O Criactivismo é transformação
para um mundo novo
em acção

(refrão) 3 bis

O Criactivismo não é uma ciência,
é o Ser Criativo em acção
com Consciência

1 de setembro de 2008

Silêncio


Quando o que tenho para dizer não é mais belo que o silêncio, sento-me e respiro, comtemplando o nada, que é tudo o que me rodeia.

1 de agosto de 2008

Um Festival de Abraços!

"O Festival dos Abrazos chega este mes de agosto de 2008 a Compostela coa intención de encher os espazos da cidade de música, de danza, de teatro, de cinema, de artes plásticas, de novo circo, de clown… e de ti! As rúas e prazas de Compostela, os seus parques e xardíns, serán o escenario perfecto para o diálogo entre a vangarda creativa da cidade e algunhas das máis singulares propostas culturais do mundo."

in, http://www.festivaldosabrazos.org


Já aqui escrevi sobre um movimento que se iniciou á cerca de quatro anos na Austrália e que percorreu mundo - o movimento dos 'Abraços Grátis'. Nessa altura, muito me emocionou e tocou particularmente esse gesto simples. Agora nasce em Santiago em Santiago de Compostela um Festival multicutural, com um programa variado, que acontecerá durante todo o mês de Agosto e que encherá as ruas desta cidade peregrina de sentimentos e emoções.
Ontem, na apresentação do programa, a secretária de Cultura do Município de Santiago, junto com o projecto "Pés de Lã", 'regalou-nos' com esse gesto, tão belo e tão ancestral como é um abraço. Voltarei ao tema, assim que possível, quem sabe para vos enviar aquele abraço especial do coração.